Jorge Jesus: “O Covid-19 não me dá muitas dores de cabeça”

Jorge Jesus falou à SportTV, na antevisão da partida em Glasgow com o Rangers, das ausências motivadas pelos positivos à covid-19, nomeadamente Darwin, Weigl e Taarabt, mas preferiu destacar que por vezes as oportunidades dadas a outroa jogadores acabam por compensar.

Dores de cabeça com a Covid-19.

«Não me tem dado muitas dores de cabeça porque fui habituado muito cedo, no Brasil, a ter de trabalhar em cima de jogadores contagiados e comecei a conhecer essa realidade, até comigo. Pode ser muito complicado para muitas equipas, não sabemos onde está o vírus. Por muito cuidado que tenhamos, as viagens são um perigo. Fico com o coração nas mãos quando os jogadores vão às seleções, sim,sobretudo para fora Europa, porque têm viagens e não têm cuidados como no dia a dia, na sua bolha.»

Confiante para amanhã?

«Sempre confiante, às vezes, alguns jogadores que não são a primeira opção passam a ser e surpreendem-nos. Há males que vêm por bem.»

Jorge Jesus foi questionado diretamente sobre uma eventual mudança já no mercado de janeiro, nomeadamente a dispensa de Weigl e a contratação de William Carvalho. O treinador riu-se…

«Isso não é uma pergunta, é uma confirmação… Gostam de mandar temas para a confusão para depois poder discuti-los… não vou responder, porque o Weigl é jogador o Benfica e o William não é. Ele foi meu jogador [no Sporting], é jogador de seleção, é um grande jogador, mas uma coisa não nada a ver com a outra. Não posso ser eu a responder…(risos).

Jorge Jesus comentou a presença de Luís Filipe Vieira no Brasil para contratar Lucas Veríssimo.

«O Benfica está interessado em concretizar o Lucas, mais que isto não sei, os contornos dependem do presidente, agora que ele é jogador de nível, não tenho dúvidas nenhumas», referiu.

O Benfica e o defesa-central do Santos devem assinar acordo válido para cinco temporadas, isto caso a proposta de €6,5 milhões seja aceite pelo clube brasileiro.

Jorge Jesus foi questionado sobre se equacionava pedir o adiamento do próximo jogo da Liga – frente ao Marítimo, dia 30 – dados os três casos de Covid-19 na equipa (Weigl, Darwin e Taarabt) e admitiu essa hipótese.

«É uma realidade do mundo, mas pode-se ter várias situações numa equipa. Foram 3 com positivo, já é muito no nosso caso, mas até há equipas no brasil com 16, 17 impedidos, temos de dar solução, o Flamengo já teve isso e teve de jogar a equipa toda da base. Se isso acontecer, jogam os jogadores que houver. Se podemos pedir adiamento? Podemos pedir, se for permitido e acharmos que solução ideal for essa, podemos pôr essa ideia em cima da mesa.»

Dor de cabeça/dúvidas para o jogo: «Trabalhámos a semana toda a pensar no jogo do Rangers, tirei as dúvidas todas hoje de manhã, para os que vão ser lançados no jogo não tenho dúvidas, não tenho é tantas soluções: o Samaris não está inscrito, temos 8 jogadores fora; quando as opções são menos é mais fácil trabalhar, que é o que não queria, queria era ter dificuldades, ter dúvidas, se tivesse todos a pensar em quem ia lançar no jogo.»

Porque chamou Camará e Tomás Araújo ao treino: Drante a paragem das seleções e esta semana chamei sete ou oito miúdos da B, alguns com idade júnior, como o Bernardo e o Gerson, hoje o Ronaldo não é a primeira vez, o Tomás sim, porque queria trabalhar estratégia para o jogo e precisava de jogadores.»

A pergunta de um jornalista escocês queria saber se Jorge Jesus estaria «aliviado» por não haver adeptos amanhã à noite no estádio Ibrox em Glasgow, sendo assim a sua equipa poupada à pressão do público adversário, mas o treinador inverteu a pequena provocação e avaliou a ausência de público de forma global.

«Não haver adeptos não é vantagem nenhuma, todos os jogadores querem adeptos, sem isso… até acho que a qualidade em todo o mundo piorou. São os mesmos jogadores, sim, mas o ambiente dos adeptos obriga a intensidade e ansiedade e paixão muito grande na entrega do jogo, não é a mesma coisa. É como ser ator, ir para o palco e não ter cenário, o espetáculo não é a mesma coisa, não temos o mesmo entusiasmo. O futebol sem adeptos não tem expressão, não tem sumo, nem tem paixão.»

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