Garra de Samaris perde para eficácia de Weigl

Andreas Samaris é um dos jogadores preferidos dos adeptos do Benfica, que sempre pediram a titularidade do grego. Na Madeira, último jogo de Bruno Lage, o médio de 31 anos beneficiou do castigo de Gabriel e da lesão de Taarabt e voltou ao meio-campo. Mas o jogo com o Marítimo mostrou toda a eficácia de Julian Weigl, reforço de janeiro, contratado por €20 milhões ao Dortmund. E ficou a ideia de que dificilmente os dois possam ser compatíveis na mesma equipa.

O que mais chamou à atenção na exibição do médio alemão de 24 anos com o Marítimo foi a percentagem de eficácia de passe: 100 por cento. Segundo dados do site de estatística Whoscored.com, Weigl tocou 106 vezes na bola, fez 87 passes, dez dos quais longos. Todos encontraram destinatário. Andreas Samaris, por seu lado, tocou 55 vezes na bola, fez 44 passes, sete dos quais longos. Destes apenas quatro tiveram acerto. A percentagem de eficácia de passe do internacional helénico foi de 84,1 por cento.

Samaris, recorde-se, esteve em campo apenas 58 minutos. Bruno Lage preferiu manter Weigl em campo e recuar Chiquinho quando chegou a altura de arriscar mais com as entradas de Rafa e Seferovic.

Além do passe, Samaris teve dois carrinhos, uma interceção e um cruzamento. Sofreu três faltas e foi uma vez desarmado. Com 90 minutos em campo, Weigl teve, forçosamente, mais ações em jogo. O jogador germânico ganhou dois duelos aéreos, rematou duas vezes, fez cinco dribles e três carrinhos. Somou ainda um cruzamento e uma falta sofrida.

Julian Weigl fez com o Marítimo o 16.º jogo pelo Benfica, num total de 1250 minutos. Samaris tem mais jogos (22), mas apenas 911 minutos, o que faz de Weigl mais utilizado apesar de ter chegado em janeiro. Em jogos da Liga, a influência do alemão está a aumentar. Atualmente, tem uma média de 52 passes por jogo, com 91,4 por cento de eficácia.

Samaris tem sido menos utilizado esta época. O grego foi titular 12 vezes, mas só não foi substituído três vezes. Em muitos jogos, o rendimento do grego não estava a agradar e foi sacrificado. Em dois desses encontros, saiu ao intervalo (FC Porto e Vizela).

Com Bruno Lage, Samaris sempre foi visto como uma das soluções para jogar contra defesas com cinco jogadores. O agora ex-treinador do Benfica considerava que o grego era dos melhores jogadores a colocar bolas nas costas das defesas adversárias. Mas nem sempre resultava.

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