Indiscutível no onze passa a discutível com Jorge Jesus

Titular indiscutível com Rui Vitória e Bruno Lage, Pizzi está a perder influência no Benfica com o regresso de Jorge Jesus e basta comparar os números do médio nos primeiros 11 jogos da época passada e da temporada atual para perceber que não está a render o habitual.

São os mesmos número de jogos, mas menos minutos, menos golos e sem assistências, algo anormal se olharmos para 2019/2020. Ao fim de 11 partidas, o jogador de 31 anos foi sempre utilizado por Jorge Jesus. Jogou de início nove vezes (suplente com Famalicão e Belenenses SAD), mas só esteve nos 90 minutos em campo com PAOK, Farense e Rio Ave. Jesus substituiu-o seis vezes, duas delas ao intervalo (Lech Poznan e Boavista) e saiu nos últimos quatro jogos consecutivos. O camisola 21 tem, ainda assim, quatro golos marcados, dois deles de pontapé de penálti, a Lech Poznan e Standard Liège. Faturou ainda com Farense e com os belgas na Liga Europa. Por último, o internacional português não tem passes para golo, numa lista liderada pelas seis assistências de Darwin Núñez.

O rendimento nos primeiros 11 encontros de 2019/2020, com Bruno Lage, é completamente diferente. Foi titular em todas as partidas e fez 861 minutos, ao contrário dos 649 atuais. Marcou mais do dobro dos golos, dez contra os quatro de 2020/2021 e contava ainda com três assistências. A temporada anterior foi amarga para o Benfica, com o FC Porto a conquistar campeonato e Taça de Portugal, mas a estatística mostrou um Pizzi demolidor. Terminou 2019/2020 com 30 golos (18 na Liga a um de Carlos Vinícius, vencedor de A BOLA de Prata) e 18 assistências. Na paragem devido ao Covid-19, Pizzi confessou que a pandemia lhe tirou a hipótese de fazer a temporada mais histórica da carreira. Acabou por fazer, mas o Covid-19 roubou-lhe ímpeto. Apontou apenas quatro golos depois da paragem e não alcançou o objetivo de alcançar os 32 golos de Bruno Fernandes no Sporting em 2018/2019, o médio mais concretizador de sempre na Europa.

A posição faz a diferença

Em 2014/2015, Jorge Jesus fez de Pizzi um 8, mas chegou a dizer que, se o futebol fosse como o andebol, Pizzi só jogava ao ataque e era substituído quando a equipa defendesse. Bruno Lage foi o treinador que melhor o aproveitou. Com Lage, Pizzi jogava a extremo-direito, mas em posições interiores, e era ali que a influência dele mais se fazia sentir. Os números não enganam.

Jorge Jesus insiste que Pizzi não é jogador de corredor e tem colocado o médio quase sempre em posições centrais. Esse tem sido um dos problemas do internacional português. Pizzi já jogou a segundo avançado com PAOK e Rangers, foi ala direito com Lech Poznan e Boavista (saiu ao intervalo em ambos) e tem jogado mais a meio-campo com Gabriel, Weigl e Samaris.

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