Glorioso de volta à Champions num jogo digno de um(a) Odyssea(s)

Que noite em Eindhoven!!! A bravura foi imensa, o coração enorme, a alma gigante e o Benfica apurou-se pela 16.ª vez para a fase de grupos da Liga dos Campeões!

Só uma equipa solidária e com uma prestação fantástica no plano tático seria capaz de superar a inferioridade numérica em que se viu a partir do minuto 32 perante um fogoso PSV. A águia, que vencera na Luz por 2-1, fez valer o 0-0 na segunda mão do play-off, nos Países Baixos, para entrar onde merece estar: na Champions League.

As dúvidas quanto à composição do onze do Benfica perduraram até sensivelmente 75 minutos antes do pontapé de saída em Eindhoven. Jorge Jesus deu primazia à utilização de Morato (Vertonghen, regressado de lesão, começou como suplente), e o treinador jogou ainda uma cartada no meio-campo com a inclusão de Taarabt, que nessa zona acompanhou Weigl e João Mário, funcionando como elemento de ligação ao ataque, onde Rafa e Yaremchuk tinham a missão de descobrir brechas.

Equipa do Benfica no jogo contra o PSV

Com um bom comportamento tático, pressionando sem bola nos momentos certos e nas zonas certas, a equipa benfiquista contrariou e bloqueou o ímpeto ofensivo do PSV na fase inicial da partida. A primeira oportunidade de golo pertenceu mesmo às águias e nasceu de uma investida desencadeada por Taarabt ao minuto 28. A bola entrou na área anfitriã, Grimaldo, Gilberto e Yaremchuk estiveram envolvidos no lance, e a conclusão ficou à mercê de Rafa, que, na pequena área, sobre a esquerda, atirou com intenção de golo, mas viu o defesa Ramalho operar um milagre, desviando, com o corpo, por cima da barra. Sorte para os de Eindhoven, que ripostariam aos 30′ num remate perigoso de Max na área.

O lance que transfigurou o cariz do encontro, e que, até ao último suspiro, haveria de expor toda a raça, crença, alma e bravura desta equipa do Benfica, ocorreu ao minuto 32. O árbitro esloveno Slavko Vincic apitou uma falta de Lucas Veríssimo e, extremando o rigor, mostrou-lhe o cartão amarelo pela segunda vez, seguido do vermelho por acumulação. O coletivo encarnado ficava reduzido a 10 unidades, quando ainda havia uma hora de jogo pela frente.

Veríssimo

Jorge Jesus reposicionou as pedras no terreno de jogo, e estas foram solidárias e competentes a conter o adversário, dando uma excelente resposta e adiando a realização de substituições. O 0-0 ao intervalo significava que metade da empreitada estava feita.

O Benfica reentrou para o segundo tempo com os mesmos 10 elementos que finalizaram a etapa inicial, com Gilberto a completar (com Otamendi e Morato) a linha de três centrais, enquanto Rafa fechava portas no corredor direito. A substituição “anunciada” ocorreria ao minuto 54: saiu Taarabt, entrou Vertonghen, que se foi colocar no centro da linha de três defesas.

Aguentando, com nervo e muito empenho, a pressão do PSV, o Benfica armou um contra-ataque vigoroso aos 58′, com Yaremchuk a arrancar de zona defensiva e a correr até à entrada da área neerlandesa, onde se decidiu por um remate que fez a bola sobrevoar o travessão.

Yaremchuk

Refrescando unidades, Jorge Jesus trocou Yaremchuk e Gilberto por Gonçalo Ramos e André Almeida aos 60′. Volvidos dois minutos, o PSV aproveitou uma hesitação das águias, conseguiu entrar na grande área encarnada, com Gakpo a cruzar e Zahavi a rematar à barra.

O Benfica tapava caminhos e os da casa forçavam soluções de meia distância (Ramalho, aos 62′ e aos 77′, e Sangaré, aos 62′), mas Odysseas respondeu “presente” nestes momentos, tal como seria providencial numa dupla intervenção aos 85′ (perante finalizações de Vertessen na área), desmoralizando os neerlandeses.

Meïte

Pelo meio, Jorge Jesus promoveu mais duas trocas (Meïte e Everton por João Mário e Rafa aos 74′), importantes para renovar a energia da equipa, levar a bola para longe da sua baliza e esvaziar o ânimo do PSV, que, pela primeira vez na temporada, não marcaria nenhum golo.

O 0-0 final premiu a abnegação e o desempenho do Benfica, valendo o triunfo na eliminatória (em face do 2-1 na primeira mão) e a 16.ª presença na Liga dos Campeões. O sorteio está marcado já para esta quinta-feira em Nyon, na sede da UEFA.

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