Dilema central para Jorge Jesus e SAD encarnada

Uma operação de última hora do Benfica no mercado de transferências, que encerra em Portugal a 6 de outubro, está a ser avaliada pela SAD encarnada, que pesa prós e contras em relação à contratação de um defesa-central, desejo antigo de Jorge Jesus, agudizado pela saída do principal jogador, Rúben Dias, vendido ao Manchester City por €68 M.

Independentemente de outras questões – oportunidade de negócio para posições diferentes ou colocação de dispensados -, a SAD tem de decidir rapidamente se comete mesmo a loucura que será necessária para contratar Rúben Semedo… ou não.

Além de todas as questões que complicaram o processo – intransigência de Pedro Martins, treinador do Olympiakos, que não quer perder central de 26 anos, assim como questões relacionadas com Evangelos Marinakis, presidente do clube grego, também com interesses no Nottingham Forest…  e que tem contas a fazer com as águias por causa de João Carvalho -, há ainda a recente contratação de Otamendi. Não ajudou o facto de o argentino ter chegado a Lisboa com o rótulo dos €15 milhões, precisamente o valor que o Olympiakos pede para ceder Rúben Semedo.

A vontade de Jesus – ter mais um central e que esse jogador seja Rúben Semedo – tem inclusivamente o apoio de Luís Filipe Vieira, presidente dos encarnados, e à partida estes dois elementos seriam por si só decisivos para avançar para a contratação, mas há que pesar desenvolvimentos recentes relacionados com finanças e a entrada do dinheiro de Rúben Dias não significa por si só que as águias estejam a nadar em dinheiro.

Rúben Dias, Vertonghen, Jardel, Ferro e Morato. Esta era a situação do eixo defensivo há poucas semanas, com o primeiro ainda firme na Luz e a formar dupla com o central belga. Depois, Jardel, ainda sem a lesão muscular que o obrigou a parar. Morato parecia longe da ribalta, na equipa B. Ferro, em teoria a quarta opção, estava em causa, perdera a titularidade e o estatuto, precisava de local para voltar a jogar, a saída era a principal… saída, apesar de Jesus lhe ter comunicado que contava com ele e que podia ser jogador importante se corrigisse determinados aspetos – a agressividade. Rúben Semedo estava nos planos. Hoje continua, mas mais difícil, nos planos da águia e já não há Rúben Dias. Jardel está lesionado há muito, Ferro parece vir logo atrás de Vertonghen e Otamendi.

Dupla inédita à vista

Seja qual for a dupla escolhida, Jorge Jesus, treinador dos encarnados, apostará sempre em composição inédita do eixo defensivo, face à falta de Rúben Dias, que até no jogo de despedida, Moreirense, teve influência, marcando o primeiros dos dois golos do (2-0).
Com Jardel ainda a recuperar de lesão, a dupla de centrais que vai enfrentar amanhã o Farense, no Estádio da Luz, sairá sempre da tripla Ferro, Vertonghen e Otamendi.

Este último, com alguma ironia, até poderá avançar já para a titularidade, apesar de estar longe do ritmo ideal, dado que não foi opção no Manchester City, antes de sair para a Luz. Se Vertonghen não recuperar de problema num olho então o argentino terá mesmo de jogar ao lado de Ferro, o central em melhores condições.

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