“Talvez Bruno Lage pudesse ter reagido mais cedo em relação ao que o jogo estava a dar”

Depois de toda a turbulência pós-Tondela, do ataque ao autocarro e vandalismo na casa de treinador e jogadores, sem esquecer o discurso duro de Vieira no balneário, Toni, antigo jogador e treinador campeão pelas águias, viu «boa reação» da equipa em Portimão, ele que antes do jogo dissera que seria «muito mau sinal se os jogadores não reagirem».

«A ver o jogo percebeu-se que houve reação positiva nos primeiros 45 minutos, que foram dominados pelo Benfica, que pressionou alto e fez algo que há muito não se via, que foi a reação à perda da bola, que recuperava rápida e facilmente. E a equipa mostrou-se coesa. Conseguiu margem boa ao intervalo e sentiu-se que até ali tinha o adversário e o jogo controlados», analisou, assistindo depois a «segunda parte que foi a antítese da primeira», porque «o Benfica começou a ficar muito atrás e deu mais espaço ao portador da bola» e o «Portimonense pressionou mais», dando mostras de que «numa bola parada ou combinação ofensiva o golo podia surgir», para «recolocar no jogo» os algarvios. «E foi o que aconteceu», observou Toni, que assistiu a ponta final do Benfica «com mais coração do que razão» em segunda parte em que «andou atrás do jogo».

«Há demérito do Benfica, mas também há mérito do Portimonense e do Paulo Sérgio, que ao intervalo soube mexer no jogo, enquanto que o Benfica deixou de fazer o que foi fundamental na primeira parte para dominar, ou seja, ter boa circulação de bola e boa reação à perda. Foi Benfica de duas faces e pôs-se a jeito», concluiu Toni, que não quis aprofundar a questão sobre se Bruno Lage mexeu ou não tardiamente na equipa com três substituições aos 80’, depois de ter feito as primeiras por lesões de Jardel e Grimaldo.

«Talvez pudesse ter reagido mais cedo em relação ao que o jogo estava a dar, mas não é de hoje que isso acontece, já quando foi campeão era assim», assinalou, certo de que o Benfica não terá tarefa fácil a jogar sobre brasas em Vila do Conde.

«Julgo que o Rio Ave sofreu com esta paragem porque estava em grande momento e o jogo com o Paços mostrou que ainda não foi esse Rio Ave, mas é equipa que tem processos muito consolidados e que domina todos os momentos do jogo. Será difícil, ainda mais nestas circunstâncias de o Benfica ter de fazer alterações forçadas na defesa e precisando de capacidade para dar a volta a esta situação adversa», analisou.

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