Jorge Jesus: “Não deixámos o Vitória de Guimarães dividir o jogo”

Jorge Jesus fez a análise ao V. Guimarães-Benfica, jogo da 7.ª jornada da Liga Bwin, defendendo que as águias deveriam ter sido mais eficazes na primeira parte. Ainda assim, perante um “adversário difícil”, ficaram elogios a um desempenho, com “muita criatividade individual e coletiva” em grande parte do tempo, que permitiu vencer por 1-3.

Sete jogos, sete vitórias no Campeonato, confiança em alta e satisfação por mais um jogo com momentos de elevado rendimento. Jorge Jesus destacou-o, lamentando apenas a “perda de referências” dos jogadores que entraram após o 0-3 e permitiram o crescendo do Vitória de Guimarães no encontro, como até então não fora possível. “Começámos a pensar no jogo de quarta-feira [frente ao Barcelona], o treinador também…“, reconheceu, frisando: “Nos primeiros 45 minutos foi tanta a superioridade do Benfica que o Vitória de Guimarães não teve hipótese, muita criatividade individual e coletiva.”

Golo João Mário

Qualidade veio ao de cima

“A conquista esteve na qualidade de jogo até às substituições, uns 60 minutos em que fizemos um jogo ofensivamente de muita qualidade. Podíamos estar a ganhar por três ou quatro na primeira parte, com várias situações na pequena área e na cara do guarda-redes tínhamos de fazer mais golos. Não podíamos ter tanta perda de golo. Nos primeiros 45 minutos foi tanta a superioridade do Benfica que o V. Guimarães não teve hipótese, muita criatividade individual e coletiva. Sentimos que teríamos de ter feito melhor. Jogámos muito nos primeiros 45 minutos. Disse aos jogadores ao intervalo que tínhamos de fazer o terceiro golo para tirar o Vitória de Guimarães do jogo. Depois começamos a pensar no jogo de quarta-feira após o 0-3. A equipa pensou que dava para ganhar, e deu, mas o Vitória de Guimarães no corredor central começou a carregar e a ter mais bola, nada que preocupasse em oportunidades de golo. Vencemos uma equipa difícil, bem estruturada, com adeptos a ajudar a equipa a nunca cair. O 1-3 deu alguma esperança aos jogadores e adeptos do Vitória de Guimarães de entrarem no jogo. Começámos a pensar, o treinador do Benfica também, para não ter jogadores na quarta-feira tão fatigados.”

Meïte

Trocas levaram à perda de referências

“Os jogadores que entraram não seguraram a equipa tão bem defensivamente. Estavam menos identificados com as referências do adversário do que os que estavam em campo e perderam-se um bocadinho. Faltou um segundo médio para segurar a bola e organizar o jogo nos últimos 15 a 20 minutos, mas a vantagem era positiva e deu para segurar o resultado, vencendo.”

Otamendi

Os sete jogos e as sete vitórias

“Se esperava arrancar assim a Liga? Faz parte do que andamos à procura, trabalhar para as vitórias. Este jogo não foi tão difícil pela grande primeira parte do Benfica, mas não podemos tirar o valor ao Vitória de Guimarães. É uma equipa bem estruturada com jogadores evoluídos tecnicamente, e se não nos soubermos posicionar podemos ser surpreendidos. Não deixámos o Vitória de Guimarães dividir o jogo.”

Pizzi

Valentino e Pizzi no meio da competitividade

“Não escalei a equipa a pensar no jogo da quarta-feira [frente ao Barcelona], depois do 0-3, sim. Foi quando fiz modificações a pensar nesse jogo. Sabia que tinha o André Almeida e o Gil Dias para qualquer uma das posições [lateral-direito e lateral-esquerdo], pensei se metia o André Almeida ou o Gil Dias, fui mais na lógica. O André Almeida esteve muito tempo parado, tive medo em que tivesse dificuldade em entrar no ritmo do jogo. O Valentino teve alguma dificuldade nos últimos 10 a 15 minutos, também ficou muito sozinho, mas gostei muito do jogo dele. Utilização de Pizzi? O Benfica tem um leque de jogadores muito aproximado, praticamente tem dois a três jogadores por posição, é a satisfação do treinador. Cada jogo tem a sua história, não tem entrado tanto de início, mas vai entrando nos jogos. Faz parte, quando trabalhas numa grande equipa. Quem não quer competitividade tem de jogar noutras equipas onde jogam sempre os mesmos onze. Se jogas no Benfica ou Real Madrid a competitividade é muito grande.”

Weigl

Calendário carregado deseja-se!

“O Benfica, as outras equipas que estão na Champions e o Braga, na Liga Europa, entram numa sequência de jogos, mas é onde todas as equipas querem estar. Isto é para os melhores, esses têm de pensar que é uma normalidade. Temos é de ter algum conhecimento para termos a equipa sempre leve e não carregada. A nossa recuperação é vital para isso acontecer, como a mudança de jogadores é para dar mais intensidade e o risco de lesão ser menor.”

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