Jorge Jesus explicou alteração táctica e de jogadores

Jorge Jesus analisou o Benfica-Tondela, jogo da 4.ª jornada da Liga Bwin, disputado nesta noite de domingo no Estádio da Luz. Reviravolta após desvantagem (0-1), com as águias a conquistarem uma “vitória difícil, suada e justa”, por 2-1, e a voarem para a liderança isolada da prova.
Primeiro na zona de entrevistas rápidas à BTV, depois em conferência de Imprensa, o treinador Jorge Jesus analisou o triunfo deste domingo perante a formação beirã, três pontos que considerou justos, revelando que as mudanças efetuadas para o segundo tempo e a conversa com os jogadores ao intervalo foram determinantes.
A importância dos Benfiquistas, uma equipa a construir-se, a crescer e que vive num clima de enorme compromisso com o emblema que enverga e ainda a paragem para os compromissos das seleções foram alguns dos temas abordados pelo técnico.

Tondela-Benfica
Adeptos que fazem a diferença
“Os adeptos foram fundamentais para a equipa não entrar em stress, não ficar nervosa. Mesmo às vezes quando se falhavam passes, os adeptos, sempre de forma positiva, levaram a equipa para o golo, para a frente, empurraram-na. É isso que faz, sempre fez e vai continuar a fazer a diferença. Costuma dizer-se que os adeptos são o 12.º jogador, no Benfica às vezes são o 10.º ou o 11.º, porque às vezes temos 11 jogadores, mas só ‘estão a jogar dez’ e, com a ajuda dos adeptos, temos sempre 11.”

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Análise ao jogo
“O jogo complicou-se. Sabíamos que era um jogo difícil, mas complicou-se mais porque o adversário marcou no único remate que fez. A equipa do Tondela teve uma organização defensiva muito boa, fechou-nos completamente os corredores e a equipa sentiu essa dificuldade e começou a perder mais passes do que o normal. Nos primeiros 45 minutos obrigámos o Tondela a correr muito atrás da bola, a cansar-se, e sabíamos que na última meia hora, 15 minutos de jogo, iria ter muita dificuldade em acompanhar-nos em termos físicos. E não nos enganámos! Complicou-se na primeira parte, na segunda parte modificámos, depois de conhecer o posicionamento do adversário. E conseguimos! Foi uma vitória difícil, suada, como são todas, não há jogos fáceis. Faz parte do futebol. Parabéns à equipa. Fomos justos vencedores.”

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As entradas ao intervalo
“Tentámos, com a entrada dos três [Rafa, Weigl e Gilberto], mudar a velocidade do jogo, com e sem bola, porque são jogadores que executam muito rapidamente. E isso aconteceu. Foram 50 minutos muito fortes da nossa equipa, sempre na tentativa de inverter o resultado, e conseguimos. O Julian [Weigl] colocou a equipa a jogar mais para a frente, o Rafa veio trazer mais velocidade e o Gil [Gilberto] é o ‘patinho feio’, mas tem muito critério.”
Uma equipa com compromisso
“O Benfica está a fazer um grupo muito forte, com um compromisso muito forte. Todos sentem que são importantes e isso tem sido determinante. A equipa está confiante, com saúde e muita qualidade. Dentro deste coletivo, depois, há um ou outro jogador que se destaca, mas o mais importante são os interesses da equipa e não os individuais.”

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Mês de agosto intenso
“Interessa-me defender o futebol e defender, principalmente, a minha equipa. Quero destacar o mês de agosto do Benfica. Não foi cem por cento vitorioso porque não ganhou com o PSV [na 2.ª mão, nos Países Baixos], mas esse empate deu o acesso à fase de grupos da Champions. Destacar as conquistas que tivemos, contra adversários fortes, na Champions, e todos os oito jogos, com sete vitórias e um empate que soube a vitória. Importante é destacar a equipa e o que os jogadores fizeram. O que importa é o grupo. Trabalhámos com muita intensidade e compromisso.”
A liderança na Liga Bwin
“Estamos a criar uma equipa muito forte. Estou satisfeito, como é óbvio, os jogadores também porque fizeram para o merecer. Acabar o mês de agosto, em 1.º ou em 2.º lugar… o que é importante é que o fizemos para ganhar, se a classificação agora dita isso [liderança], melhor. Mas o que é que isso conta? Não ganhámos nada no Campeonato, ganhámos jogos, mais nada. A única coisa que ganhámos foi passar à fase de grupos da Champions.”

Benfica-Tondela
Gonçalo Ramos “trabalha muito”
“Está muito mais jogador. É normal, ele é um jovem. Quanto mais anos de futebol temos, mais crescemos. Está mais jogador, melhor tecnicamente. Nestes jogos que tem jogado falta-lhe fazer o golo, algo que é importante para o ponta de lança. Trabalha muito para a equipa. É o ponta de lança que mais corre, tem uma enorme capacidade física.”
Weigl faz a equipa “jogar fácil”
“Tem evoluído. Foi um jogador que melhorou muito, está mais confiante, conhece melhor as ideias da equipa quando esta tem bola. Tem um primeiro passe de muita qualidade e coloca a equipa a jogar fácil. E foi o que ele fez na segunda parte [do jogo deste domingo]… jogar para a frente, jogar com a largura. A equipa ganhou outra dinâmica. Quando se cresce individualmente a equipa também cresce.”

Tondela-Benfica
João Mário e o transporte
“A forma como olhou para o jogo foi determinante para podermos transportar a bola e assistir mais os avançados na zona de decisão. Fez um bom jogo, tal como toda equipa fez na segunda parte. Fico satisfeito com a valorização dele porque é a valorização de todos.”
Ausência de Yaremchuk explicada
“Foi convocado para a seleção da Ucrânia, e para voltar [a Portugal] tem de respeitar as quarentenas devido à COVID-19… Foi vacinado antes de ir, adoeceu e não pôde jogar.”

Tondela-Benfica
O grupo da Liga do Campeões
“Se queres estar na Champions não te podes preocupar se estás no grupo mais ou menos forte. Se estás preocupado, ficas em casa. Não me incomoda nada! Temos de ter capacidade, e eu acredito no valor dos meus jogadores e em mim. É com os melhores que crescemos e nos valorizamos, e vamos ver se estamos ao nível do Dínamo Kiev, Bayern Munique e Barcelona.”
O interregno para as seleções
“Vamos para o interregno do Campeonato com 12 jogadores nas seleções e os que ficam cá vão ficar a trabalhar. Preferia estar a jogar. As seleções, hoje, é que mandam nos clubes e os clubes é que pagam. Sabendo que as seleções têm de jogar… preferia continuar a jogar. Está tudo ao contrário. A CONMEBOL inventou mais um jogo e, devido a isso, o Otamendi e o Lucas Veríssimo vão chegar às cinco da manhã do dia do jogo em São Miguel, frente ao Santa Clara.”

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