Empenho e dedicação dos jogadores faz acreditar Lage que é solução

Na antevisão ao jogo com o Rio Ave, em Vila do Conde, foi Bruno Lage instado a explicar por que motivos considera ter condições para continuar como treinador do Benfica.

«Primeiro, é a forma que tenho de estar na vida, de trabalhar, e depois verificar o empenho e dedicação de todos eles [jogadores] nos treinos. Viram a nossa intensidade e dinâmica na primeira parte [frente ao Portimonense] e atingir o 2-0. Com essa vantagem não podíamos deixar o Portimonense tomar conta do jogo em termos de posse de bola, tínhamos de continuar a pressionar», referiu, em conferência de imprensa.

«Toda a gente trabalha diariamente com grande empenho e dedicação para fazer o melhor. Não é de hoje, é desde o primeiro dia em que cá cheguei», afiançou Bruno Lage, acrescentando: «Vejo isso nos jogadores e, seguramente, é a minha forma de trabalhar e dedicar-me a esta profissão.»

«O que não é fundamental não entra em mim, não chega a mim. Vivo o dia-a-dia de forma tranquila mas com o empenho de sair de um jogo, arrumar, fazer a análise e não trazer nada de bom nem de mau para o jogo seguinte», explicou.

Numa altura em que o Benfica venceu apenas um dos últimos 11 encontros, Bruno Lage garante que os adeptos continuam a apoiar da mesma forma.

«Viver apaixonado é isso, o apoio é outra coisa. Se estão satisfeitas? Não, mas nós também queremos fazer mais e melhor. Toda a gente está empenhada e continua a fazer mais e melhor, as pessoas têm o Benfica como a paixão da sua vida. Nunca senti falta de apoio dos adeptos, nem eu nem os jogadores», assegurou, em conferência de imprensa.

Bruno Lage diz que o Benfica rubricou «45 minutos de excelência» no jogo com o Portimonense. Em Vila do Conde, frente a um Rio Ave «muito competente» e que representará um «desafio enorme» para as águias, o objetivo passa por «prolongar no tempo» a qualidade exibicional demonstrada na primeira parte do jogo no Algarve.

«O Rio Ave pretende chegar a lugares europeus e obter um feito histórico, o maior número de pontos conquistados pelo clube. Espero uma equipa muito competente, têm feito uma boa campanha em termos de pontuação e em termos de jogo jogado têm feito uma excelente campanha, em particular quando defrontam equipas como Sporting, FC Porto e nos dois jogos contra nós», analisou o treinador dos encarnados, em conferência de imprensa, destacando os «enormes valores individuais», o «enorme valor coletivo» e a «equipa técnica de excelência», liderada por Carlos Carvalhal, dos vila-condenses.

«É um desafio enorme e uma oportunidade enorme de fazermos aquilo que sabemos e pretendemos e que trabalhamos diariamente: procurar a excelência. E a excelência foi encontrada em 45 minutos de grande qualidade em Portimão, A semana toda a prepararmo-nos para o voltar a fazer e prolongar no tempo esses 45 minutos de excelência, perante uma equipa tão competente como Rio Ave», sublinhou Lage.

Andreas Samaris foi visto nas bancadas desolado com a perda de pontos em Portimão e foi também motivo de conversa na conferência de imprensa de Bruno Lage, depois do grego ter ficado de fora nos últimos dois encontros do Benfica.

«É uma questão de opção. Eu tenho uma boa memória, sou coerente. Há dois jogos atrás, depois do jogo com o Vitória, a pergunta era se o Gabriel também era um individuo importante para estar dentro de campo. Nos últimos quatro jogos, o Samaris esteve dentro de campo em dois. Com o Moreirense e o Vitória de Setúbal», afirmou.

«Todos os jogadores vivem o Benfica de forma apaixonada. Acha que não temos um líder dentro de campo? O Grimaldo, por exemplo, que vem de uma sequência de jogos fantástica, que nunca parou, treina e joga e que sai lesionado. Está no balneário a chorar e ninguém vê, com uma enorme tristeza de não conseguir dar o contributo amanhã. Ou como o Pizzi, que joga, tem muitos anos de Benfica, muitos títulos, marca 28 golos… Um médio que marca acima de 20 golos, com as assistências, acha que falta liderança à equipa? Não é apenas um jogador. Já tiveram todos dentro e fora», assegurou.

Uma primeira volta com apenas uma derrota, frente ao FC Porto, contrasta com os sete desaires em oito encontros assinados desde o Clássico de fevereiro, onde voltou a cair aos pés dos dragões. Para Bruno Lage, ainda assim, o empenho não é a causa de um Benfica de duas caras.

«Falta de empenho não é. É perceber que nessa sequência há uma paragem de três meses, não nos podemos esquecer dessa situação. Agora, é sair de um jogo e partir para outro, percebendo que o adversário no próximo nos vais expor diferentes problemas e explorar fragilidades. Para nós é uma oportunidade de fazer mais e melhor. Na primeira metade da época com um registo muito interessante e agora com menos produtivo, mas com o mesmo trabalho, os mesmos jogadores e treinador», afirmou, em conferência de imprensa.

«Houve uma coisa que desceu: o número de golos. Em oportunidades, eu lembro-me de termos sete com o Tondela. É responsabilizar os jogadores? Não. Até dois penáltis falhámos. Não marcamos tantos golos como é normal, mas estamos a criar as oportunidades», ressalvou.

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