Helton Leite: “Agradeço a Deus por jogar no Benfica. Um clube tão histórico, tão vencedor”

Helton Leite agarrou a titularidade no Benfica e vai em seis jogos consecutivos sem sofrer golos na Liga. Aos 30 anos, o guarda-redes diz-se orgulhoso por representar o clube encarnado e até fala sobre a possibilidade de chegar à seleção brasileira.

«Quando se está num clube enorme como o Benfica, isso vai ser cogitado. Mas eu estou focado nos processos do dia-a-dia do clube. Porém, sei que se continuar a trabalhar e a colocar o clube no lugar das vitórias, poderá ser algo natural a acontecer. Estou aberto a isso, desejo muito, mas ao mesmo tempo sei que vai ser algo natural pela grandeza do Benfica», disse, em entrevista ao podcast ‘Defende os Teus Sonhos’, onde abordou ainda vários temas:

A família de desportistas onde cresceu: «O desporto na minha casa era algo muito natural. Eu sou o irmão mais novo, e logo desde novos já estávamos inseridos no desporto. Cada um foi traçando o seu caminho. A minha irmã mais velha foi para o volei, tal como a minha mãe; a minha irmã mais nova foi para a ginástica rítmica, e eu desde cedo jogava futebol, futsal e volei, muito incentivado pela minha mãe.»

O Benfica: «Agradeço a Deus por jogar no Benfica. Um clube tão histórico, tão vencedor. É um orgulho enorme entrar todos os dias ali no Seixal ou entrar no Estádio da Luz. Dá-me vontade de dar o máximo e de cada dia melhorar para colocar este clube no caminho dos títulos e das vitórias.»

Os momentos mais marcantes em Portugal: «Em Portugal, há vários episódios. O da minha lesão, a vitória contra o Vitória Guimarães pelo Boavista, a chegada ao Benfica, que foi um sonho e os quartos de final da Taça da Liga, onde defendi um penálti contra o Vitória Guimarães, que me deu uma grande alegria. Mas se Deus quiser no final da época vou ter mais memórias.»

A crença no seu trabalho e os métodos para melhorar o seu rendimento: «Chego a casa depois do treino e gosto de falar com pessoas ou ver vídeos para evoluir. Também é fundamental acreditar no trabalho e na evolução através dele. A minha mentalidade sempre foi ‘quero trabalhar’. Não é que não acredite no talento, mas acredito ainda mais no talento adquirido. Tento dormir o mais cedo possível, para ter mais rendimento através disso, sabendo hoje da importância do sono para a recuperação. Existem várias maneiras de evoluir, seja através do pequeno-almoço que se toma ou do horário em que se dorme.»

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