Gestão de activos das águias desactiva progressão de Gonçalo Ramos

Aos 19 anos, e depois dos sinais dados na época passada – estreia pela equipa principal com um bis, frente ao Aves, e golos distribuídos pelos juniores (oito), sub-23 (dois) e equipa B (quatro) -, esperava-se que a presente temporada fosse de explosão para o avançado Gonçalo Ramos, mesmo que numa primeira fase tenha integrado o plantel da formação secundária. Se reservas existissem, elas foram desfeitas com o incrível arranque de época na Liga 2: sete golos nos três primeiros jogos. Um setembro de arrasar, com as pistolas (é assim que festeja) carregadinhas de pólvora…

A 25 de setembro, depois dessa sequência, Jorge Jesus abordou a situação em conferência de imprensa. «Agora está a aparecer o Gonçalo Ramos. O projeto é treinar-se comigo durante a semana e, sempre que não convocado, jogar na equipa B. Não pode nem deve estar sem jogar. Quando for preciso estar com a equipa principal, vai estar. Quando não for preciso, vai jogar na B», esclareceu.

Poucos dias depois, logo no início de outubro, dá-se então a viragem que acabaria por marcar pela negativa (sabe-se agora) a época do jovem matador. Carlos Vinícius foi emprestado ao Tottenham, de José Mourinho, e Gonçalo Ramos foi promovido em definitivo ao plantel principal para ocupar a vaga do brasileiro, renovando inclusive contrato até 2025 (com cláusula de rescisão de €125 milhões). Nesse mês de outubro jogou 10 minutos… E de então para cá, num total de cinco meses e meio, só  voltou a jogar pela equipa B em duas ocasiões (um golo), ao passo que na equipa principal esteve em 11 jogos, só quatro a titular, todos na Taça de Portugal, e somou apenas 367 minutos divididos por Liga (78), Liga Europa (29), Taça de Portugal (259) e Taça da Liga (1). Golos, só dois, ambos também na prova rainha, ao Vilafranquense e ao Estoril. Foi suplente não utilizado em 18 ocasiões, fora aquelas em que foi convocado e foi para a bancada, como aconteceu agora na receção ao Boavista, sendo que, como a equipa B mais uma vez jogou antes (no mesmo dia, sábado, mas mais cedo, em Viseu), Gonçalo Ramos não foi utilizado nem numa nem noutra formação e ficou mais um fim de semana sem jogar. No fundo, apenas mais um episódio da má gestão, por parte de Jorge Jesus e da estrutura, que acabaram por secar a pólvora de Gonçalo Ramos e estancar a forma como iniciou a época. Este mês jogou 66 minutos, no anterior 93…

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