Resumo do mercado de transferência do Benfica em números

O Benfica equilibrou com €80,1 milhões de vendas e empréstimos o megainvestimento de €98,5 milhões na contratação de reforços. A diferença de €18,4 milhões neste balanço não é definitiva e poderá, a médio ou longo prazo, ser atenuada ou anulada se, por exemplo, os encarnados receberem bónus por desempenho de jogadores que deixaram a Luz, como Rúben Dias ou Filip Krovinovic ou o dinheiro de cláusulas de compra em alguns contratos de empréstimo, como Carlos Vinícius. E as águias ainda reservam percentagens de passe de jogadores que terminaram a ligação.

O Benfica foi o sexto clube mais gastador da Europa, apenas superado por Chelsea (€247,2 M), Man. City (156,8 M), Barcelona (€124 M), Juventus (€110,2 M) e Leeds (€105,2 M). O investimento só pôde ser feito pela solidez financeira – em setembro a SAD apresentou lucro de €41,7 milhões referente à época 2018/2019, segundo maior da sociedade anónima dos encarnados, naquele que foi o sétimo exercício consecutivo no verde. E Jorge Jesus só recebeu jogadores bem caros – Darwin Núñez, por exemplo, custou €24 milhões – porque se voltaram a verificar saídas. Se na época passada o exercício ficou marcado pela transferência de João Félix para o Atlético Madrid por €126 milhões, este ficará pelo adeus de Rúben Dias para o Man. City por €68 milhões. A partida do defesa-central ainda poderá deixar mais €3,6 milhões, dependentes de objetivos.

O valor recebido pelos empréstimos não é significativo na percentagem (15 por cento) do total da faturação – mas são €10 milhões. O Tottenham, neste caso, será o clube que mais pagará, desde logo €3 milhões por Carlos Vinícius e outros três por Gedson. Na última época a equipa do norte de Londres pagou €1,5 milhões do total de €4,5 da temporada e meia de cedência. Os restantes três, como tal, serão vencidos neste exercício.

Florentino Luís, Krovinovic, Jota, Tomás Tavares ou David Tavares manterão sempre a ligação ao Benfica após o final da época. Nenhum tem cláusula de opção de compra, permitindo aos encarnados fazê-los regressar ou negociar numa condição mais favorável se fizerem boas temporadas.

O Benfica mantém, também, percentagens de passes dos guarda-redes Bruno Varela e Ivan Zlobin, que saíram sem retorno financeiro imediato.

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