Advogado de Vieira mantém ideia de serenidade do presidente do Benfica

Magalhães e Silva, advogado de Luís Filipe Vieira, falou à saída do Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa, por volta das 22.20 horas. Pouco depois deu-se a saída dos arguidos na Operação Cartão Vermelho para o Comando Metropolitano da PSP de Moscavide.

«Luís Filipe Vieira continua sereno. Continua claramente sereno e até uma vez ou outra dizendo uma graça. É nossa obrigação, para que possam estar calmos para prestar declarações, procurar criar um ambiente descontraído, por maior que seja a angústia, acaba por sair uma graça.»

Falar com o juíz? «Vamos ver. Já falou hoje para dar identificação. Não vou dizer o que aconselho ao meu constituinte.»

Saída do Benfica: «Quanto a ficar ou não à frente do Benfica é uma decisão que terá de tomar em tempo oportuno. Não sei se está em cima da mesa essa hipótese, não falámos sobre esse assunto. Ele está muito triste pelo que está a acontecer ao Benfica, pela inquietação que os sócios estão a sentir. Fui observando isso ao longo do dia.»

Perigo de fuga citado do despacho de pronúncia do Ministério Público? «Isso está muito claro tanto quanto posso ler.  Já percebi que o segredo de justiça é um segredo de polichinelo e os mandados estão em toda a parte. Hoje em dia, viagens faz toda a gente. Está de consciência tranquila.»

Gravidade dos indícios: «Mantenho a mesma serenidade que tive quando li os mandados de busca e detenção. A mais completa serenidade.»

Prisão preventiva? «O juiz não me fez confidências, não faço ideia se lhe vai alguma ideia na cabeça. Não vou pensar que, sem ter ouvido os arguidos ou o Ministério Público, ou a defesa, já tenha uma decisão tomada.»

Consultou processo, qual a apreciação sobre os indícios: «A gravidade teórica existe efetivamente, mas não tive nenhuma inquietação ao ler os vários elementos processuais. Estamos no princípio. Depois da identificação estivemos até agora a consultar os elementos de prova. Amanhã continuamos a partir das 9 horas.»

O presidente do Benfica foi um dos quatro detidos na quarta-feira numa investigação que envolve negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros, com prejuízos para o Estado e algumas sociedades. Foram também detidos o empresário José Manuel dos Santos, Tiago Vieira, filho do presidente das águias, e Bruno Macedo, advogado e empresário.

Segundo o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), estão em causa crimes de abuso de confiança, burla qualificada, falsificação, fraude fiscal e branqueamento de capitais.

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