“Benfica joga mal? Isso é jogo falado”

Jorge Jesus lançou, em conferência de Imprensa, o Gil Vicente-Benfica, jogo da 10.ª jornada da Liga NOS, marcado para as 17h30 deste domingo.

Jorge Jesus foi questionado sobre se o Benfica era, dos candidatos ao título, a equipa que jogava pior. Muito prático, o treinador do Benfica recorreu à classificação.

«Se é a equipa que joga pior entre os candidatos… Não, só há uma que joga melhor, é a que está em primeiro [o Sporting], o Benfica é segundo, é a segunda melhor. Quem chegar à frente e for campeão é o melhor, portanto isso é conversa da treta: até vos digo – o jogo falado é uma coisa, o jogo treinado e jogado é outra coisa, é só para alguns; os jogadores, os treinadores», disse.

Rúben Amorim tinha dito ontem, sobre o mesmo tema, que o Sporting «não é a melhor equipa em Portugal», com Jesus a respeitar.

«Se ele dissesse que achava que era, tinha razão. O último é que joga melhor que o que está em primeiro? Que filme é esse? Respondo a estas perguntas, mas sei definir as coisas», replicou.

Com o mercado de transferências prestes a abrir, Jorge Jesus foi questionado sobre a possibilidade de Ferro sair em janeiro, bem como outros jogadores.

«Nenhum jogador tem luz verde para sair em janeiro, mas o mercado manda. Jogadores entram, saem… hoje há uma ideia de que os jogadores possam querer mudar a sua época e são interesses das duas partes. Os jogadores têm interesses individuais, o clube tem interesses colectivos e as duas partes têm situações que vão defender. E é assim que as coisas são feitas. Às vezes contratam-se e não correspondem, outros são emprestados e jogam top – posso dar exemplo de um que não jogava aqui e chegou ao Brasil e partiu tudo, chama-se Gabigol», respondeu.

«Não me perguntam se o Darwin ou o Pizzi vão sair. Só para dizer que é normal, pode acontecer aos jogadores que não jogam tanto e não estão satisfeitos. Mas mesmo a esses o clube pode não deixar sair, há outros que deixa, é tudo normal.», disse, assegurando, porém, que precisa de ter no mínimo 4 centrais:

«Quando o mercado abre há muitas situações em que pensamos. Os que não jogam tanto, os que jogam de vez em quando e querem sair procuram outras paragens, isso é normal.»

O regresso de Gedson ao Benfica, após empréstimo discreto ao Tottenham, é ponto assente, mas Jorge Jesus não sabe ainda que tipo de integração terá no plantel, até porque não o conhece bem.

«Se regressa pode ser opção. Mas vou ser honesto, não conheço muito bem o Gedson, a chegada dele à equipa coincidiu com o tempo em que estive fora de Portugal. Foi emprestado, não sei bem porquê, o que sei é que não joga. Se há possibilidade de voltar, se o Benfica quer que regresse, eu vou recebê-lo e ver qual é o valor dele para a equipa», disse, repetindo ideia de há dias: «Para não estar a jogar lá… é preferível não jogar no Benfica.»

As negociações para contratar Luas Veríssimo ao Santos arrastam-se há semanas, mas Jorge Jesus referiu que não tem pressa nem está muito preocupado se o negócio não se concretizar.

«As negociações são como os jogos, há vários interesses, do jogador, do empresário, do clube, hoje não é fácil contratar um jogador. Se não consegues alguns alvos, tens de ir para outras opções. Se não contratar o Lucas ou mais nenhum não estou preocupado, zero, se não contratar este partimos para outra opção ou para ninguém», começou por dizer, continuando:

«Não é questão que me preocupe, o que preocupa é os jogadores que neste momento trabalham todos os dias comigo. O mercado em todas as partes do mundo é assim, ainda falta algum tempo mas já se começa a falar, do Benfica também se fala, isso faz parte do jogo e temos de estar preparados para o jogo.»

Jorge Jesus fazia a antevisão do jogo com o Gil Vicente, este domingo (17.30 em Barcelos), antes de defrontar o FC Porto, 4.ª feira, para a Supertaça, mas garantiu estar a pensar num jogo de cada vez.

«Amanhã temos um jogo com objetivo muito importante, normalmente em Barcelos os jogos não são fáceis, estamos preparados para vencer, mas sabemos que hoje os equilíbrios muitas vezes podem-se fazer no plano tático. Será complicado, com grau de exigência máxima, trabalhámos para chegar a  Barcelos e impor o nosso jogo para que as coisas possam ser mais fáceis», começou por explicar, falando depois do jogo de quarta-feira:

«O outro jogo vamos pensar depois, uma coisa de cada vez. O jogo com o FC Porto não é mais importante. É um dos importantes porque define um objetivo, todos os troféus são importantes, claro. Mas o campeonato é mais importante. Não podemos pensar nos dois ao mesmo tempo – ainda não aconteceu o primeiro, não podemos pensar no segundo.»

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