Jota reclama minutos para explodir de vez

Aquele que há dois ou três anos era apontado  como o jogador mais valioso da formação do Benfica, à frente do próprio João Félix, vive dias de incerteza no clube da Luz, dado que não se afirmou quando a aposta na formação era total e deve agora lidar com algumas dúvidas em função da troca de treinadores e da eventual entrada de Jorge Jesus para o comando técnico das águias.

Jota, de 21 anos, está a viver aquilo que pode chamar-se de  temporada frustrante. Por um lado, participou em muitos encontros, 25 no total, para as mais diversas frentes – 17 no campeonato, 1 na Taça de Portugal, 1 na Supertaça, 3 de Taça da Liga, 2 na Liga dos Campeões, 1 na Liga Europa -, mas só teve direito a meia dúzia de partidas como titular, três delas na Taça da Liga, onde aproveitou muito bem a confiança de Bruno Lage, o então treinador dos encarnados, apontando dois golos que fizeram dele o melhor marcador da equipa na competição.

Os minutos, apenas 576, são poucos, dizem que o jogador tem média de pouco mais de 20 por jogo, o que não deu para grande coisa, até porque muitas vezes a entrada em campo aconteceu quando a equipa se encontrava em dificuldades.

As coisas para Jota funcionaram ao contrário: na tal aposta total na formação com Bruno Lage passou ao lado da afirmação, mas com a saída do treinador acaba por ver a sua carreira de alguma forma relançada, mesmo sem efeitos práticos até ao momento. Não obstante, com Nélson Veríssimo no comando técnico foi utilizado em todas as partidas, ainda que saísse do banco a poucos minutos do fim nos encontros com Boavista, Famalicão e Vitória de Guimarães. Mas há quem nem sequer possa dar-se a esse luxo, servindo de exemplo Dyego Sousa, opção quase sempre tida em conta por Bruno Lage e totalmente à margem das escolhas com Nélson Veríssimo.

Jota vai, pois, contando os minutos que vai tendo, na expectativa de fazer algo que o ajude a destacar-se, numa altura em que a SAD benfiquista pondera seriamente elevar o investimento em reforços (mesmo com a garantia de que isso não terá custos na aposta na formação). Para o atacante português internacional sub-21 a possibilidade de voltar a jogar como titular esta temporada é legítima, tanto mais que está aí o jogo com o Aves, que parece perfeito para dar oportunidades e testar novas soluções tendo em conta o encerramento da temporada contra Sporting e FC Porto.

E jogar nas Aves nem seria uma grande surpresa para Jota, não apenas porque tem de facto entrado nas opções de Veríssimo, mas também porque os dois homens das alas da atualidade, Pizzi e Cervi, não estão propriamente a atravessar grandes momentos de forma. E Jota pode jogar por qualquer um desses lados, tal com Rafa, enorme concorrente ao onze, também a precisar muito de ação.

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