Foram onze contra onze e no final quem ganhou foi o alemão

Triunfo difícil (2-1), arrancado a ferros em cima do apito final, perante um Paços de Ferreira com muito mérito também. Futebol positivo, missão cumprida na raça, com coração, segunda reviravolta consecutiva na Liga NOS, três pontos somados e siga… “é sempre a dar”, como atirou Jorge Jesus no final da conferência de Imprensa.

Equipas separadas por quatro pontos à entrada para a 9.ª jornada da Liga NOS, dois emblemas a atravessarem um bom momentoMarítimo nos Barreiros, Lech Poznan na Luz e Paços de Ferreira também na Luz… Terceiro jogo em sete dias para o Benfica, terceira vitória, ciclo intenso, mas onde só estão, e querem estar, os melhores! Quinta-feira há mais!

Já só com André Almeida no boletim clínicoJorge Jesus teve mais opções e, face a um plantel recheado de qualidade, operou três alterações relativamente ao último onze, com as saídas de Chiquinho, Gabriel e Grimaldo, esta última forçada devido a um problema já no período aquecimento. Odysseas, Gilberto, Otamendi, Vertonghen, Nuno Tavares, Weigl, Taarabt, Rafa, Everton, Pizzi e Darwin foram os eleitos.

Benfica-Paços de Ferreira

Ora, a antevisão dos dois técnicos tinha deixado água na boca, e com o decorrer dos minutos as expectativas não foram goradas! Jorge Jesus apostara num futebol positivo, frente a um adversário difícil e moralizado, tendo como meta os três pontos; Pepa prometera um Paços de Ferreira corajoso, a olhar, olhos nos olhos, o Benfica…

Bom começo de jogo, com as duas formações a dizerem “presente”. O primeiro remate enquadrado pertenceu aos pacenses, fraco e à figura de Odysseas. Na resposta, aos 5′, a primeira grande oportunidade de golo, com Darwin no cara a cara com Jordi a perder o duelo.

No lance seguinte, mais uma boa jogada das águias, com Taarabt a descobrir Pizzi na profundidade. Mais uma vez, muito bem o guarda-redes brasileiro dos castores, agora na antecipação.

E Odysseas respondeu! Minuto 14, jogada rápida pela ala direita, cruzamento milimétrico de Luther Singh, e Douglas Tanque, de cabeça e com selo de golo, a oferecer ao guardião grego a defesa da noite! Enorme!

Desafio rápido, pautado pelo equilíbrio e a cheirar a golo na Catedral. Aos 20′ estiveram perto os encarnados, com Pizzi, após recuperação e passe açucarado de Darwin, a levar a bola a beijar o poste. E o golo não tardou…

Benfica-Paços de Ferreira

Ataque dos visitantes, com Otamendi a desviar para canto o remate de Douglas Tanque. Na sequência, remate poderoso, de ressaca, de Oleg. Sem hipóteses de defesa (0-1). Benfica em desvantagem na Luz a partir dos 24′Analisado o lance ao pormenor, golo ferido de legalidade, pois Diaby estava em posição irregular e interfere no lance ao retirar o ângulo de visão a Odysseas. Nem o árbitro, nem o VAR viram…

No lance seguinte, muito perto o 0-2. Erro na saída de bola das águias, com Douglas Tanque, em posição frontal, a rematar por cima.

O Benfica tardou em reagir, perante uma formação muito certinha, consistente e organizada a nível tático. Bloco compacto, mais baixo, linhas recuadas e a sair rápido. Frente à equipa-sensação da corrente edição da prova, e a mostrar o motivo, as águias, com o desagaste físico e emocional dos muitos jogos nas pernas, tiveram dificuldades em ligar o jogo e os muitos passes falhados são sintomáticos.

Aos 36′, finalmente espaço, mas Everton rematou contra um defensor pacense. Minutos depois foi Rafa a tentar a sorte, num remate forte no corredor central para grande defesa de Jordi.

Rafa

Já em tempo de compensação, após jogada de insistência das águias, Taarabt dispara, mas o esférico saiu enrolado e ao lado. Do outro lado, canto perigoso batido por Bruno Costa, com Maracás, sem qualquer oposição, a cabecear ao lado.

Ao intervalo, vantagem mínima para o Paços de Ferreira, prémio para a atitude positiva da formação comandada por Pepa (não obstante o golo marcado de forma irregular), a castigar a falta de eficácia dos homens da casa.

Reatar e duas mexidas no xadrez inicial das águias, com as saídas de Weigl e Pizzi para as entradas de Gabriel e Seferovic. Era necessário mudar, era necessária mais agressividade e acutilância, após 45 minutos mais mornos e menos dinâmicos do que o habitual por parte do Benfica.

Momentos iniciais marcados pela investida de Nuno Tavares na esquerda; do outro lado, remate perigoso de Luther Singh… e pelo golo!

Aos 58′, o empate (1-1)! Lance de entendimento entre Rafa e Gilberto, com o internacional português a começar e a finalizar o lance. Remate de primeira já no coração da área. Segunda assistência da época (primeira na Liga NOS) para o camisola 2, quarto golo em 2020/21 para Rafa, ele que nesta noite completou o 100.º jogo pelas águias no Campeonato.

Benfica-P Ferreira

E mais uma alteração nos anfitriões: entrada de Luca Waldschmidt para a saída de Everton, mais poder de fogo na frente.

Benfica a carregar, em organização; do outro lado da barricada, rapidez e contra-ataque. Aos 61′, livre de Bruno Costa, remate seco, para grande defesa de Odysseas. E mais Benfica…

Aos 70′, ocasião soberana para Seferovic após passe (para golo) de Gilberto. O helvético quis desviar tanto a bola que acabou por errar o alvo. Dois minutos volvidos e Darwin, servido por Taarabt, a disparar à barra. Mais uma vez o Benfica esteve a centímetros do golo.

Do banco, com 12 minutos para se jogar, saltaram Chiquinho e Pedrinho, saindo Taarabt e Rafa, muito desgastados.

Momentos finais na Luz intensos, jogo quezilento, com muitas faltas e algumas paragens, jogado mais com o coração do que com a cabeça. Quando assim é, não há futebol positivo, nem estratégia ou tática que resistam. 

Mais Benfica nesta segunda parte, diga-se, mas faltou velocidade e eficácia; mérito, diga-se também, a um Paços de Ferreira que mostrou trazer a lição muito bem estudada e conseguiu traduzi-la nas quatro linhas… até aos 90’+4′!

Benfica-P Ferreira

Insistência, últimos cartuchos na Luz, crença e luta até ao apito final, cruzamento de Gabriel e Luca Waldschmidt de cabeça, e com cabeça, a fazer a bola morrer no fundo das redes de Jordi. Estava feito o 2-1, resultado final alcançado ao cair o pano… Emocionante!

Com este resultado, a formação de Jorge Jesus soma 21 pontos, ocupa o 2.º lugar isolado da classificação, e encurta distâncias para o líder, agora somente a dois pontos. Missão cumprida!

“Na quinta-feira temos outro! É sempre a dar…”, rematou Jorge Jesus na conferência de Imprensa de análise ao jogo. E é mesmo! Segue-se a viagem à Bélgica para as contas da 6.ª e derradeira jornada da Liga Europa. Já com o apuramento garantido, o Benfica defronta o Standard Liège em busca do 1.º lugar do Grupo D. Esta partida tem o apito inicial marcado para as 17h55 de quinta-feira, dia 10 de dezembro. Depois, abre-se a janela da Taça de Portugal…

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