Reações políticas à detenção de Luís Filipe Vieira

Sucedem-se as reações desportivas, não só no plano desportivo como também no plano político. Deputado único do Chega e confesso adepto do Benfica, André Ventura reagiu à detenção de Luís Filipe Vieira durante a tarde desta quarta-feira.

«O que é importante é que fique tudo claro nas duas dimensões envolvidas. Há, aparentemente, um crime dentro do Benfica, em que a justiça tem de apurar se houve, ou não burla, e os sócios têm de averiguar no plano desportivo. Outra, não é que seja mais grave, mas está relacionada com a suspeita de burla ao fundo de resolução. E o que é importante perceber é a força destes indícios e os milhões de dano ao Novo Banco que estão envolvidos ou não. E nisto não pode haver exceções, seja Luís Filipe Vieira, um líder político ou religioso. Espero rapidez e transparência para perceber se estas suspeitasse são, ou não, verdadeiras, e que amanhã possamos saber algo mais sobre isso, dando garantia aos portugueses que a justiça vai funcionar em caos que prejudicam o património de todos», explicou.

Recorde-se que, recentemente, Luís Filipe Vieira marcou presença na Assembleia da República, numa comissão de inquérito relativamente ao Novo Banco. Sessão em que André Ventura não participou.

Depois do Chega e do PAN foi a vez do CDS-PP reagir à detenção de Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica. Cecília Meireles não quis comentar em concreto o caso do presidente do Benfica e preferiu destacar o trabalho da comissão de inquérito relativa ao Novo Banco, na qual a centrista participa e que inquiriu o dirigente encarnado recentemente.

«Sobre as detenções anunciadas digo o mesmo que disse há alguns dias [aquando da detenção de Joe Berardo]: Eu não faço prenuncias sobre casos concretos e processos que desconheço. A justiça tem de seguir o seu curso. O que posso falar é sobre as comissões de inquérito. Desse ponto de vista parece saudável o trabalho que é aqui feito [no Parlamento], de audição de algumas pessoas independentemente de serem mais mediáticas, ou menos, e o apuramento do que se passou nos bancos, dos prejuízos que temos de pagar. Que esse trabalho possa ser aproveitado pela justiça é uma coisa saudável e retirar daí as consequências que daí entenda», explicou.

Por último, a vice-presidente do CDS-PP expressou um desejo: «Espero que o lado da justiça continue a funcionar e que com rapidez», concluiu.

Depois de PAN, Chega e CDS-PP, foi a vez do Partido Social Democrata comentar a detenção de Luís Filipe Vieira. Rui Rio, secretário-geral do partido, mostrou alguma cautela.

«Olhando para a situação, têm sido desencadeadas uma série de ações e, nesse sentido, eu tenho estar de acordo se não estava em contradição comigo mesmo. Outra coisa é eu considerar culpados todos os aqueles que vão ser interrogados. Isso é outra coisa que a justiça vai apurar», explicou.

Líder da comissão de inquérito do Novo Banco, que ouviu Luís Filipe Vieira, Fernando Negrão também comentou o caso.

«Fizemos o nosso trabalho e demos visibilidade a problemas, alguns com vários anos. Contamos que isso tenha alguma utilidade», concluiu.

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