Investir no Benfica é intenção firme de John Textor que espera falar com a direção

John Textor, o empresário norte-americano que assinou um acordo com José António dos Santos para adquirir 25% das ações do Benfica – além de afirmar ter estado com Luís Filipe Vieira, tendo mesmo visitado o Estádio da Luz, as instalações da Benfica TV e ainda Centro de Estágios do clube, no Seixal -, emitiu esta quinta-feira um segundo comunicado.

O empresário mantém a intenção de entrar no capital social da SAD encarnada, anunciando mesmo ter solicitado, por e-mail, uma reunião com os dirigentes do Benfica. “É minha esperança viajar para Lisboa quarta-feira da próxima semana”, pode ler-se.

Textor adianta ainda que compreende as mais recentes posições de SAD do Benfica, no sentido de inviabilizarem a aquisição dos 25 por cento. “Compreendo que certos membros da Direção, ou possivelmente toda a Direção, possam estar a procurar afastar o clube do meu interesse em entrar no Clube, uma vez que o meu envolvimento está demasiado associado ao presidente que recentemente saiu. Há 17 anos que confiavam no presidente para liderar o Benfica. Certamente que a minha breve reunião com ele […], não deve desqualificar de forma alguma as minhas propostas”, adianta.

Sobre a forma como chegou à possibilidade de adquirir 25 por cento das ações da SAD do Benfica, John Textor diz: “Para ser claro, fui apresentado diretamente ao Sr. [José António] Santos pelo meu banqueiro de investimentos em Londres. Não tenho qualquer ligação empresarial com o Sr. [Luís Filipe ]Vieira. Se agora tomaram conhecimento de negócios privados entre o Sr. Santos e o Sr. Vieira, isso é algo que eu não tinha conhecimento e não pode invalidar o direito do Sr. Santos de vender as suas ações ou o direito de outra parte em comprar tais ações”.

Mais adiante, o empresário norte-americano critica a posição da atual direção. “Os que procuram agora distanciar-se de tudo o que parece estar ligado ao Sr. Vieira foram seus apoiantes durante muitos anos. Sou novo na comunidade do Benfica, mas estou aqui para ser útil, e rejeito a tentativa desonesta de sugerir que a habitual compra de um bloco de ações é uma transação ilícita”, refere no comunicado.

O empresário, que volta a referir estar disposto a comprar ações do Benfica, refere no comunicado desta quinta-feira a disponibilidade para financiar “imediatamente a parte não financiada da atual emissão de obrigações, que segundo julgo saber (a partir de rumores) pode estar em dificuldades. Fosse qual fosse a parte que não for comprada eu financiaria imediatamente a diferença, para que o clube possa levar um novo impulso para a nova época com todos os recursos necessários para ser bem sucedido”.

“Se por alguma razão não houver investidores que se comprometam a financiar a emissão de obrigações, com uma taxa de juro de 4,75%, financiarei a totalidade da emissão de obrigações de 55 milhões de euros a uma taxa de 3%. A dívida é má, mas se vier de mim, pode pelo menos ser barata…porque o Benfica deveria deixar de pedir dinheiro emprestado (50 milhões de cada vez), o Benfica deveria angariar 200 milhões de euros numa cotação na Bolsa de Nova Iorque”, acrescenta.

“Voltei a oferecer-me para viajar imediatamente para Lisboa para discutir todas as minhas propostas e ofertas de ajuda, antes da reunião da AG da próxima semana, que aparentemente tem como um ponto na agenda afastar a minha proposta de investimento. Qual poderá ser o mal de uma reunião, quando uma das partes chega com presentes? Certamente que têm o direito de dizer não e escolher outro caminho, mas rejeitar tais propostas através de rumores e insinuações não é simplesmente uma boa maneira de lidar com os negócios”, finaliza.

Num longo documento, John Textor diz ter enviado, esta quinta-feira, um email à Direção do Benfica apresentando diversas propostas que vão além do negócio já estabelecido com José António dos Santos, e sujeito a aprovação, em assembleia geral da SAD.

O investidir norte-americano diz ter pedido à Direção encarnada para “parar com os jogos” a propósito da definição de entidade concorrente, frisando que os estatutos estabelecem esta situação para travar a entrada de rivais como o “Sporting” e não de “investidores”.

Em diversos pontos, John Textor esclarece estar disposto a “comprar as ações de qualquer acionista que queira sair” da sociedade ou que as águias pretendam ver de saída e assegura: “Garanto que nunca vou votar contra as pessoas do Benfica.” Ou seja, diz votar sempre ao lado do clube, acionista maioritário da SAD. “Comprometo-me com essa situação durante o meu envolvimento com o clube”, diz.

Afirmando-se pronto a adquirir os títulos ainda a rateio no empréstimo obrigacionista em aberto, garante ainda que “se não houver investidores” para este empréstimo, de 35 milhões de euros, admite lançar um financiamento de 55 milhões de euros, com uma taxa de juro de 3%.

O empresário norte-americano realça ter-se disponibilizado perante o Benfica a “viajar imediatamente para discutir” as suas propostas, ainda antes da AG da SAD da próxima semana, “que aparentemente terá em agenda um ponto para chumbar” o seu investimento.

“Para concluir, pedi à Direção do Benfica para dar uma oportunidade a estas ideias. Parece claro isso não vai acontecer, mas talvez alguém na Direção não esteja a pensar em perspetivas e nas eleições e possamos colocar boas ideias em funcionamento”, assegura, em comunicado, afirmando: “Não tenho opinião sobre quem deve ser o próximo presidente.”

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