“Temos assistido a uma dualidade de critérios grande no hóquei em patins” – Rui Lança

Com a meia-final do play-off do Campeonato Nacional de hóquei em patins empatada (2-2), Rui Lança, diretor das modalidades de pavilhão do Benfica, deixou críticas à equipa de arbitragem – Pedro Figueiredo e Rui Torres – pela dualidade de critérios demonstrada no jogo 4 (e não só…) em que os portistas triunfaram por 3-6.

Nos estúdios da BTV, o dirigente benfiquista pediu “que a aplicabilidade das regras seja uniforme” para que a “negra”, agendada para esta quinta-feira, às 15h00, no Dragão Arena, seja decidida “pelos verdadeiros intervenientes, que são os jogadores”. Referiu, ainda, que o Clube está totalmente disponível para ajudar na melhoria do hóquei em patins.

Diogo Rafael

Tratamento igual exige aplicação uniforme das regras

“Em quatro jogos têm-se passado coisas boas, quatro jogos entre duas boas equipas, das melhores do mundo. Tirando o jogo de domingo, os outros têm sido disputados até ao final, com os últimos golos a aparecerem em situações anómalas, com uma das equipas a jogar sem o guarda-redes. Uma das nossas reclamações são os critérios. Num desporto que se pratica com grande intensidade, velocidade e onde, por vezes, é difícil acompanhar as decisões dos jogadores, todas as decisões – jogadores, equipas técnicas e arbitragem – têm um grande impacto no resultado. Temos assistido a uma dualidade de critérios grande na mostragem de cartões azuis. Fizemos dois bons jogos no Dragão Arena, em que várias situações deviam ser analisadas, porque todos os intervenientes têm algumas frustrações devido ao resultado. Nesses dois jogos, o critério não foi igual. No terceiro jogo [o primeiro na Luz] há supremacia de uma equipa [FC Porto] e não há problema em reconhecê-lo. Hoje [domingo], num jogo muito disputado, a 50 segundos do fim, o FC Porto ganhava por um golo e há dois ou três lances que têm consequências diferentes. Numa modalidade em que a falta por si só é importante ser contabilizada porque pode permitir um lance flagrante de golo [livre direto] ao fim de xis número de faltas, quando não é apenas falta e é um lance que permite o livre direto e a possibilidade de jogar com mais um elemento durante dois minutos, no caso de a bola não entrar, tem um impacto muito grande. O que o Benfica tem demonstrado às duas entidades responsáveis pela organização – a Federação de Patinagem de Portugal e Conselho de Arbitragem – é o desenvolvimento de situações para que a aplicabilidade das regras seja uniforme para que os candidatos ao título tenham um tratamento igual.”

Hóquei em Patins

Benfica comprometido na melhoria da modalidade

“Temos falado com a Federação, e há aqui um parêntesis importante… Se há modalidade em que os clubes têm contribuído de forma proativa para a sua federação, em modalidades de pavilhão, tem sido a do hóquei em patins. Os clubes, numa primeira fase os quatro [Benfica, Sporting, FC Porto e Oliveirense], e mais tarde também com o OC Barcelos, têm feito sugestões à Federação no sentido de se fazerem pequenas melhorias. A Taça 1947 foi uma sugestão dos clubes, que pediram mais momentos de decisão na época. Não sou eu que vou defender que o Campeonato português é o melhor, mas, ainda agora, na Liga Europeia, os quatro finalistas eram portugueses. A grande maioria dos melhores jogadores do mundo estão aqui. O que tem de haver aqui é uma exigência de todas as parte para haver melhorias, e elas têm de acontecer para que a equipa que vence sinta que o faz com igualdade entre todos.”

Rui Lança

Contribuir para o espetáculo positivo do jogo

“O que pedimos é que os jogadores e equipa técnica se foquem naquilo que acontece dentro quatro linhas. Temos de falar sobre o jogo, contribuir para o espetáculo positivo do jogo, que se foquem no que temos de melhorar para irmos ganhar ao Dragão Arena na quinta-feira. Esse trabalho tem de ser feito e vai ser feito pelos jogadores e pelo treinador Alejandro Domínguez, que é superexigente. Agora, não vou mentir que há duplas de árbitros que deixam os clubes mais condicionados pelo historial dos últimos jogos. Ainda nos quartos de final tive um episódio com um dos dois árbitros que esteve neste Benfica-FC Porto, em que, num golo da Oliveirense, a bola entra por poucos centímetros, mas entra. Na altura, no final do jogo, digo que a bola não entrou, mas, caso estivesse errado, assumiria o erro. De facto, há uma filmagem em que mostra que a bola entra e disse que o árbitro esteve bem. Os intervenientes têm de saber fazer isto para que o jogo possa evoluir. O que não pode acontecer é dois ou três lances similares terem consequências diferentes. A falta ou o cartão azul têm impacto no rumo do jogo.”

Nicolía

Que a “negra” seja decidida pelos jogadores

“Nós, no Dragão Arena [jogos 1 e 2], tivemos uma postura diferente, e o FC Porto, possivelmente, ficou surpreendido com a nossa abordagem e estratégia. Tal como o FC Porto teve uma abordagem diferente no jogo de quarta-feira [26 de maio]. O jogo desta quinta-feira vai ser completamente diferente, porque não há oportunidade de corrigir o erro. Vai ser um jogo em que quem errar menos vai ganhar, e eu espero que o jogo seja decidido porque houve um jogador que esteve melhor à frente da baliza, ou porque os guarda-redes foram melhores ou piores. Seria muito bom para este jogo, e até para a final, que as partidas fossem decididas pelos verdadeiros intervenientes, que são os jogadores.”

Gonçalo Pinto

Tecnologia para diminuir o erro

“Já tive esta conversa com o presidente da Federação [Luís Sénica]. O hóquei em patins tem vários desafios. Um deles é o facto de ser uma modalidade praticada em menos países do que outras, que tem muita visibilidade em Portugal e em Espanha, e depois vai perdendo esse impacto. Isto é um desafio para que os elementos das novas gerações sejam captadas desde muito novos. O andebol deu um salto qualitativo enorme em Portugal, por exemplo. Todas as modalidades são acompanhadas pela tecnologia e da diminuição do erro por parte, principalmente, dos juízes. Isto tem acontecido através do acesso às imagens e também na forma como se fala com os atletas para que percebam por que razão erraram. O Benfica já se disponibilizou para este trabalho, porque temos recursos que outras entidades não têm, para que possamos colocar os árbitros num patamar superior e decidirem em melhores condições.”

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