Benfica perde invencibilidade na Liga com o Boavista

Na 6.ª jornada da Liga NOS, o Benfica, até aqui só com vitórias, cedeu os primeiros (três) pontos na prova. Numa noite “não” do coletivo encarnado, que, tanto a atacar como a defender, esteve longe da sua real capacidade, a derrota diante do Boavista no Estádio do Bessa (3-0) foi a consequência.

O primeiro momento vibrante no relvado do Bessa até foi pintado com as cores do Benfica ao minuto 11, mas acabou por ser invalidado. Darwin, rompendo a linha defensiva axadrezada, controlou o esférico e aplicou um bonito remate de pé esquerdo, levando a bola a beijar as redes. Festejou-se golo, mas o lance seria analisado pelo videoárbitro Vasco Santos e, depois disso, invalidado pela equipa de arbitragem liderada por Hugo Miguel. O camisola 9 das águias estava ligeiramente fora de jogo quando arrancou na direção da área contrária.

Consistente a tapar caminhos para a sua baliza e agressivo a “matar” os lances (somou 31 faltas), o Boavista foi, depois, ativo com bola, procurou a baliza de Odysseas e tirou proveito da desafinação dos encarnados na sua missão defensiva, sem bola. Aos 17′ uma falta de Everton na área sobre Angel Gomes originou um penálti contra. O boavisteiro foi para a marca dos onze metros e inaugurou o marcador (1-0 aos 18′).

Boavista Benfica 6.ª jornada Liga NOS

Com Gabriel, Taarabt, Pizzi e Everton no meio-campo, e ainda Waldschmidt e Darwin no ataque, o Benfica sentiu dificuldades para estender as suas ofensivas, carregar com frequência sobre a área axadrezada, criar oportunidades e visar as redes do antagonista. O melhor lance aconteceu ao minuto 30, quando Taarabt, sobre a direita, criou uma fenda na teia adversária e cruzou para o cabeceamento de Vertonghen. O guarda-redes Léo Jardim sacudiu por instinto, e depois surgiu um defensor a varrer o esférico de qualquer maneira pela linha de fundo.

Com e sem bola, a equipa do Benfica não mostrava frescura, não conseguia ser veloz para criar e impor o estilo de jogo asfixiante que a costuma caracterizar, e o Boavista aproveitou para fazer um segundo golo por intermédio de Elis aos 38′, a passe de Angel Gomes. O primeiro tempo terminaria com o resultado de 2-0 a favor dos anfitriões.

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A equipa encarnada reentrou no terreno de jogo com três modificações: saíram Gabriel, Pizzi e Everton, entraram Weigl, Rafa e Seferovic. De livre direto, aos 52′, as águias podiam ter reduzido, mas o tiro de Darwin saiu rente ao poste.

A circulação de bola por parte do Benfica era imprecisa, e a equipa divergia da sua identidade, não se conseguia projetar no ataque. Diogo Gonçalves, ao minuto 56, rendeu Gilberto. Era mais uma tentativa para alterar o cariz do encontro. Rafa e Darwin, com dois remates no mesmo minuto, viram Léo Jardim impedir o golo.

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Na última substituição de que dispunha, Jorge Jesus lançou Cervi para o lugar de Taarabt (62′), mas a dinâmica ofensiva não se transformou. O cenário ficou pior para as águias quando Hamache, num remate à entrada da área, assinou o 3-0, dando sequência ao ataque conduzido na direita por Paulinho (76′). Numa noite “não” do Benfica, a história e o resultado da partida estavam feitos.

O Benfica volta a jogar já na quinta-feira, dia 5 de novembro, recebendo o Rangers, às 17h55, no Estádio da Luz na 3.ª jornada do Grupo D da Liga Europa.

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