Interesse do Benfica em Jorge Jesus origina crise no Flamengo

Jorge Jesus passa pelo momento mais crítico desde que há cerca de um ano e um mês chegou ao Brasil. Com o tabu do interesse do Benfica no seu concurso como pano de fundo, o treinador português sofre com um Flamengo aparentemente menos dominador em campo do que no passado recente e com as consequentes críticas da imprensa às suas opções técnicas e táticas e até ao seu comportamento no banco de suplentes.

«Ele em pouco tempo transformou o Flamengo numa máquina de vencer e mostrou toda a sua personalidade agitada. Porém, as coisas mudaram desde que recebeu proposta tentadora do Benfica. Os gritos e gestos à beira do relvado deram lugar a um Jorge Jesus silencioso e observador. De longe, parece até outra pessoa. Com o Fluminense, domingo, ficou mais reservado durante os 90 minutos», escrevem no portal UOL Caio Blois e Bernardo Gentile.

Para aumentar o clima de incerteza, JJ ainda não se pronunciou sobre o interesse encarnado. Por causa do diferendo entre TV Globo e Flamengo, o treinador só tem falado à televisão oficial do clube, a Fla TV, onde perguntas sobre o Benfica estão, aparentemente, vetadas. Pode ser só coincidência mas, enquanto dura o mistério do seu regresso ou não a Portugal, o rendimento dos campeões brasileiros e sul-americanos caiu.

A quebra de rendimento do Fla já mereceu críticas da imprensa – mas até aí seria natural porque essa é uma das funções de jornalistas e comentadores. Mais estranho são as censuras públicas de adeptos flamenguistas ao treinador nas redes sociais. «Que porra é essa?», «porquê Diego?», «como é que ER7 fica no banco?», «tirou o Gerson?», reagiram torcedores ao verificar que Jesus havia mudado peças no onze titular.

O clube, é verdade, está a um mero empate no Fla-Flu de quinta-feira para ser campeão carioca mas no duelo da primeira mão, no domingo, apesar do 2-1 final, foi dominado pelo rival ao longo de largos momentos da partida, o que é uma situação quase inédita desde que se tornou técnico rubro-negro. E na quinta-feira anterior, na final da Taça Rio, também teve de correr atrás do resultado.

Como a meio da partida, as circunstâncias obrigaram o português a fazer entrar a maioria dos titulares no lugar dos seus substitutos, JJ foi responsabilizado pela exibição sofrível da equipa frente a um Flu mais determinado. E para o jogo da segunda mão terá de usar necessariamente o eficaz Pedro no lugar da estrela da companhia, Gabigol, expulso nos instantes finais do dérbi de domingo. 

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