Adel Taarabt critica arbitragem portuguesa e o VAR

Adel Taarabt concedeu uma entrevista ao jornal Record e abordou o tema arbitragem. Recorde-se que o jogador do Benfica é o mais perseguido pelos adversários e pelos árbitros.

R – O que mudava no futebol português?

AT – Talvez a forma como se arbitra. Deviam deixar o jogo correr, mas assinalam demasiadas faltas e há muitas paragens. É por isso que adoramos a Premier League, porque é um jogo de contacto. Aqui, às vezes é ombro com ombro e o jogador fica três ou quatro minutos no chão… Isso mata o jogo.

R – Às vezes perde o controlo e é expulso. Porquê?

AT – Eu detesto perder a bola. Estou a trabalhar nisso, mas às vezes, quando perco uma ou duas bolas fáceis, fico zangado comigo mesmo e isso mostra-se. O treinador já me disse que um grande jogador mantém sempre a calma. Nunca tento magoar o adversário.

R – Acha que os árbitros lhe assinalam demasiadas faltas?

AT – Não são maus árbitros, mas acho que deviam entender melhor o jogo. Se um jogador faz um drible e a bola fica 4 metros à frente, cai a seguir porque nunca lá chegaria. Para mim não é falta.

R – Gosta do VAR?

AT – Nem por isso. Matou um pouco o jogo.

R – Quantos quilómetros percorre por jogo?

AT – No jogo com o Rangers fiz 12,4. Nunca corri tanto como agora. Na Premier League, fazia oito ou nove. Acho que o máximo aqui foi 12,7 ou 12,8 km.

R – Como foi a sua transformação de um atacante para o médio que joga para a equipa?

AT – Quando comecei a carreira, era completamente diferente. Jogava como número 10, os outros defendiam e eu só tinha de fazer a diferença. Hoje em dia, se não corres não jogas. Quando o míster Lage me deu oportunidade e me motivou, disse que me via naquela posição, porque eu lia muito bem o jogo e conseguia fazer passes entrelinhas. Eu comecei a fazê-lo e a gostar. Jogo para a equipa, deixei de jogar para mim. Antes era mais egoísta, jogava para mim, para marcar golos e para fazer assistências. Agora, não consigo ser assim dentro de campo. Porque, para mim, o Benfica está acima de tudo. Nunca sou amigo dos treinadores, para mim ele é o meu chefe. Mesmo que tenha uma relação muito boa com ele. Toda a gente dizia no ano passado que Bruno Lage era o como um pai para mim, mas tratava-me de forma muito profissional. Nunca falámos fora do treino ou por telefone. Nunca. É claro que eu via que ele gostava de mim, mas no momento em que não estivesse bem ele escolhia outro para jogar. Com Jorge Jesus é o mesmo.

R – Além dos treinos, viu vídeos para analisar jogadores dessa nova posição?

AT – Vejo imensos jogos, porque sou apaixonado por futebol. Antes jogava como número 10 e a bola que agora tenho de passar é a bola que gostava de receber. Quando jogava como ‘10’, só pedia por favor para me passarem a bola para o espaço entrelinhas – se virar, posso driblar, rematar ou assistir. Quando baixei no campo, sabia que esses são os passes que eles querem receber. Para jogadores de topo, tens de dar a bola com força, porque impedes o central de lá chegar. Tenho de aprender mais no aspeto defensivo, porque sou mais de ataque.

R – Qual é o rival mais forte para si?

AT – Acho que vai ser o FC Porto. O Sporting está bem, mas acho que o nosso maior rival será o FC Porto.

R – Não acredita que o Sporting seja uma surpresa? Tem quatro pontos de avanço…

AT – Falei com o meu amigo Feddal sobre isso na seleção nacional. Estão bem, mas continuo a achar que o FC Porto vai ser o maior adversário.

R – Quem é o jogador mais difícil em Portugal, aquele que evita enfrentar?

AT – Não sou jogador de evitar ninguém, prefiro que sejam eles a evitar-me a mim [risos]. O duelo com o Otávio é o mais duro. É agressivo, tenta tirar-te do jogo com pequenas faltas. No fim de contas, ele defende o clube dele e eu defendo o meu.

R – Também usa esses truques contra Otávio ou outros jogadores?

AT – Não, jogo com agressividade mas sempre a tentar jogar a bola, nunca para magoar um adversário. Quero ganhar, gosto de ser agressivo e ponto. Ele fica mais no chão, pede cartões amarelos ao árbitro, e eu não faço isso. Nunca pedi a um árbitro para dar amarelo a outro jogador. Não vejo o futebol assim. *

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