Jorge Jesus: “Benfica cada vez está mais forte e confiante”

No final da vitória (0-2) no Estádio João Cardoso, casa do Tondela, Jorge Jesus, treinador do Benfica, fez uma radiografia dos 90 minutos, destacando que a equipa entrou forte e teve “muita intensidade”.

Em conferência de Imprensa, o técnico valorizou o facto de os encarnados atingirem a marca de 100 golos na temporada; elogiou a prestação de Everton; explicou as substituições feitas e a ausência de Darwin; e lançou o clássico de quinta-feira com o FC Porto.

Tondela-Benfica

Análise ao jogo

“Mais uma vez, cumprimos o que era mais importante, o nosso objetivo, que era somar três pontos. Fizemos por isso. Ganhámos num campo normalmente difícil e nos primeiros 35 minutos fizemos um excelente jogo e marcámos dois golos, fomos uma equipa com muita intensidade em relação à velocidade da bola e desmarcação. Entrámos no jogo muito fortes, mudámos o jogo, que era o que queríamos, e depois continuámos a ter oportunidades de golo… Fizemos o golo 100 na época [em todas as provas oficiais] e isso também é prova da qualidade ofensiva desta equipa. Defensivamente não sofremos e isso também era importante. É verdade que o Tondela, na segunda parte, teve pelo menos uma oportunidade para marcar, é uma equipa que joga bem, que na segunda parte já dividiu mais o jogo. Mas o Benfica está cada vez mais confiante, mais forte, nestes últimos onze jogos ganhámos dez. Faltam quatro jogos para o Campeonato e a final da Taça… Queremos vencer os cinco.” 

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Exibição de Everton

“Está num golo [assistência para Pizzi], mas está noutros três passes que poderiam ter dado golo também. Este é o Everton que conheço. Esteve bem na primeira parte, mas depois caiu na segunda parte, começou a perder intensidade porque também não tem jogado muito. Ele está habituado a fazer golos [com o Tondela fez o 5.º na Liga NOS], é um jogador um pouco introvertido, mas está a soltar-se. Penso que vai fazer um final de Campeonato ao nível dele.”

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Substituições explicadas pelo míster

“As primeiras duas substituições… já tinha dito à equipa ao intervalo que precisava que o Rafa e o Luca [Waldschmidt] jogassem ao nível deles. Eram os únicos dois jogadores abaixo do nível habitual. O Rafa estava com um problema e disse-me que tinha uma dor. Disse-lhe: ‘Jogas mais cinco minutos e depois tiro-te’. O Luca é um número 10, é um jogador de ligação e ele não estava a ter tanta bola. Por isso, coloquei o Pedrinho, para que fizesse isso. Fui mudando a equipa taticamente e nos posicionamentos para segurarmos o meio-campo, porque não estávamos a conseguir. O Pedrinho entrou bem, tem uma ótima relação com a bola. O Morato [último a entrar, estreou-se na Liga NOS] é um jovem com muita qualidade. Está a trabalhar com a equipa principal há uns meses, está a perceber a nossa ideia defensiva do jogo, já tinha estado como suplente e a equipa, na próxima época, pode contar com ele.”

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O que valoriza mais: a equipa criar ou falhar?

“Vejo na perspetiva positiva de a equipa criar. O Seferovic em todos os jogos tem uma ou duas ocasiões e é daquelas em frente à baliza. Teve um período em que fazia golo em poucas oportunidades, agora está outra vez numa fase em que precisa de três/quatro para marcar. A equipa trabalha para ele ter oportunidades, é o mais importante. Foi uma boa vitória, agora vamos pensar no FC Porto.”

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Posicionamento de Gabriel

“Temos uma ideia de jogo na qual temos jogado, num 4x4x2, num 3x5x2 ou num 3x4x3. Normalmente fazemos uma saída a três, isso são rotinas que os jogadores já fazem normalmente porque treinam assim. O Gabriel na primeira parte fez mais vezes isso a partir do 0-2, antes disso nunca saímos a três, saímos sempre a dois. Isso faz parte da ideia ofensiva da equipa na nossa primeira fase de construção.”

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Ausência de Darwin em Tondela

“O Darwin teve um choque com um colega num treino desta semana, na peladinha. Bateu com o joelho no chão, ficou com um pouco de derrame e o médico achou por bem não arriscarmos neste jogo e prepararmo-lo para o jogo com o FC Porto.”

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Segue-se o clássico

“Os jogadores, quando estão a jogar, não pensam na próxima partida [clássico com o FC Porto]. O treinador pode pensar através das substituições ou através de mudanças táticas. Em relação ao próximo jogo… pode determinar a nossa esperança de conquistarmos a segunda posição e estamos preparados para isso, porque o calendário assim ditou. Estou convencido de que vai ser um grande jogo.”

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