Benfica resolve jogo de Tondela na 1ª parte e terá garantido o pódio da Liga NOS

Ainda não estavam decorridos 20 minutos de jogo no Estádio João Cardoso, reduto do Tondela, e já o Benfica tinha garantido os golos (0-2) que haveriam de lhe render os três pontos na 30.ª jornada da Liga NOS. Na Beira Alta, os encarnados completaram uma centena de remates certeiros na época 2020/21.

Cérebro e coração, estratégia e velocidade. Sem contemplações, o Benfica, de volta ao 4x4x2, pôs em prática o seu futebol na aurora do desafio, combinando posse, circulação à largura e exploração do espaço nas costas da linha defensiva tondelense. Com esta matriz, as águias somaram vários ataques e, dentro da primeira dezena de minutos, fabricou duas oportunidades de golo.

Tondela-Benfica

A primeira chance para faturar, aos 9′, resultante de um passe de Everton e subsequente cruzamento de Grimaldo, foi enjeitada por Seferovic na zona do primeiro poste (remate de pé direito a errar o alvo). Nova ofensiva das águias e, já em segunda vaga, Everton ficou com ângulo e espaço para visar a baliza beirão num golpe de cabeça, mas Pedro Trigueira estirou-se e reteve a bola nas luvas.

Titular na zona central do meio-campo, fazendo dupla com Gabriel, Pizzi confirmou a bola relação com as balizas e embalou a equipa ao minuto 12. Pela esquerda, Everton criou o desequilíbrio, invadiu a área, cruzou rasteiro, a bola passou por toda a gente até ficar à mercê de Pizzi, que disparou de pé direito, cruzado, iludindo os adversários e adiantando as águias no marcador (0-1).

Tondela-Benfica

No banco, o treinador Jorge Jesus pediu mais; sobre o relvado, os jogadores corresponderam, foram atrás de novo golo e alcançaram-no ao minuto 19. Numa jogada rápida, toda ela muito bem desenhada, a bola rolou da direita (Waldschmidt) para o meio (Pizzi) e logo deslizou até à faixa esquerda, por onde Everton acelerou para depois derivar para o espaço central e aplicar um excelente pontapé com a bota direita para o 0-2.

De forma gradual, tirando proveito de ações velozes pelos flancos, o Tondela foi-se chegando à frente, tentando responder. Ao minuto 22, Helton mergulhou aos pés de Mario González e amarrou a bola que havia sido colocada entre Lucas Veríssimo e Vertonghen, os centrais da linha defensiva encarnada, que nesta tarde/noite teve Gilberto (direita) e Grimaldo (esquerda) nas laterais.

A primeira parte do encontro terminaria com novas aproximações perigosas do ataque do Benfica à baliza beirã (42′ e 45′) e também uma “parede” de Lucas Veríssimo a travar um remate de Mario González na área benfiquista. Ao intervalo a estatística espelhava a superioridade das águias: 65% de posse de bola, sete remates (três enquadrados) e cinco oportunidades de golo.

O anfitrião procurou reentrar com tudo e surpreender o Benfica, e a verdade é que o reinício da partida trouxe trabalho(s) à defensiva encarnada. Emergiu então Helton Leite na baliza, levando a melhor nos duelos com Mario González (49′ e 61′), que teve ainda outro remate perigoso (58′), de pé esquerdo, a rasar o poste direito.

Tondela-Benfica

Jorge Jesus sentiu que a equipa precisava de ser mais intensa e enérgica e mexeu no conteúdo da estrutura tática quando ainda estávamos no minuto 55. Saíram Rafa e Waldschmidt, entraram Pedrinho e Chiquinho.

Recuperado o equilíbrio, o Benfica teve novo ocasião para produzir o 0-3 e desfazer as esperanças tondelenses. Decorridos 68′, Pizzi e Seferovic foram brilhantes na combinação rápida que abriu uma fenda no sector recuado da casa, mas depois, no interior da área, o avançado não conseguiu ultrapassar o guarda-redes Pedro Trigueira.

Pizzi associaria o seu nome a outra boa movimentação ofensiva dos encarnados aos 77′. O autor do cruzamento foi Chiquinho, a partir da direita, a bola rolou à flor da relva e Pizzi disparou de pé direito à entrada da área. O esférico fez vento junto ao ângulo superior direito na perspetiva do atacante.

Tondela-Benfica

A seis minutos de se sumirem os 90 regulamentares, Jorge Jesus trocou mais duas pedras: Gilberto e Everton foram rendidos por Diogo Gonçalves e Cervi. O Benfica estava senhor do jogo e dos acontecimentos, e foi por pouco que Grimaldo, aos 89′, não elevou a contagem para 0-3 na cobrança de um livre direto. Que perigo!

Antes do “adeus” ao Estádio João Cardoso com três pontos no bolso, Seferovic e Pizzi tricotaram a ofensiva e, depois, o camisola 21 serviu a finalização de Cervi na área. Pedro Trigueira negou o golo ao internacional argentino.

O jogo estava ganho e ainda houve tempo para a estreia de Morato na Liga NOS: o central substituiu Pizzi aos 90’+2′. Mais uns quantos passes e o árbitro Manuel Mota deu por terminado o encontro na Beira Alta (90’+3′).

O pensamento benfiquista direciona-se agora para o clássico com o FC Porto no Estádio da Luz. É já na quinta-feira, dia 6 de maio, às 18h30.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.