Rui Costa ganha importãncia com a chegada de Jorge Jesus

Reencontro cinco anos volvidos. O regresso de Jorge Jesus ao comando da equipa técnica do Benfica permite ao treinador voltar a trabalhar com uma das poucas pessoas por quem sempre admitiu profunda admiração e respeito mesmo logo após a saída em 2015, quando deixou o Benfica pelo Sporting: Rui Manuel César Costa. Aos 48 anos, o administrador e diretor desportivo dos encarnados permanece como uma das maiores figuras contemporâneas dos encarnados não só por tudo aquilo que foi enquanto jogador, mas também pelo muito que tem contribuído para o sucesso das águias na última década.

À imagem do que sucedeu em 2009, quando Jorge Jesus pela primeira vez entrou na Luz, Rui Costa terá de novo, mais de dez anos depois, papel de relevo para desempenhar a ligação entre equipa técnica, balneário e administração da SAD. Ele, melhor do que ninguém, conhece bem os cantos da casa, domina todos os processos relacionados com o futebol e sabe como relacionar-se com Jesus, afinal estiveram próximos de 2009 a 2015. «Ele é o único elemento daquela estrutura toda que percebe de futebol, é o único elemento que tem algum conhecimento das coisas. É, na minha opinião, o elemento que dá àquelas pessoas que gravitam todas à volta da estrutura do futebol, e que não entendem nada daquilo, alguma sustentabilidade ao nível do conhecimento do jogo e do jogador. O eventual futuro que o Benfica possa ter no futebol, ou passa pelo Rui Costa, ou não passa por ninguém», sublinhou Jorge Jesus em 2015, já ao serviço do Sporting, numa entrevista à GQ, revista que o considerou então o homem do ano.

E é essa proximidade reforçada que Jesus pretende precisamente que Rui Costa exerça nesta altura. Com trabalho muitas vezes invisível e frequentemente apontado por não intervir de forma pública no trabalho das águias, a verdade é que a experiência acumulada enquanto dirigente é na atualidade bem diferente da que tinha, por exemplo, em 2009 quando Jesus chegou. Assim como também a tarimba do treinador que agora volta à Luz será diferente da que tinha quando saiu em 2015.

Numa altura em que se adivinham mudanças profundas principalmente ao nível do plantel, com entradas e saídas de jogadores, a presença de Rui Costa será também um aporte às exigências do treinador. Conhecedor profundo do mercado, líder do departamento de scouting das águias, o administrador terá capacidade para responder em curto espaço de tempo e indicar nomes dentro do perfil desejado.

Rui Costa tem, por outro lado, confiança grande em toda a estrutura montada em redor do futebol e que tem em Tiago Pinto, diretor-geral, um dos homens fortes e principal dinamizador. E a menos que Tiago Pinto entenda ser altura de mudar de funções, dificilmente entrará alguém para o lugar dele. Mesmo que Jesus assim o deseje.

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