Jorge Jesus anteviu o jogo frente ao Lech Poznan

Jorge Jesus e Everton fizeram a antevisão ao Benfica-Lech Poznan, jogo da  5.ª jornada da Liga Europa.

Jorge Jesus garantiu esta quarta-feira que, se nada de imprevisto se passar no treino da tarde, Nicolas Otamendi será titular quinta-feira frente ao Lech Poznan, recusando que o experiente defesa tenha ficado abalado com erro individual na Madeira frente ao Marítimo –  o defesa-central do Benfica errou um atraso para Vlachodimos que acabou por resultar no golo do Marítimo.

«O Otamendi tem muita experiência, fez aquele lance no início e depois ninguém o viu perturbado ou enervado, fez bom jogo depois daquela jogada. Demonstra a capacidade emocional para não ficar perturbado. Se até amanhã não acontecer nada o Otamendi vai jogar», disse à SportTV, «É Otamendi e mais 10.»

Jorge Jesus confirmou esta tarde que terá já disponíveis Darwin, Julian Weigl e também Nuno Tavares para o jogo com o Lech Poznan.

Como a equipa ainda vai treinar, o treinador deixou para mais tarde a decisão sobre se jogarão. 

«Weigl e Darwin, sim, o Nuno Tavares [teve rotura muscular na anca direita] também está pronto, mas não tem treinado com intensidade. Hoje vou fazer último treino e na minha cabeça penso que posso convocar, mas eles hoje vão dizer se posso contar com eles ou não», disse à SportTV. 

Jorge Jesus foi questionado sobre a polémica suscitada por uma resposta à pergunta da jornalista da SportTV no final do jogo com o Marítimo, tendo mesmo sido criticado pelo CNID, que qualificou a sua resposta como «absolutamente inadequada e indigna».

«[Essas críticas] São injustas: respondi a um jornalista, não se é branco, preto, senhora ou cavalheiro; disse que não estava de acordo com a pergunta, não foi por machismo, não sei o que é isso. No Brasil trabalhei com tantas jornalistas, a Irene Palma de A BOLA esteve comigo vários dias no Brasil, não visto essa carapuça, mas hoje sei que as sociedades são muito mascaradas, e isso é muito mascarado.»

Mais cedo, a newsletter do Benfica defendeu também o treinador: «Recordamos que a frontalidade de Jorge Jesus é conhecida desde há muitos anos e que, inclusivamente, na resposta em questão, os termos por si usados para contra-argumentar a opinião travestida de pergunta não foram novidade, tendo recorrido a eles em variadas situações e circunstâncias no passado. (…) Seria, isso sim, ofensivo para os milhares de mulheres que exercem a profissão de jornalista que, com condescendência ou paternalismo, passasse a existir um tipo de resposta diferente e à parte para o seu género.»

Pediu-se a Jorge Jesus para explicar o que mudou no seu comportamento e forma de estar, referindo que adaptou um pouco a sua maneira de estar à realidade dos estádios vazios.

«O velho Jesus? Não, sou um jovem… Por muito que queiramos, a emotividade não é a mesma coisa sem público. Sou participativo no jogo, não consigo estar no jogo se não participar, mas tenho tido mais cuidado. Qualquer coisa que eu diga pode trazer discussão e polémica, tento-me conter mais. Com adeptos ninguém ouve o que digo, sem adeptos ouve-se tudo», explicou.

Depois de ter batido o Marítimo (2-1) na segunda-feira, o Benfica regressa esta quinta-feira à competição para defrontar o Lech Poznan (20 horas) para a Liga Europa. Questionado sobre a densidade do calendário competitivo, Jorge Jesus preferiu olhar para o lado positivo.

«Não havendo muito tempo para trabalhares na prática, tens que arranjar forma de trabalhar teoricamente. É isso que eu faço, quando não consigo fazer na prática, que é o mais importante, e é assim que vamos fazer amanhã [quinta-feira]. Quem quer estar no top, tem de ficar contente porque isto significa estar entre os melhores e nas melhores competições. Não é nada de novo para mim. Vim de um país em que jogava de dois em dois dias e nunca foi problema para as minhas equipas. Seguramente também não vai ser problema no Benfica», explicou na conferência de imprensa.

Jorge Jesus falou ainda do Lech Poznan.

«Depois do jogo na Polónia tive a oportunidade de destacar a forma atrevida que os polacos têm num ataque posicional. Mas também foi por isso que conseguimos fazer quatro golos, porque não se consegue meter muitos jogadores a atacar e muito as defender. Analisámos e o adversário e jogámos com esse posicionamento atrevido. Amanhã [quinta-feira] não sei se vai ser igual, o treinador já viu o Benfica jogar e pode ter uma estratégia diferente», concluiu.

Jorge Jesus admite fazer rotatividade frente ao Lech Poznan, tendo em vista o jogo d domingo, apesar de ter sublinhado que ainda não teve um treino «sério» depois do jogo na Madeira, que acontece depois da conferência.

«Admito rotatividade mas não muito, só sei depois do treino, algumas tenho de fazer, mas os jogadores é que vão dar sinal. Vou fazer, vou, quantas é que não sei, o Darwin vai ser convocado, há uma semana que se treina, o departamento médico tem trabalhado bem com os sintomas de Covid-19 e trabalharam bem os que testaram positivo, sabemos o que fazer para que não estejam tanto tempo parados», disse, referindo depois que os casos de coronavírus estarão todos debelados:

«Temos o Darwin, também o Julien [Weigl], o teste dele foi  negativo, o Adel [Taarabt] também negativo, o Nuno Tavares está apto, são jogadores que vão dar mais soluções para amanhã e futuros jogos e dar rotatividade, é preciso jogadores para fazê-lo. Estamos a falar de 5 jogadores importantes para aumentar a qualidade da equipa. Não sei ainda os que possam amanhã ser lançados no jogo, ontem só fizeram trabalho funcional de recuperação, não fizeram ativo. Só hoje vão trabalhar comigo para ter a certeza com algumas indicações do departamento médico», contou.

Jorge Jesus foi ainda questionado sobre a hipótese de utilizar um sistema de três centrais.

«De momento não. Ainda não nos organizamos num processo muito forte que eu idealizo para o Benfica numa linha de quatro, para poder passar já para uma linha de três. Nos meus primeiros 10 anos de treinador eu já jogava assim. Entretanto já passaram 30… eu estava à frente muitos anos. É um sistema de jogo muito difícil de trabalhar, ao contrário do que pensam, e eu não consegui trabalhá-lo tanto quanto eu gostava. Uma coisa é começar com esse sistema, outra é durante o jogo fazer uma alteração por 10 ou 15 minutos. Para começar, ainda não tenho a equipa preparada para isso», frisou.

Recorde-se que Jorge Jesus iniciou a carreira de treinador em 1989 no Amora.

As águias recebem os polacos em partida do Grupo D da prova, estando o pontapé inicial marcado para as 20h00 de quinta-feira, 3 de dezembro, no Estádio da Luz.

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