Que modelo de treinador é o melhor para o Benfica?

Bruno Lage tem uma última cartada para jogar no Funchal. Sem comunicados ou notas oficiais, a direcção da SAD optou por dar ao técnico setubalense uma última chance para ganhar créditos junto da estrutura e adeptos. Talvez até junto do seu próprio plantel. 

A decisão deverá ter sido tomada tendo em consideração o enquadramento das águias e da época, assim como dos potenciais candidatos a ocupar o lugar do mister ainda em funções. O nome mais falado pela imprensa é o de Jorge Jesus, mas este estará amarrado ao Flamengo e custa caro libertar dessas amarras. Fala-se ainda de Marco Silva e Leonardo Jardim. Nenhum parece inclinado para pegar na equipa a seis jornadas do fim e em cacos. Até porque no final da época muitas vagas poderão abrir para clubes das principais ligas europeias. O treinador madeirense foi mesmo claro nesse aspecto. Um regresso a Portugal estará descartado. 

Mas acima de tudo, antes de saber qual o treinador que interessa contratar, será importante que tipo de treinador se enquadrará no projecto encarnado. Virado o paradigma com a troca de Jesus por Vitória, as águias voltaram-se para uma aposta mais vincada no producto vindo da sua academia. Rui Vitória lançou com sucesso Lindelof, Gonçalo Guedes, Renato Sanches ou Rúben Dias. Já Bruno Lage lançou definitivamente João Félix, consolidou Ferro, lançou Tomás e Nuno Tavares, assim como Florentino, Gedson Fernandes ou ainda mais recentemente Tiago Dantas. O problema não está aqui, nem poderia estar. Talvez uma promoção em excesso possa ser um problema, mas o é porque no plantel principal já encontram craques como Luisão, Sálvio, Gaitán, Aimar ou Saviola e Garay. O desinvestimento anual do plantel parece tirar aos jovens modelos no treino de nível mundial, e a equipa ressente-se. 

Vamos então a modelos de treinador que possam servir ao Benfica. Vamos dividir em várias opções. 

Opção 1: Comecemos pelo modelo do treinador da casa, que conhece como ninguém os jogadores vindos do Benfica Campus ao ponto de saberem quem lançar na primeira equipa. Neste capítulo, e depois de Rui Vitória (sim passou pela formação do Benfica) e de Bruno Lage, os nomes seguintes só podem ser dois. Renato Paiva é o actual treinador da equipa B do Benfica, e visto na estrutura como um técnico de grandes atributos e disciplina. Várias vezes campeão nas camadas jovens, conhece como ninguém todos os craques a despontar nesta altura. esta hipótese tem adeptos, mas não da parte do próprio. O Renato deverá querer consolidar a sua posição na primeira experiência nos séniores enquanto comandante da equipa secundária. Depois há João Tralhão. Técnico livre de compromissos e que passou muitos anos na formação. Foi a sua saída que abriu espaço para Renato Paiva subir aos bês. Nessa altura Tralhão decidiu partir e abraçar aventura no Mónaco como adjunto de Thierry Henry. As coisas não correram bem, e depressa ficou desempregado. É visto agora a comentar no Canal 11. 

Opção 2: O treinador experiente conhecedor do futebol português, e das suas bases de formação. Com Jorge Jesus fora destas contas, e Leonardo Jardim renitente num regresso a Portugal, as opções não são talvez muito populares, mas numa análise estruturada, acabam por justificar uma opção. Toni é experiente, uma autoridade no futebol nacional e gosta de apostar na juventude. É também benfiquista e está livre. Quem não está livre mas poderá ter interesse em finalmente abraçar o projecto num dos grandes é o actual treinador do Gil Vicente. Vitor Oliveira é talvez dos mais experientes técnicos nas competições nacionais, e gosta de estar inserido em estruturas consolidadas e que criem boas condições de trabalho. O Benfica é o melhor nesse aspecto em Portugal. Mas há quem o julgue por ser o eterno treinador dos pequenos. O mestre das subidas e da 2ª Liga. É verdade mas há uma justificação nas palavras do próprio, pois este gosta de jogar para ganhar, e não tendo essa chance na 1ª Liga, fê-lo muitas vezes na divisão secundária somando vários títulos nesta categoria. Quem sabe o que pode fazer num grande como o Benfica?  

Ivo Pinto treina o Vitória de Guimarães mas não por muito tempo. Em final de contrato, o treinador português gosta de ter as suas equipas a jogar bem e destemidas. Com melhores condições e equipa, o técnico poderá ajudar o plantel do Benfica e ser ajudado na sua ascensão como grande técnico europeu. 

Opção 3: Técnico estrangeiro de nível internacional. Aqui perde-se o conhecimento profundo pelo futebol português e sobre os jogadores a despontar na formação das águias. Ganha-se no entanto algum respeito maior por parte dos jogadores, e visibilidade internacional. Um investimento salarial estaria em causa, mas isso também a SAD estará disposta no caso de Jorge Jesus, por isso… 

Nomes disponíveis, para não tornar a tarefa ainda mais dífícil, são surpreendentemente alguns. Escolhemos aqui alguns nomes que poderiam animar os adeptos e os jogadores. Desde os espanhóis Ernesto Valverde (ex-Barcelona) ou Unai Emery (ex-Arsenal), ou os italianos Massimiliano Allegri (ex-Juventos), Luciano Spalletti (ex-Inter Milão), Vincenzo Montella (ex-Fiorentina) ou ainda Cesare Prandelli (ex-Génova) que Rui Costa já tentou trazer no passado. O alemão Jürgen Klinsmann (ex-Hertha Berlim) está igualmente livre nesta altura. 

Na América latina há ainda grandes nomes sem vínculo nesta altura. À cabeça salta o argentino Maurício Pochettino (ex-Tottenham). Mas também o seu compatriota Manuel Pellegrini (ex-West Ham) é um nome a ter em conta. Já no Brasil temos disponivel o incontornável Luís Filipe Scolari (ex-Palmeiras). 

São três opções de treinadores para que têm uma coisa em comum, caso queiram alguns deles abraçar o projecto do Glorioso. Luisão deverá estar na equipa técnica na proxima temporada. Esta será uma adição de peso que nenhum deles poderá descurar. Na nossa opinião, e tendo já como experiência de que a opção primeira pelo treinador da casa é solução de curto prazo, a nossa escolha recaía entre o treinador português experiente ou no estrangeiro de prestígio. Mas neste caso todos teriam não só na sua equipa técnica o eterno capitão Luisão, como um dos tais treinadores da formação (Renato Paiva ou João Tralhão) como técnicos adjuntos. Desta forma a química poderia existir entre a exigência máxima de um grande treinador com o conhecimento profundo dos nossos jogadores da casa. E vocês o que acham? Qual a vossa opinião? 

Nuno Alexandre Costa 

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