Bruno Lage: “O lugar não é meu, é do Benfica”

O Benfica-Santa Clara (3-4), da 28.ª jornada da Liga NOS, foi analisado por Bruno Lage. O treinador reconheceu que quem marca três golos tem de conseguir vencer.

Bruno Lage explicou ainda a entrada em jogo de Zivkovic – a quem deixou elogios – e a aposta em Seferovic de início na frente de ataque; observou a juventude existente no plantel, mas sublinhou que é com empenho e muito trabalho que se regressa aos bons resultados.

Benfica-Santa Clara

Reentrada forte que não chegou

“Vou começar pela segunda parte. Fomos uma equipa que entrou muito forte, fez o golo do empate, voltou a conceder um golo de canto, reagiu, fez a reviravolta no marcador e depois, na minha opinião, oferece duas oportunidades ao Santa Clara, primeiro num penálti e numa carambola. Isto sem tirar mérito aos profissionais do Santa Clara. Estão a fazer um trabalho fantástico, mas foi o que senti.”

“A forma como sofremos quatro golos – e isto não é tirar mérito ao Santa Clara, que os aproveitou bem –, mas são duas carambolas, uma bola de canto, e depois um penálti quando fizemos a recuperação que fizemos… Ficamos tristes, muito tristes. Foi uma primeira parte equilibrada, sabíamos que o Santa Clara é uma equipa muito bem organizada, com uma ideia de jogo muito boa, no entanto, conseguimos tentar fazer o nosso jogo, criámos algumas oportunidades de golo – temos, inclusive, o Rafa com uma bola muito boa na cara do guarda-redes –, mas sofremos o golo contra a corrente do jogo. Na segunda parte, fruto das mexidas e pela intenção que pretendíamos para os segundos 45 minutos, entrámos muito fortes, a jogada do primeiro golo é fruto disso, da nossa dinâmica e da nossa qualidade… (…) Oferecemos um penálti e depois oferecemos esta última bola. Quem marca três golos e sai de uma recuperação de resultado, depois tem de ter a bola, tem de ter o jogo. Infelizmente não o conseguimos.”

“Tínhamos de fazer o nosso trabalho, tínhamos de vencer hoje o jogo. Fizemos três golos, não podíamos sofrer quatro. Os três pontos tinham de ser nossos. Agora é vencer o próximo jogo…” 

Benfica-Santa Clara

Estádio sem adeptos

“Mexe [com a cabeça dos jogadores], mas depois de três golos não podemos sofrer quatro… Estamos a jogar com o Estádio vazio. É um contexto que não é normal.”

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Estreia de Zivkovic em jogos da Liga nesta época

“O Zivkovic tem feito o trabalho que tem feito e senti que podia contar com ele. Ele podia trazer jogo interior e meia-distância, que é algo que tem de muito bom. Fico feliz por se ter reencontrado com o seu futebol e pela forma como entrou, porque ajudou a equipa no momento de reviravolta.”

“Os contextos e as oportunidades surgem na melhor altura. Independentemente do resultado ou da situação de não jogar há algum tempo, sinto que ele entrou bem, a equipa criou dinâmica, criou várias oportunidades do lado direito… Por isso, mérito dele, do trabalho dele, da forma como lutou para ter estas oportunidades. O Taarabt apresentou-se da mesma maneira, nunca se tinha estreado e entrou também com um resultado em 0-0 e entrou bem. O mais importante é terem oportunidades e ajudar a equipa a ter resultados para os quais temos de trabalhar.”

Benfica-Santa Clara

Seferovic sempre disponível

“O trabalho do ponta de lança é isto. É jogar e ter oportunidades. O Seferovic teve uma oportunidade e podia ter feito um golo; no jogo passado [com o Rio Ave] marcou um golo. O importante é estarem todos disponíveis para jogar.”

Benfica-Santa Clara

Aos resultados negativos responde-se com trabalho

“Com trabalho, com muito trabalho diário. É a única forma de convencer adeptos, jogadores e o empenho é o mesmo. A maneira como criámos, construímos e conseguimos os três golos, inclusive depois do 3-2, as várias oportunidades de golo que tivemos para transformar um resultado num 4-2 ou num 5-2, o Santa Clara acabou por fazer dois golos… Responde-se com o mesmo trabalho de sempre desde que cá cheguei, com os jogadores e com os nossos adeptos a continuar a apoiar a equipa como têm feito.”

Benfica-Santa Clara

Trilhar o caminho para fazer coisas boas

“Temos de dividir o que se passou até fevereiro e agora. Agora é um contexto diferente, mas temos tido oscilações. Já tivemos em vantagem várias vezes – aquilo que nos aconteceu na Champions e na Liga Europa, em que estivemos em vantagem e não conseguimos manter. Hoje aconteceu-nos o mesmo. Não é maturidade, mas é verdade que temos muita juventude na equipa. Não é desculpa, mas é um caminho que temos de fazer, todos juntos, independentemente da idade. A pressão vive-se neste Clube desde miúdo até aos seniores. Temos de saber lidar com esta pressão e ter a cabeça limpa para fazer as coisas boas em campo.”

Equipa

“O lugar [de treinador] não é meu, é do Benfica”

“Vou responder à pergunta de uma forma muito clara. Desde a 3.ª jornada com o FC Porto que vocês [jornalistas] estão muito preocupados com o meu lugar. Aliás, nem é desde essa jornada. É desde os dois primeiros jogos [na época passada]. Recordo-me perfeitamente que até chegaram a perguntar qual é que era o meu ordenado. Às vezes fico é a pensar quem é que vocês andam a tentar promover para ficar com o meu lugar. Ou quem é que vos anda a pagar almoços ou jantares, ou viagens, para entrar aqui no meu lugar. O lugar não é meu, é do Benfica.”

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