Assembleia Geral Extraordinária só depois da subscrição das obrigações

Luís Filipe Vieira e financeiros do Benfica consideram o empréstimo obrigacionista, que deve ser lançado em julho, crítico para o presente e o futuro do Benfica e as pressões exercidas junto de Rui Pereira, então presidente da Mesa da Assembleia Geral do clube, para que a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) só se realizasse depois da subscrição das obrigações foi a gota de água que conduziu à saída do antigo ministro, cansado de lidar com críticos internos que não levaram, no seu entender, à risca o valor dos estatutos do Benfica.

O Benfica lançou há sensivelmente um ano um empréstimo obrigacionista de enorme sucesso – era para começar nos €35 milhões, mas o entusiasmo acabou por levar os financeiros a fixar a meta nos €50 M e no final os investidores chegaram aos €69,5 M – e procura novo balão de oxigénio, o que explica que Domingos Soares de Oliveira, administrador executivo da SAD, tenha já confirmado nova ação para breve.

O facto de Rui Pereira ter assumido a data de 3 de julho (sábado, às 16 h) em reunião com o Movimento Servir o Benfica  – que está na génese da AGE onde se vai discutir, entre outras coisas, a forma como decorreu o ato eleitoral de outubro, que conduziu Vieira a mais um mandato perante muitas críticas de falta de transparência no processo – levou, pois, a um aumentar da pressão sobre o agora demissionário líder da AG.

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