Rendimento de Otamendi aquém do estatuto anunciado

Foi uma das contratações mais sonantes do Benfica esta temporada e, à primeira vista, a vaga de Rúben Dias estaria colmatada ao mais alto nível por Nicolás Otamendi. Depois de seis temporadas e 210 jogos pelo Manchester City, o internacional argentino, de 32 anos, chegou à Luz. O passado no FC Porto levou a algumas críticas iniciais, intensificadas com Jorge Jesus a entregar a braçadeira de capitão ao argentino, por entender que o estatuto de Otamendi impõe respeito a adversários e árbitros. Mas agora é o rendimento do central que está a causar problemas. E o terceiro golo sofrido anteontem com o SC Braga, numa falha de comunicação com Vlachodimos, aumentou ainda mais a desconfiança.

Otamendi chegou ao Benfica e foi logo titular. À terceira jornada, o defesa jogou ao lado de Jardel – Vertonghen estava lesionado – com o Farense. A primeira parte correu bem, mas o segundo tempo foi um desastre. Primeiro fez falta para penálti (pisão claro a Stojiljkovic) e, perto do fim, foi desarmado por Patrick e este fez o 2-3 final. Jorge Jesus justificou os erros de Otamendi com a falta de ritmo e o cansaço do central por não ter competição até àquela data.

Mas os problemas não se ficaram por aqui. Contra o Rangers, o jogador argentino foi expulso depois de ter sido batido em velocidade por Ryan Kent, após lançamento em profundidade.

Anteontem, o jogo com o SC Braga reforçou o mau momento. No 0-1, com a equipa posicionada para jogar curto e com posicionamento aberto, Otamendi optou por jogar longo e para o meio-campo contrário. A recuperação rápida do SC Braga e a passividade do meio-campo do Benfica estenderam a passadeira a Iuri Medeiros. No 0-3 descoordenação total com Vlachodimos.

O central argentino tem sido um dos problemas mais visíveis da falta de acerto da defesa do Benfica, mas o problema está a ser mais profundo. Com jogos de três em três dias e sem tempo para se treinar, o Benfica defende mal como equipa. E os dois centrais, Otamendi e Vertonghen, dois jogadores que fizeram carreira na Premier League, não estão a ser a solução.

Os encarnados sofrem em demasia com lançamentos em profundidade e a linha defensiva subida, imagem de marca de Jorge Jesus, acaba por ser um alvo para os adversários. E estes castigam o Benfica.  A falta de apoio do meio-campo aumenta o problema. O Lech Poznan marcou assim, com Ishak a aparecer na zona do argentino, depois de bola nas costas da defesa. Nesse jogo os encarnados sentiram muitos problemas nesse aspeto. O mesmo aconteceu na derrota do Bessa. O Rangers foi só mais um a aproveitar.

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