Jorge Jesus antevê jogo com pacences com elogios ao adversário

Sport Lisboa e Benfica e Paços de Ferreira disputam a 9.ª jornada da Liga NOSJorge Jesus fez a antevisão à partida em conferência de Imprensa no Benfica Campus. Recorde aqui as declarações do nosso treinador.

Questionado sobre a possível vinda de Lucas Veríssimo, central brasileiro do Santos, e a demora nas negociações, num paralelismo com a tentativa de contratação de Cavani, ponta de lança uruguaio que acabou por não vir para o Benfica, Jorge Jesus foi claro:

«Nunca senti que houvesse novela com Cavani, como não sinto que haja com o Lucas ou outo jogador qualquer. Isso das novelas e na televisão, não é com os jogadores. Todos os clubes estão no mercado para contratar, uns conseguem-se, outros não, uns demoram mais tempo e outros não… são situações normais. Os clubes tentam contratar, se não conseguem segue-se para outro, avança para bingo.»

No contexto de possíveis reforços para o Benfica e se estaria ou não insatisfeito com ‘falhanços’ de aquisições passadas, Jorge Jesus falou sobre a preparação do ataque à próxima janela de mercado.

«Volto a repetir, nem sempre se consegue contratar um jogador, ou porque ele custa mais do que pensávamos e é o valor de mercado, ou até porque esse jogador não quer vir. Mas isso não é falhanço nenhum. Falhanço, para mim, é eu contratar-te e depois chegas e não jogas tanto como eu pensava. Agora, o Benfica, como todos os clubes e estruturas sentam-se à mesa para se organizar e preparar contratações, ou vender. Não quer dizer que o faça, porque no futebol as coisas mudam até de dia para dia, mas tens de te organizar para estar melhor preparado. Não tens certezas, mas podes preparar-te melhor para elas.»

Jesus analisou o confronto desta jornada, com o Paços de Ferreira, com evidente respeito pelo quem tem sido o trajeto do Paços neste campeonato.

«O Paços está a fazer bom campeonato, até tem menos golos sofridos que o Benfica, embora na sua estatística tenha feito mais faltas que as outras equipas do campeonato, mas isso não é um problema para o Benfica, mas sim para a equipa de arbitragem. Têm um jogo positivo, naquelas que são as suas ideias, e quem tem ideias positivas normalmente ganha mais jogas e por isso estão onde estão. Vai ser um jogo difícil, mas, sabendo do nosso potencial e qualidade, com respeito pelo Paços, queremos ganhar.»

O antijogo tem sido um tema controverso, e que na última jornada, em duelo que o Benfica venceu com o Marítimo, muito foi debatido. Jorge Jesus, este sábado, e na antecâmara do jogo com o Paços de Ferreira, de Liga, clarificou a sua posição sobre o assunto:

«Há duas formas de analisar o antijogo. Uma equipa que se organizar defensivamente naquela que é estratégia do seu treinador, se quiserem: que joga com todos atrás da linha da bola, isso não é antijogo. É uma estratégia, aquela que o seu treinador melhor achou ser benéfica, e temos de respeitar. Antijogo é fazer 30 faltas por jogo, o guarda-redes atirar-se para o chão, os jogadores atirarem-se para o chão quando na saída de bola para o adversário atirar a bola fora – que o Benfica não atira -, isso é que é antijogo e aquilo que eu não defendo. Agora, o que fazem uns com os outros, inseridos numa estratégia de jogo, temos de respeitar.»

Na defesa, no meio-campo e no ataque. Três casos de jogadores que têm sido muito utilizados e com os quais o treinador terá, tudo indica, cuidados especiais. Mas há a boa notícia de Taarabt, médio ofensivo que recebeu alta de infeção por Covid-19.

«Pizzi é um jogador com caraterísticas mais ofensivas que defensivas. Uns podem pensar que deve jogar mais no corredor lateral, outros no corredor central, eu penso que é no corredor central. E é por aí que o temos utilizado, o que não quer dizer que por estratégia não possa jogar noutro lado. Tem golo, i que aumenta o seu valor. Por isso tem jogado quase sempre os 90; ele, o Vertonghen e o Everton; mas temos de começar a olhar para eles com cuidado para não os colocar no limite de poderem sofrer uma lesão. O Taarabt? Vai treinar e se der indicações de que fisicamente está bem, porque clinicamente está, o Covid já passou, estará nos convocados.»

Gabriel tem sido o 6 da equipa; mas há Samaris e Weigl, que teoricamente têm, até, maiores caraterísticas defensivas. Serão compatíveis ao mesmo tempo num onde titular? Jesus responde.

«São. Em alguns jogos. Para mim, em muitos não o são. Tudo depende da minha ideia de jogo. Um treinador, os que conseguem ter ideias de jogo, não analisam apenas as caraterísticas dos jogadores, mas se são capazes de colocar em prática as ideias trabalhadas durante a semana, um treinador mais do que ninguém sabe se foi perfeito ou não esse desempenho. Analisa um jogador individualmente mais ou menos qualquer um consegue, mas analisar estratégias e desempenho dessas ideias é só para treinadores e mesmo assim alguns são melhores que outros.»

Os muitos golos sofridos pelo Benfica esta temporada são facto que preocupa na Luz. Jorge Jesus admite isso, e acrescenta:

«Todos os momentos de jogo preocupam um treinador, esse tem sido sobre o qual mais nos temos debruçado, a organização defensiva. Neste último jogo já não sofremos golos, o que é de alguma relevância, é importante, mas também temos de analisar em que contexto foi, qual foi o adversário. O que temos vindo a fazer é recuperar e preparar bem a equipa porque não há tempo para trabalhar momentos de jogo.»

Este desafio tem início marcado para as 20h00 de domingo, no Estádio da Luz.

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