Miguel Vitor: “Tendo em conta o investimento que Benfica fez, esperava mais”

Formado no Benfica, com 12 anos de casa, Miguel Vítor foi campeão nacional com Jorge Jesus, em 2009/2010, mas registou a melhor época, no que diz respeito a utilização, um ano antes, ao somar 23 jogos no Benfica de Quique Flores e… Pako Ayestarán, na altura preparador físico. Agora Pako está no Tondela, próximo adversário do Benfica, Jesus está de novo na Luz e Miguel Vítor, esse, cumpre a quinta temporada no Hapoel Beer Sheva, de Israel.

«Lembro-me muito bem do Pako. Trouxe métodos de trabalho diferentes, inovadores, numa altura em que não se trabalhava tão forte no aspeto físico, na especificidade de cada jogador. Ajudou toda a estrutura do Benfica a melhorar nesse aspeto mas também já se percebia que não era apenas um preparador físico, que dava o habitual aquecimento. Já tinha algum interesse na parte tática, falava aqui ou ali com os jogadores sobre aspetos técnico-táticos», lembra o central português de 31 anos, a quem não surpreendeu o rumo da carreira do agora treinador do Tondela: «Na altura em que o Quique saiu já se falava que se iam separar porque o Pako queria ser treinador principal. Só me surpreendeu ser tão rápido porque já se percebia que era uma área em que ele tinha muito interesse.»

Benfiquista confesso, admirador de Jorge Jesus mas também de Pako Ayestarán, Miguel Vítor será espetador atento do jogo de amanhã.

«Vi jogos do Tondela, sobretudo com os grandes, e vê-se que é uma equipa organizada taticamente, defensivamente, uma equipa que sai muito rápido no contra-ataque e que tem qualidade na frente, com o Mario González e o Salvador Agra, por exemplo. Tem criado dificuldades a muitas equipas com o seu estilo de jogo e creio que se poderá esperar isso deste jogo com o Benfica», analisa o central, com opinião formada e fundamentada, também, da temporada dos encarnados: «Tem sido uma época com muitos altos e baixos. Houve bons momentos como no início da época e, quando a equipa está bem, está mesmo muito bem: ganha com facilidade, joga bem e marca golos. Depois há muitos baixos, demasiadas oscilações, dificuldade em controlar o jogo de início ao fim. Confesso que esperava um Benfica mais forte, sobretudo depois de ver o início da época. Tendo em conta o investimento que fez, os jogadores experientes que tem e o regresso de Jorge Jesus, que conheço bem a forma excelente como trabalha, esperava mais. Tenho a certeza de que todos os dias o mister Jesus trabalha para corrigir as coisas menos boas e, mais tarde ou mais cedo, a equipa vai dominar, ter a posse de bola e defender bem como ele gosta. A equipa vai crescer porque tem potencial para isso.»

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