De custo zero, Zivkovic não teve nada

Andrija Zivkovic, 24 anos, e Benfica separam-se, ontem, por mútuo acordo, um ano antes do termo do contrato assinado no verão de 2016. É o último capítulo de um adeus anunciado e que esteve muito perto de acontecer em janeiro, quando clube e extremo sérvio estiveram perto de assinar a rescisão de contrato. Que agora se verificou. Zivkovic recebe €1,8 milhões para deixar a Luz – esta época o Benfica teria de pagar €4,9 milhões, nos quais já estão incluídos os impostos, de salário ao internacional sérvio.

Contratado em 2016 depois de acabar contrato com o Partizan, Zivkovic chegou à Luz com o rótulo, aplicado pela imprensa sérvia, de ser uma das maiores promessas do país dele – tornou-se o mais novo (17 anos, sete meses e 18 dias) a jogar pela seleção principal e o mais novo capitão de sempre do Partizan. Atraiu interesse de vários clubes europeus e o Benfica decidiu fazer elevado investimento para assegurá-lo, na esperança de ter retorno desportivo e financeiro. Pagou €6,3 milhões para contratá-lo (prémio de assinatura e serviços de intermediação) e ofereceu-lhe salário correspondente às elevadas expetativas que nele depositou – em quatro anos, só em salários, custou cerca de €10 milhões aos encarnados.

A fatura que Zivkovic deixou na Luz foi pesada. Com este acordo, os encarnados evitam ainda despesa maior. É certo que avançam já com €1,8 milhões, mas livram-se do custo de €4,9 milhões do último ano de salário, além do pagamento de €3 milhões ao jogador caso o conseguissem transferir. Em janeiro, Benfica e Zivkovic negociaram a rescisão, por valor semelhante, o que permitiria a saída para o Olympiakos. Mas, na altura, o extremo sérvio não quis assinar o divórcio porque queria ganhar €2,5 milhões limpos (valor do último ano de contrato no Benfica) em Atenas. E não houve entendimento.

Sem nunca conseguir afirmar-se como titular indiscutível com Rui Vitória – viveu bom período quando foi utilizado a médio-interior esquerdo -, Zivkovic foi perdendo influência e sendo cada vez menos utilizado. Com Bruno Lage só jogou 13 vezes e com Nélson Veríssimo uma. Não fazia parte dos planos de Jorge Jesus e encontra, agora, uma saída para tentar recuperar o tempo perdido. No Benfica venceu dois campeonatos e uma Taça de Portugal.

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