Presidente do Corinthians ataca Vieira por ser obrigado a cumprir o acordado

O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, criticou duramente Luís Filipe Vieira acerca das negociações por Pedrinho. O primeiro acordo entre o Benfica e o Corinthians era de €20 milhões, mas o clube brasileiro não avançou para a compra de Yony González, e o Benfica pediu renegociação do negócio. Pedrinho custará €18 milhões, menos dois milhões do que na primeira transferência.

«P**a que pariu esse cara, pensa que tem o rei na barriga, esse filho da mãe», acusou o líder do Corinthians, ontem, em entrevista na Fox Sports Brasil, com o jornalista Benjamin Back. Andrés Sanchez explica o que aconteceu entre ele e Luís Filipe Vieira, e acusa-o de não ter enviado as garantias bancárias para o Corinthians antecipar a venda do extremo e pagar salários em atraso.

«Fizemos um acordo de vender o Pedrinho por €20 milhões, e eu tinha de comprar o Yony por €3 milhões. Quis pôr os dois no mesmo contrato, mas falei que não. A venda do Pedrinho é uma coisa, a compra do Yony é outra. Ficou acertado que íamos comprar. Ele tinha de dar uma carta ao Corinthians para o Corinthians ter acesso a antecipação da venda nos bancos. A uma certa altura, vimos no contrato que ele fez e nós aceitámos que o Yony tinha de fazer cinco jogos para efetuarmos a compra. Com a pandemia, o Yony só tinha feito quatro jogos. Enviei um email para ele, em português com certeza, para ele entender que, se ele não desse essa carta, íamos devolver o Yony. Foi o que aconteceu», referiu Andrés Sanchez. A relação entre os dois azedou ainda mais.

«Ele não deu a carta, nós devolvemos o Yony. Ele ficou nervoso, deu-lhe uns ataques, e quis descontar do Pedrinho os €3 milhões. Não aceitei. Quando falámos do Pedrinho, a oferta era de 15 a 18 milhões, e como íamos pagar 3
pelo Yony, ele queria pagar 17. Não acertámos. Depois teve um acordo, ele pagou €18 milhões pelo Pedrinho. Foi essa a negociação. Mas ele tratou muito mal o Corinthians, faltou-me ao respeito, mas faz parte. Não é a primeira vez. Já na venda do Elias na época, ele pensa que é o presidente do planeta, mas ele é simplesmente o presidente do Benfica. Ele acha o clube dele muito grande, e o Corinthians pequeno. Achou que éramos terceiro mundo, do Brasil», completou.

Jorge Jesus também não escapou a alguns reparos por parte do presidente do Corinthians. Andrés Sanchez gostava que o treinador tivesse ficado no Flamengo para ver como seria o segundo ano, e critica a imprensa brasileira pelo endeusamento de Jesus no Brasil.

«Ganhou dois campeonatos. Fez uma grande campanha durante quatro meses. Está de parabéns, fez um grande trabalho, mas vocês [jornalistas] idolatraram-no muito. No Brasil a temporada é de um ano, ano e meio. Em quatro meses, a equipa encaixa e vai. Fizeram-no sair como ídolo, um herói. É um grande treinador, mas os treinadores brasileiros não devem nada a ele. Muitos já ganharam, outros vão ganhar bastante», declarou Andrés Sanchez.

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