“Empurrámos o Guimarães para trás e o golo tinha de aparecer”

SL Benfica e V. Guimarães mediram forças para as contas da Taça da Liga. Com uma vitória, já nas grandes penalidades (4-1), as águias carimbaram presença na final four da prova. Jorge Jesus analisou o desafio e não teve dúvidas acerca de quem foi melhor e mereceu passar.

Não foi uma partida fácil, as águias estiveram e perder, mas uma grande penalidade convertida por Pizzi empatou a contenda e levou a decisão para a marca dos 11 metros. Tal como acontecera nos 90 minutos na Luz, onde o “Benfica foi comandante do jogo”, os encarnados foram melhores. 

Em conferência de Imprensa, Jorge Jesus não teve dúvidas de que este foi “o apuramento da melhor equipa”, um Benfica que “tem evoluído no jogo posicional” e que está cada vez mais “confiante”. O treinador admitiu que as substituições mexeram com o jogo, numa conferência onde se falou também do adversário da Taça de Portugal e dos 300 jogos de Pizzi com o Manto Sagrado.

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Mais fortes e sempre em cima do V. Guimarães

“Este é o apuramento da melhor equipa. Rematámos 15 vezes, sofremos dois remates na baliza. O V. Guimarães é uma boa equipa e até eliminou o Benfica desta competição na época passada. Tivemos várias oportunidades para fazer golo. Durante os 90 minutos jogámos, praticamente, em cima da grande área do V. Guimarães. Eles, quando foram à nossa baliza, fizeram um golo, mas o Benfica esteve sempre sereno, confiante e com qualidade no jogo, mesmo com 10 e 11 jogadores atrás da linha da bola. Sabíamos que íamos ter oportunidades, mas não sabíamos se íamos marcar. Acabámos por marcar numa grande penalidade. Tivemos oportunidades mais fáceis para fazer o golo e não fizemos. Se tinha de haver um vencedor e passar esta eliminatória, tinha de ser o Benfica. O V. Guimarães jogou o que pôde, foi obrigado a jogar na sua área, porque o Benfica tem evoluído no jogo posicional e obriga os adversários a defender muito. Justificando este jogo… apurámo-nos porque fomos melhores no jogo e no desempate através das grandes penalidades. Fomos os comandantes do jogo. Ao intervalo, disse aos jogadores que tínhamos dado de avanço, mas que íamos ganhar. Não vencemos o jogo, mas passámos a eliminatória.”

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Assumir riscos numa segunda parte mais forte

“Senti que na primeira parte os nossos dois avançados, o Luca [Waldschmidt] e Darwin, estavam a jogar muito longe um do outro, o nosso corredor central não funcionava, e eles pouco ou nada tiveram bola para poder depois criar, assistir e dar continuidade ao nosso jogo ofensivo. O nosso corredor esquerdo, com o Nuno [Tavares], ainda conseguiu criar algumas situações, o nosso lado direto não conseguiu. Eu sabia que com a entrada do Seferovic, um jogador com poder na área, ia obrigar a equipa a ter mais bola no corredor central. Precisava de um jogador que também no lado direito criasse e ganhasse o corredor, e o Gilberto começou a fazer isso muito bem. Fomos mais fortes na segunda parte do que na primeira. Também com a modificação no corredor central, com o posicionamento do Pedrinho, depois com o Pizzi em vários posicionamentos, vendo onde estava mais o espaço. É um jogador importante. Nós, treinadores, temos de olhar para o jogo e muita vezes assumir riscos. Tirei o Weigl e jogámos sem nenhum médio posicionalmente defensivo porque era preciso outra qualidade, com características de outros jogadores. E fomos empurrando, empurrando o V. Guimarães, que ficou a segunda parte toda atrás, não porque o treinador mandasse, mas porque foi obrigado. Às vezes os adversários obrigam-nos a recuar e a jogar mais baixo, e foi isso que aconteceu.”

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Substituições mexeram com o jogo

“Tenho de começar a jogar com o que estou a ver no jogo. As substituições melhoraram a capacidade ofensiva do Benfica. Estou a analisar o adversário e estou a ver oportunidades para sermos ainda mais poderosos ofensivamente. Terminámos o jogo com cinco avançados. O único médio, e não é defensivo, era o Adel [Taarabt]. Estou no banco e tenho de ajudar os jogadores. Fiz tudo para os ajudar, mas, às vezes, pode não sair bem. Os jogadores que entraram, empurraram a equipa.”

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Marcar grandes penalidades é sinónimo de qualidade

“Dizem que as grandes penalidades são uma lotaria. Não é lotaria, é qualidade. Os que marcam mais do que o adversário são melhores. Marcar uma grande penalidade não é sorte, é qualidade; defender uma grande penalidade não é sorte, é qualidade. Há uma grande diferença no futebol. Há o jogo falado e o jogo jogado. O jogo falado é fácil. O Benfica não teve sorte. Criámos oportunidades para marcar antes do golo que marcámos no penálti [apontado por Pizzi]. Não queria ir ao desempate por grandes penalidades, porque nenhum treinador quer ir, apesar de a equipa ter oito, nove, dez jogadores que marcam muito bem as grandes penalidades. Estava confiante, mas fiz tudo para que isso não acontecesse.”

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Jogo difícil com adversário competente a defender

“Jogámos contra o 5.º classificado da Liga NOS. Se me perguntam pelos rivais Sporting, FC Porto, SC Braga… neste momento apresentam mais qualidade, mas esses jogos, por vezes, até se tornam mais fáceis de se jogar. Hoje tivemos um jogo difícil pela qualidade do V. Guimarães em termos defensivos, que nos obrigou a demonstrar muita qualidade individual e posicional. O V. Guimarães não nos criou problemas defensivos. Falhámos passes? Falhámos! Quem não falha passes num jogo? Agora, esses passes não originaram oportunidades de golo ou situações em que o V. Guimarães tivesse possibilidades de finalização… Nunca senti, neste jogo, que o Benfica, defensivamente, tivesse problemas para parar a qualidade do jogo ofensivo do V. Guimarães.”

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Os 300 jogos de Pizzi pelo Benfica

“O Pizzi tem umas características especiais. No jogo de hoje [quarta-feira], em que estávamos a perder 0-1, coloquei-o numa posição não muito normal. Tirei o Weigl e deixei o Adel como médio mais posicional. O meio-campo era composto por Taarabt e Pizzi, o corredor central ficou muito ofensivo, mas tínhamos de arriscar. Queria que ele jogasse entre linhas. Mesmo assim, não estava como queria, puxei o Pizzi para a direita, coloquei o Pedrinho no meio e tivemos mais qualidade. O Pizzi é um jogador determinante na manobra da equipa. Pode ocupar várias posições ofensivamente, obriga os colegas a jogarem mais rápido e tem golo.”

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Voltar à Reboleira é especial

“Claro que é especial. É a minha terra, é o clube do meu coração. Foi aí que comecei, que me fiz jogador e treinador. É um sentimento muito forte, depois de o Estrela ter estado fora deste contexto futebolístico. Está a aparecer de novo e fico muito feliz por voltar à Amadora [Benfica vai defrontar o CF Estrela nos oitavos de final da Taça de Portugal] e ao clube do meu coração.”

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