Empate no Dragão soube a pouco e Benfica desaproveita deslize do líder

Melhor equipa no clássico da 14.ª jornada da Liga NOS, o Benfica produziu ataques e criou ocasiões de golo em quantidade suficiente para que pudesse triunfar no Estádio do Dragão (aquela bola ao poste, aos 29′, tinha de entrar…). Mandou no duelo, e o empate final (1-1) soube a pouco, como vincou Jorge Jesus no pós-jogo.

Encarando o primeiro clássico na Liga NOS 2020/21, o treinador Jorge Jesus agregou o fator surpresa à composição do onze. Na linha defensiva, sobre a esquerda, atuou Nuno Tavares, acompanhando, no sector, Gilberto, Otamendi e Vertonghen. No meio-campo, descaído para o lado esquerdo, posicionou-se Grimaldo, pela direita entrou Rafa e o centro das operações foi confiado a Weigl e Pizzi.

Decidido na execução do plano para realizar aproximações à grande área portista e procurar a baliza guardada por Marchesín, o Benfica desenvolveu o primeiro ataque ameaçador ao minuto 8. Darwin escapou pela esquerda e cruzou, Seferovic concluiu na área, mas não acertou no alvo.

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Sóbrio e compenetrado no trabalho defensivo, confortável na saída com bola e na construção das ofensivas, o Benfica desenhou no relvado do Estádio do Dragão uma bela pintura aos 17′. Nuno Tavares subiu no flanco esquerdo e cruzou, Seferovic fez um passe de primeira na área (assistência!) e Grimaldo, com um movimento cortante, recebeu e finalizou com êxito perante a saída de Marchesín (0-1). Em cheio, na “mouche”, a aposta estratégica e tática de Jorge Jesus rendia em pleno, e Grimaldo anotava o seu segundo golo corrente Liga NOS.

Sem justificar o nivelamento do resultado, o FC Porto empatou (1-1) aos 25′ por intermédio de Taremi, num remate de pé direito na área, a dar sequência a um cruzamento arrancado por Corona na esquerda.

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Determinado, rijo, o Benfica voltou a apontar armas à grande área portista e podia (e merecia!) ter faturado novo golo ao minuto 29. A jogada, toda ela, foi lindíssima, até que a bola chegou a Pizzi na direita e o camisola 21 das águias centrou para o coração da área. Estava lá Darwin, perto da marca de grande penalidade, atirou de pé direito… mas o poste direito negou o 1-2 aos encarnadosGrande oportunidade!

O Benfica era a equipa mais desenvolta em campo. A prová-lo, Rafa, aos 32′, lançou outro ataque perigoso. O 27 das águias serviu Grimaldo sobre a esquerda, o espanhol desenhou o cruzamento, mas sem as coordenadas certas para solicitar a preceito o aparecimento de Seferovic no espaço.

As águias mantiveram o nível após o intervalo… e ao minuto 53 aconteceu uma situação polémica na área do FC Porto. Darwin, com Mbemba nas suas costas, parece ser puxado pelo central azul e branco, mas o árbitro Luís Godinho mandou seguir jogo, e o videoárbitro Hugo Miguel não teve opinião diferente.

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O Benfica dominava e procurava o segundo golo. Ao minuto 62 Rafa podia ter sido o autor do tento ambicionado, mas Marchesín resistiu e sacudiu o esférico para canto. A oportunidade para agitar as redes portistas derivou de um cruzamento na direita e posterior conquista aérea de Grimaldo na grande área.

As águias rondavam a baliza do FC Porto, queriam os três pontos e batalhavam por esse objetivo. Otamendi, ao minuto 70, quando iniciava a construção de um ataque, foi atingido de sola por Taremi. Luís Godinho começou por mostrar cartão amarelo, mas, depois de alertado pelo videoárbitro, viu as imagens do lance e, claro, percecionou o que todos viram. Ato contínuo, o juiz anulou o cartão amarelo e mostrou vermelho direto ao avançado iraniano.

Estávamos com 73 minutos de jogo. Jorge Jesus mexeu na equipa aos 77, fez sair Pizzi para refrescar o meio-campo com Chiquinho. De bola parada, o Benfica acercou-se novamente com perigo da baliza adversária ao minuto 80. Grimaldo cobrou o canto na esquerda, Vertonghen venceu o duelo aéreo e cabeceou com força. Marchesín estirou-se e evitou o 1-2 para as águias.

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Com todos os sentidos virados para o topo onde estava plantada a baliza portista, a equipa benfiquista contou com Everton a partir dos 83′ (rendeu Grimaldo). O internacional brasileiro depressa acrescentou, tentando o golo num remate a cerca de 20 metros da baliza, mas a bola subiu um pouco e passou sobre a barra.

O Benfica dava mostras de insatisfação, perseguia os três pontos, mas faltava-lhe o golo. Waldschmidt, lançado no segundo dos oito minutos de compensação sentenciados por Luís Godinho, foi a derradeira cartada de Jorge Jesus para desamarrar o empate. As águias ambicionaram, e do outro lado viu-se Marchesín a queimar tempo no período de tempo adicional e a ser admoestado com cartão amarelo. A igualdade (1-1) prevaleceu e, como reconheceria o treinador Jorge Jesus na análise após o clássico, o Benfica foi dono e senhor do jogo, mas, em face da superioridade exibida, perdeu dois pontos.

Mudando de linha competitiva, o Benfica disputa o acesso à final da Taça da Liga na próxima quarta-feira, dia 20, frente ao Braga, em Leiria (19h45).

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