Jogadores contavam com Renato Paiva mas foi Veríssimo a dar o treino

O plantel benfiquista acusou a saída de Bruno Lage e ontem, sensivelmente 24 horas depois da conversa de despedida do grupo, o ambiente ainda não era perfeito.

Houve preocupação generalizada em não deixar sair o teor da conversa entre Bruno Lage e os jogadores e, na realidade, pouco se soube sobre aquilo que se passou no balneário dos encarnados. Foi ali que técnico e jogadores se reuniram, com a presença do presidente, Luís Filipe Vieira, do diretor desportivo e administrador da SAD, Rui Costa, e do diretor geral para o futebol, Tiago Pinto.
A porta estava fechada e tudo o que foi dito lá dentro ficou lá dentro, depois Bruno Lage deslocou-se para o ginásio onde teve oportunidade de despedir-se das outras pessoas que com ele trabalharam  e que não foram poucas, dado que o futebol profissional envolve atividades diversas, que vão por exemplo dos elementos ligados ao departamento médico aos homens que tratam da segurança do grupo.

A equipa técnica esteve junta pela última vez nessa circunstância, depois Bruno Lage, Alexandre Silva (preparador-físico) e Jhony Conceição (analista) abandonaram de carro o centro de estágio.

Minervino Pietra, adjunto residente, pois integra equipas técnicas por indicação do Benfica, assim como Fernando Ferreira, treinador de guarda-redes, e Veríssimo, adjunto principal de Bruno Lage, continuam no clube. Aliás, Veríssimo, homem da confiança de Luís Filipe Vieira desde que se encontraram no Alverca – um era jogador, o outro presidente – foi a escolha do líder encarnado para dirigir os treinos e o plantel (pelo menos) até ao jogo com o Boavista. E numa altura em que o segundo lugar não é ainda definitivo e há que preparar também a equipa para a final da Taça de Portugal com o FC Porto.

Não surpreende, pois, a confiança de Vieira em Veríssimo, mas parte significativa do plantel não esperava a escolha do adjunto principal que saiu para conduzir a equipa, pois não costuma ser assim. Os jogadores foram apanhados de surpresa, esperavam que fosse o técnico da equipa B, em teoria o segundo da hierarquia no clube, a assumir o plantel. Não obstante, a transição foi natural e Veríssimo não encontrou qualquer resistência por parte dos futebolistas. 

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