Renato Paiva aborda polémicas com Bernardo Silva e Tiago Dantas e selvajaria de Renato Sanches

Renato Paiva, ex-treinador das camadas jovens do Benfica e agora a comandar os equatorianos do Independiente del Valle, recentemente apurados para a fase de grupos da Taça Libertadores, analisou, esta quinta-feira, alguns dos maiores talentos benfiquistas que saíram da academia do Seixal.

Leia em baixo a opinião do treinador sobre alguns temas e craques. 

Bernardo Silva

(Renato Paiva disse, a determinada altura, que Bernardo Silva foi impaciente no Benfica, com o agora jogador do Manchester City a dizer que Paiva fazia parte de uma máquina que tenta afastar quem afronta as pessoas do topo do slb)

«Resolvi isso logo no dia, o Bernardo Silva teve o cuidado de me mandar uma mensagem antes de me responder publicamente e falámos os dois, se isso não acontecesse seria eu a telefonar-lhe, essas coisas são resolvidas no momento. Ele não interpretou muito bem aquilo que eu disse ou então eu não me expressei bem. A questão era o generalizar, pois até falei em questões em que eu participei enquanto treinador e não treinava o Bernardo nessa altura. O Bernardo Silva, benfiquista tal como eu, não é mais nem menos benfiquista, tem as suas opções, as suas formas de estar e de se expressar, os lados que escolhe. Eu tenho uma relação de gratidão com o Benfica e o presidente Luís Filipe Vieira, entrei no clube na vigência dele, graças ao meu trabalho e competência estive lá 17 anos, sempre renovou comigo e nunca me deixou sair. Tenho uma relação muito próxima com o presidente sem deixar de ser crítico. Não há aqui nenhuma campanha… A única campanha foram as quatro horas em que estive numa fila para votar em Manuel Vilarinho e tirar João Vale e Azevedo do clube. Sempre fui às assembleias gerais, sem nunca me esconder. Sou profissional mas todos sabem que sou do Benfica, não é por ser treinador profissional que vou dizer que sou do Belenenses, do Oriental ou da Académica.»

Tiago Dantas

«Foi sempre titular comigo nos anos que trabalhei com ele, mas se um jogador manifesta vontade de sair da equipa B, para a Liga ou o estrangeiro, enquanto ali estiver é mais um jogador. Mas não ia pôr o Tiago Dantas a jogar quando tinha outros que iam ficar e precisavam de jogar, como o Paulo Bernardo, o Vukotic ou o Gonçalo Ramos, que nessa altura até jogava a 8. Era preparar a equipa para dar minutos a jogadores que iam ficar. O Tiago Dantas sabe disso. Escolheu bem, o Bayern promove o seu tipo de jogo, que tenha muita sorte.»

Renato Sanches

«O Renato saiu no momento que tinha de sair, era uma oportunidade de negócio inevitável e os jogadores também querem sair porque vão ganhar balúrdios. Mas o Bayern era grande em demasia para aquilo que o Renato era nessa altura. O Renato era um jogador em formação, que o Rui Vitória puxou e muito bem, mas ainda tinha algumas fortes deficiências táticas. O Renato é muito selvagem, quer estar em todo o lado e perde alguma noção daquilo que é a tática, embora seja um jogador de tremenda qualidade.»

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