Jorge Jesus analisou o triunfo em Barcelos em jogo da 10ª jornada da Liga NOS

Na análise à vitória do Benfica no terreno do Gil Vicente (0-2) na 10.ª jornada da Liga NOS, o treinador Jorge Jesus considerou que a equipa “fez a sua obrigação”, num jogo onde mostrou estar “mais equilibrada defensivamente”.

Na conferência de Imprensa pós-jogo, Jorge Jesus falou sobre as ausências de Rafa, Otamendi e Gabriel; garantiu que não está preocupado com a prestação defensiva nas bolas paradas e lançou ainda um primeiro olhar sobre a Supertaça, com o FC Porto, marcada para quarta-feira (20h45).

Boa vitória num excelente relvado

“Dar os parabéns à equipa do Benfica pela vitória e ao Gil Vicente pelo excelente relvado que tem. É com relvados destes que se pratica bom futebol. Quanto ao jogo, na primeira parte criámos algumas oportunidades, mas acabámos por não conseguir concretizar. Isso faz com que o jogo fique dividido. Para além disso, a equipa do Gil Vicente defendeu bem, sabia bem o que queria, sabia fechar os corredores, e estava bem organizada defensivamente. É verdade que na segunda parte com 10 ficou mais fácil… O Gil Vicente é uma equipa que na bola parada vai fazer muitas equipas sofrerem aqui [em Barcelos]. Foi uma boa vitória, mais três pontos. Não sofremos golos, e depois do 0-2 controlámos o jogo e o resultado como quisemos, mas era essa a nossa obrigação. Foi uma boa vitória, diferente dos últimos jogos porque não demos golos de ‘avanço’ à equipa adversária.” 

festejos

Motivação para a Supertaça

“É verdade que a Supertaça é o primeiro título da temporada, e é verdade que as vitórias moralizam as equipas. A equipa tem vindo, jogo a jogo, a estar mais identificada com aquilo que são as ideias ofensivas e defensivas, e isso viu-se hoje. Fomos muito mais equilibrados defensivamente do que vínhamos a ser nos últimos jogos, isso deve-se à mudança de posicionamento de alguns jogadores. O Gil Vicente é uma equipa muito bem organizada, que faz um jogo agressivo e que pode surpreender. Nós estávamos preparados para esse jogo.””Depois do 0-2 controlámos o jogo e o resultado como quisemos”

“Quem ganha a Supertaça? Vamos ver. Não sou bruxo, não sou capaz de dizer quem é que na quarta-feira vai jogar melhor e ganhar. Se houver alguém que saiba, que me diga, que é para eu fazer apostas. Não sou bruxo, não sei.”

Gilberto

A equipa cresce de jogo para jogo

“A equipa tem crescido de jogo para jogo, pelo menos defensivamente. Ofensivamente continua igual, continua a fazer golos com facilidade. Se fizermos uma análise dos primeiros dez jogos não podemos esquecer que, até à 5.ª jornada, quem ia em primeiro era o Benfica, invicto. O Benfica tem tido um primeiro terço de Campeonato muito bom. A partir do momento em que perdeu com o Boavista, esteve num plano intermitente e agora está a tentar voltar às dinâmicas que são precisas para ganhar os jogos contra defesas bem organizadas… Uma das qualidades que o futebol português tem é que os treinadores sabem organizar as equipas muito bem defensivamente.””Hoje não sofremos golos, é um bom indicador”

Bolas paradas preocupam?

“O Benfica, nestes jogos todos do Campeonato Nacional, sofreu apenas um golo de bola parada em 10 jogos. Se há coisas que me podem preocupar defensivamente na equipa do Benfica, as bolas paradas não são uma delas. Se hoje o Gil Vicente teve oportunidade para fazer golos de bola parada? Teve. Mas isso é o jogo. Um jogo não é a regra. A regra é: o Benfica em 10 jogos para a Liga sofreu um golo de bola parada. O que me tem preocupado mais é a questão dos golos que o Benfica tem sofrido pela sua organização defensiva e não pela estratégia de bola parada. Se for por aí, estou extremamente satisfeito. Hoje não sofremos golos, é um bom indicador. Mas também é um bom indicador que o Benfica é a quarta ou quinta equipa da Europa que mais golos faz. E o futebol é golo. No futebol só se ganha fazendo golos.”

Gil Vicente-Benfica

Substituição ao intervalo

“Pensei que podia ter o Taarabt e o Pizzi no jogo. O Pedrinho não estava a desenvolver o jogo que esperava, queixou-se de uma pancada logo na primeira parte e eu não quis arriscar porque ele estava muito dorido. Por aquilo que senti que ia ser o jogo, precisava de um jogador no corredor central com mais chegada, de passe vertical, e de um médio mais largo na direita. Criámos espaço e os golos nascem daí.”

Rafa, Otamendi e Gabriel de fora

“Ficaram de fora como o Chiquinho, o Todibo, o João Ferreira… Pelo mesmo motivo, eu tomo opções. Há sempre seis ou sete que ficam de fora, e como sou eu que tomo decisões, alguns ficam de fora. Para este jogo, achei que devia manter o Jardel e o Weigl a jogar porque nos últimos jogos eles têm jogado, e, na minha opinião, bem. O Otamendi veio carregado do jogo da Argentina e deu-nos algumas indicações de fadiga muscular, e, esse sim, ficou de fora mais a pensar nessa situação de poder contar com ele no jogo de quarta-feira. Os outros foi por opção.”

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.