Benfica foi do desastre ao menos mal com um herói vindo do banco

Montanha-russa de emoções no Estádio da Luz no jogo da 3.ª jornada do Grupo D da Liga Europa. O Benfica começou bem, mas depois, debaixo de chuva, com menos um jogador, viu-se a perder (1-3). Recuperou na ponta final, com Rafa (golo), Waldschmidt (assistência) e Darwin (assistência e golo) a autenticarem o empate (3-3).

A primeira parte deste jogo europeu no Estádio da Luz foi de contrastes, de mel e de fel para o Benfica, que, com a igualdade final, ainda haveria de bater o recorde de jogos consecutivos (24!) sem perder em casa da Liga Europa.

Auspicioso, o começo da partida lavrou um momento de celebração para os comandados de Jorge Jesus, que ao minuto 2 se adiantaram no marcador. Pizzi pressionou na área escocesa, a posse de bola passou para as águias e Rafa, na zona de rigor, avançou, rompeu e cruzou para a boca da baliza, onde Goldson, central que vigiava Seferovic, intercetou o esférico na direção das próprias redes. Com um autogolo a seu favor, o Benfica saía na frente (1-0).

Pizzi e Vertonghen

Com um bom desempenho tático, a equipa benfiquista, que teve Weigl, Taarabt, Rafa e Everton no meio-campo titular (além de Pizzi, que fazia a ligação ao avançado Seferovic), pressionava alto e complicava a construção de jogo do Rangers. Ao minuto 10, um ataque rápido dos encarnados, que teve Nuno Tavares e Everton no desenvolvimento e Pizzi na conclusão, por pouco não foi capitalizado e transformado em golo.

Chovia copiosamente nesta altura do encontro, mas, tirando isso, tudo corria bem e de feição para o Benfica. Até que, ao minuto 19, o árbitro espanhol Jesús Gil Manzano assinalou uma falta de Otamendi sobre Kent, à entrada da área das águias, e sancionou o central com um cartão vermelho direto. A equipa ficava reduzida a dez unidades, e Jorge Jesus foi célere a reagir, reequilibrando a equipa com a entrada de Jardel (para fazer dupla com Vertonghen no centro da defesa), sacrificando Pizzi, que foi substituído (21′).

Benfica-Rangers

O cenário piorou aos 24′, quando Tavernier conseguiu cruzar a partir do lado direito do ataque e depois, na tentativa de corte, Diogo Gonçalves fez um autogolo (1-1). E complicou-se ainda mais no lance seguinte (25′), quando Kamara teve espaço à entrada da área para rematar e acertou no alvo, colocando a bola junto ao poste esquerdo (1-2). Aribo, num golpe de cabeça aos 31′, poderia ter agravado o quadro.

Benfica-Rangers

O Benfica, que não estava a conseguir estender as suas linhas e levar a bola com perigo até à área do Rangers, voltou do intervalo com duas novidades na equipa: saíram Diogo Gonçalves e Nuno Tavares, entraram Gilberto e Grimaldo. A equipa teve mais bola neste arranque, mas quem marcou foi o Rangers: Morelos, aos 51′, aproveitou, sobre o segundo poste, a bola cruzada por Tavernier sobre o lado direito da área (1-3).

Houve espaço para Rafa embalar com bola ao minuto 54, e o camisola 27 das águias correu na direção da área escocesa. Seferovic também estava lá, perto da marca de penálti, mas o internacional português decidiu-se pelo remate, errando, porém, a baliza.

Darwin

Jorge Jesus fez novo retoque na estrutura da equipa, trocando Seferovic por Darwin aos 60′. Porém, uma perda de bola do Benfica na zona de saída, concedeu uma aberta para o Rangers colocar Kent a rematar na área. A bola foi devolvida pelo poste.

Já com Waldschmidt em campo (rendeu Everton aos 67′), o Benfica entrou numa fase em que conseguiu ter bola mais tempo, mas sentiu dificuldades para armar ataques e criar oportunidades. Até que, desmarcado por Waldschmidt, o uruguaio Darwin agitou as águas e, persistente, invadiu a área do Rangers pela esquerda, para depois assistir Rafa, que atirou para o 2-3 aos 77′.

Foi o toque, o clique, a chama que faltava para pegar fogo ao rastilho da esperança do lado do Benfica. Do outro lado, o Rangers, mesmo priorizando a gestão do resultado e da posse, não deixava de ser incómodo no ataque, e Odysseas teve de dizer “presente” ao minuto 87 perante a ameaça de Morelos.

Darwin e Waldschmidt

A redenção surgiu aos 90’+1′. No mesmo lance, encadeando ações, Waldschmidt e Darwin mostraram ao mundo muitas das suas qualidades. Com um fantástico passe, o internacional alemão rasgou a linha defensiva escocesa, procurando a desmarcação de Darwin, que recebeu o esférico, progrediu, encarou o guarda-redes McGregor e atirou para o fundo das redes. Estava feito o empate: 3-3! Volvido um minuto, o árbitro apitou para sinalizar o fim da partida.

Ambas com sete pontos no topo do Grupo D, as equipas vão reencontrar-se no dia 26 de novembro, em Glasgow, na 4.ª jornada da Liga Europa.

Antes disso, já no domingo, 8 de novembro, de novo no Estádio da Luz, o Benfica recebe o Braga na 7.ª jornada da Liga NOS. O pontapé de saída deste jogo está marcado para as 20h00.

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