Benfica fora da Liga Europa depois de desperdiçar vantagem

Olhos nos olhos com o Arsenal na 2.ª mão dos 16 avos de final da Liga Europa, o Benfica teve uma exibição muito boa na Grécia, esteve em posição de apuramento, mas viu a vantagem no agregado dos jogos fugir-lhe a apenas três minutos do fim (3-2 nesta partida, 4-3 no conjunto da eliminatória).

O empate a uma bola registado no embate da 1.ª mão, em Roma, estreitava as alternativas e sentenciava a obrigação: o Benfica, atuando como visitante em Atenas, tinha de apontar as suas armas à baliza do Arsenal e marcar golos para sustentar a ambição de apuramento.

Apresentando, novamente perante os ingleses, uma linha defensiva que aglutinou três centrais (Lucas Veríssimo, Otamendi e Vertonghen) e que teve Diogo Gonçalves (direita) e Grimaldo (esquerda) a carrilar jogo nos flancos, o Benfica entrou com a lição muito bem estudada.

Onze

Os homens do meio-campo (Weigl, Taarabt e Pizzi) e do ataque (Rafa e Seferovic) entendiam-se na circulação de bola, estendendo as jogadas até à grande área dos gunners. Um bom exemplo dessas ligações foi o que aconteceu ao minuto 12: Taarabt solicitou a progressão de Diogo Gonçalves na direita e este soltou a bola para Rafa. O camisola 27 invadiu a área, fez tremer a defensiva contrária, mas o último passe não foi o mais indicado para a equipa poder ferir o Arsenal.

O Benfica somou um par de arrancadas com potencial para causar danos, mas foi inconclusivo nos últimos metros, no momento da aproximação à baliza guardada por Leno. Pelo contrário, o Arsenal revelou-se letal: à primeira oportunidade, golo de Aubameyang. No limite do fora de jogo, o gabonês escapou à defensiva, ao minuto 21, para receber um passe de Saka e, na área, concluir de forma simples, batendo Helton.

A desvantagem dos ingleses era injustificada, mas a equipa benfiquista sabia ao que ia e não se deixou esmorecer. Circundando a grande área arsenalista, as águias deram que fazer a Leno aos 25′, com o guarda-redes a sair da baliza para estancar a ameaça que se desenhava. Mais incisivo foi o lance ocorrido aos 34′: após um livre cobrado com passe curto na direita, Pizzi assumiu o destino da iniciativa e levantou a bola para a área; Vertonghen ganhou no ar (a David Luiz e Tierney) e cabeceou com perigo, errando a baliza por muito pouco.

Diogo Gonçalves e Grimaldo

Com o jogo a caminhar para o termo da primeira parte, o Benfica teve mais posse de bola, rondou a área inglesa e ganhou um livre em zona perigosa: Weigl fintou e foi derrubado por Ceballos (42′). Um canhoto e um destro, Grimaldo e Diogo Gonçalves posicionaram-se para a cobrança, cabendo a mesma ao português. E que execução formidável teve o jovem formado no Benfica Campus (estreia a marcar!), um remate com força e colocação, arrumando a bola na gaveta e cravando a igualdade (1-1) no placard aos 43′. A eliminatória estava empatada e a etapa inicial deste duelo terminaria com os encarnados em cima da zona defensiva dos gunners.

Os minutos iniciais da etapa complementar vimo-los serem discutidos na zona intermédia do relvado. Ao minuto 50, Aubameyang introduziu a bola na baliza do Benfica, mas arrancou claramente de posição irregular. O fora de jogo foi sancionado pela equipa de arbitragem e confirmado pelo videoárbitro. Não contou, bem anulado.

As primeiras alterações no onze do Benfica foram operadas aos 58′: saíram Taarabt, Pizzi e Seferovic, entraram Gabriel, Everton e Darwin. Volvidos três minutos, as águias alcançaram o 1-2. Helton repôs a bola com um passe longo, Ceballos, que não se apercebeu da movimentação do rapidíssimo Rafa, deu um toque de cabeça para trás… e isolou o 27 do Benfica. No um para um com o guarda-redes Leno, Rafa foi melhor e, com a baliza deserta, chutou para as redes (61′).

Festejos equipa

A vantagem na eliminatória pendia para o lado das águias, e o Arsenal forçou a reação. Num lance trabalhado e concluído por Tierney (remate cruzado) na área, a equipa inglesa igualou o resultado (2-2) ao minuto 67.

À procura de um terceiro golo que pudesse liquidar o Arsenal, os encarnados (que, em caso de empate, estariam qualificados) elaboraram uma aproximação prometedora ao minuto 74, e foi Darwin quem, à entrada da área, tomou a decisão de rematar, falhando o alvo por centímetros.

Jogo dividido nos últimos minutos, momentos de posse e de circulação de bola nas duas metades do campo… e o golo caiu para Arsenal aos 87′. Saka, pela direita, puxou para dentro e cruzou de pé esquerdo para o segundo poste, aparecendo Aubameyang (outra vez em jogo por uma unha) a cabecear para o 3-2.

Darwin

O tempo escasseava, mas um golo nesta fase garantiria a passagem do Benfica, que carregou com os seus argumentos (e já com Waldschmidt, que substituiu Weigl aos 90′). Ao terceiro dos quatro minutos de compensação, Nuno Tavares (rendera Grimaldo aos 85′) cruzou da esquerda e Rafa cabeceou ao poste. Não contaria, porém: a equipa de arbitragem assinalou fora de jogo. Pouco depois o holandês Bjorn Kuipers apitou pela última vez, e fechava-se também, com um amargo na boca (pelo resultado dissonante da exibição), a campanha das águias nesta edição da Liga Europa.

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