Veríssimo orienta Benfica no seu primeiro jogo de Taça de sempre

Nélson Veríssimo será o 26.º treinador a orientar o Benfica numa final da Taça de Portugal. O atual técnico dos encarnados é ainda o segundo da história das águias a estar numa final de taça sem antes (na mesma época ou não) ter dirigido a equipa na prova. Enquanto jogador, Veríssimo ajudou o V. Setúbal, em 2005, na campanha vitoriosa na Taça de Portugal (2-1 ao Benfica de Trapattoni), mas sem ter jogado a final.

A única vez que um treinador orientou a final sem ter disputado as eliminatórias aconteceu a 1 de julho de 1962, quando Fernando Caiado esteve no banco no triunfo sobre o V. Setúbal (3-0), embora nos anteriores 11 jogos da campanha (2 com o Caldas, 3 com a CUF – com desempate -, 2 com o FC Porto, 2 com o Ferroviário da Beira e 2 com o V. Guimarães) tenha sido Béla Guttmann a dirigir. O treinador húngaro vencera a Taça dos Campeões Europeus a 2 de maio de 1962 (5-3 ao Real Madrid) e assegurara a presença na final da Taça de Portugal (2-2 e 6-0 com o V. Guimarães, a 17 e 24 de junho), embora tivesse sido apenas 3.º classificado no campeonato. E quis sair logo para os uruguaios do Peñarol. Assim, na final de taça de 1961/62, quem esteve no banco foi Fernando Caiado, seu adjunto. E os encarnados bateram o V. Setúbal, com bis de Eusébio e um golo de Cavém.

Mais cinco treinadores do Benfica estiveram na final da Taça de Portugal sem que tenham sido eles a iniciar a época: José Valdivieso (1958/1959), Fernando Cabrita (1973/1974), Toni (1992/1993), Mário Wilson (1995/1996) e Manuel José (1996/1997). Todos eles, porém, ao contrário de Fernando Caiado e agora de Nélson Veríssimo, dirigiram a equipa em jogos anteriores da taça dessa época.

Nélson Veríssimo pode juntar-se aos 19 treinadores do Benfica que ganharam finais de Taça de Portugal: Janos Biri, Ted Smith, Cândido Tavares, Ribeiro dos Reis, Otto Glória, José Valdivieso, Fernando Caiado, Lajos Czeizler, José Augusto, Jimmy Hagan, Mário Wilson, Lajos Baroti, Sven-Goran Eriksson, Pal Csernai, John Mortimore, Toni, José Antonio Camacho, Jorge Jesus e Rui Vitória.

Ou pode integrar o lote dos dez que a perderam: Lipo Herczka, Otto Glória, Elek Schwartz, Jimmy Hagan, Fernando Cabrita, Milorad Pavic, Toni, Manuel José, Giovanni Trapattoni e Jorge Jesus.

Quatro treinadores estiveram dos dois lados. O ganhador e o perdedor: Otto Glória, Jimmy Hagan, Toni e Jorge Jesus.

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