Benfica arranca Liga Europeia com goleada sobre os espanhóis do Deportivo Liceo

As equipas de hóquei em patins de Deportivo Liceo e Benfica encontraram-se esta tarde (18h00) no Pavilhão Municipal do Luso no jogo 1 do Grupo C da Liga Europeia.

Equilíbrioestudo intenso e poucas oportunidades de golo! Assim foram os primeiros quatro minutos da partida europeia. Recorde-se que no Pavilhão Municipal do Luso estavam as melhores equipas do mundo… Aos 5′, primeira oportunidade de ouro para o Benfica. O arbitro assinalou grande penalidade e Diogo Rafael foi o atleta chamado para a conversão. O camisola quatro não tremeu e rematou em direção ao canto superior esquerdo. A bola passou pelo ângulo morto de Carles Grau, que nada conseguiu fazer para evitar o tento (0-1). 

domínio encarnado fazia-se acentuar e, aos 7′Valter Neves inscreveu o seu nome na lista dos marcadores. Diogo Rafael, que iniciou a jogada, desequilibrou o adversário e entregou em Lucas Ordoñez que, de primeira, colocou o esférico ao segundo poste. O capitão encarnado acompanhou a trajetória e empurrou para o segundo da partida (0-2). 

O Deportivo Liceo – equipa onde milita Jordi Adroher (ex-Benfica) – também usufruiu de uma grande penalidade aos 10′Lucas Ordoñez cometeu falta sobre Marc Grau e o árbitro apontou para a marca do castigo máximo. Cesar Carballeira, que já apontou 12 golos na atual temporada, tirou as medidas a baliza, porém, o gigante Pedro Henriques demonstrou toda a sua mestria e defendeu com qualidade. 

O conjunto espanhol começava a ter mais posse de bola, fruto do facto de estar em desvantagem. O Benfica defendia a sua baliza, não deixava o Liceo aproximar-se em demasia, mas havia outras armas… Di Benedetto experimentou a meia-distância, aos 20′, e foi bem-sucedido. Um disparo potente com um só destino. As redes da baliza encarnada. Pedro Henriques ainda esboçou movimento, mas não havia nada a fazer (1-2).

Aos 22′Gonçalo Pinto, tal como uma flecha, apareceu cheio de celeridade para voltar a repor a vantagem de dois golos na partida. Avançou pelo meio dos atletas contrários, descaiu para o lado direito, temporizou e, quando o guardião esboçou o movimento para o seu lado, capitalizou, colocando o esférico para o canto superior contrário (1-3). A poucos segundos do término da primeira parte houve bis de Diogo Rafael. O número quatro avançou com liberdade, não sofreu pressão, desviou-se para o flanco esquerdo e cá vai disto! Um golaço que carimbou o 1-4 com que se chegou ao intervalo.

No retomar do encontro era possível verificar que a equipa espanhola já arriscava mais. Os movimentos atacantes possuíam mais elementos e deixavam apenas um jogador numa posição mais atrasada. Os comandados de Alejandro Domínguez, inteligentes no posicionamento em rinque, fechavam as portas e geriam a vantagem no marcador.

Aos 34′, voltou a evidenciar-se Pedro Henriques. O Deportivo Liceo beneficiou de um livre direto, mas no duelo entre dois jogadores que se conhecem bem, Adroher e Pedro Henriques, o guardião levou a melhor. O guarda-redes não foi na cantiga do avançado e quando Adroher levantou a bola, Pedro Henriques colocou a luva e afastou para longe da sua área.

Quatro minutos depois, e, porque quem faz um bis quer um hat-trick, houve golo do Benfica! Diogo Rafael foi chamado, novamente, à marca da grande penalidade e voltou a vencer o duelo das vontades (1-5). Os momentos seguintes serviram para dilatar, ainda mais, a vantagem. Aos 39′, Pedro Henriques lançou o ataque rápido, Edu Lamas esperou a passagem do colega de equipa e virou o centro de jogo para o flanco contrário (o direito), onde Sergi Aragonès surgiu para o remate cruzado e consequente golo (1-6). 

Numa altura em que os livres diretos se sucediam – as equipas já tinham ultrapasso o limite de faltas –, foi o Clube da Luz que melhor aproveitou. Numa tarde recheada com execuções de alta qualidadeGonçalo Pinto quis assinar um dos tentos mais bonitos. Livre direto, culatra, neste caso stick, puxado atrás e sai bomba a toda a velocidade. Não houve guarda-redes sentado, nem picadinha, nem volta ao mudo. Foi uma stickada certeira com a bola a beijar as redes com considerada violência (1-7).

O segundo golo dos espanhóis aconteceu aos 48′. Di Benedetto trabalhou bem atrás da baliza encarnada, esperou o momento certo e fez a assistência para Marc Grau que, de primeira, conseguiu ser mais rápido que os reflexos de Pedro Henriques (2-7). Contudo, há que dar bastante mérito ao guardião encarnado que, momentos depois, voltou a tapar o caminho do golo com mais uma excelente intervenção. Tarde europeia que teve direito a exibição de luxo e um resultado a condizer. Resultado final: 2-7.

Deportivo Liceo-Benfica
2-7
Pavilhão Municipal do Luso
Cinco inicial do Benfica
Pedro Henriques, Valter Neves (C), Diogo Rafael, Lucas Ordoñez e Gonçalo Pinto
Suplentes
Marco Barros, Danilo Rampulla, Edu Lamas, Sergi Aragonès e Miguel Vieira
Ao intervalo1-4
Golos do Benfica
Diogo Rafael (4′, 25′, 38′), Valter Neves (7′), Gonçalo Pinto (22′, 40′), Sergi Aragonès (39′)

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