Hélder Cristóvão: “Não é altura para olhar a exibições”

Para Hélder Cristóvão, 49 anos, «as exibições do Benfica não têm sido boas e não se pode tapar o sol com a peneira». O antigo central e capitão de equipa, também antigo técnico dos B do clube da Luz, não perde um jogo dos encarnados e as sensações mais recentes têm andado longe de ser boas.

«Não digo que seja falta de confiança, embora também possa passar por aí, mas tem faltado qualquer coisa, não digo maturidade, mas talvez alguma falta de liderança da parte dos jogadores também. Vê-se em alguns momentos de jogo que falta quem una a equipa lá dentro, que meta gelo, serene as coisas. E quando a equipa começa a sentir-se pressionada em termos de jogo começa a cometer muitos erros», avaliou Hélder Cristóvão, sem se deter na análise que fez: «Isto não é de agora, já vem de há 10 jogos ou mais. O Benfica tentou substituir jogadores para o que quer fazer e nunca teve ideia bem definida do que quer fazer. Cada jogador tem o seu perfil e identidade e desde o princípio [da época] , com o Raul de Tomas, por exemplo, o Benfica tentou fazer cópias de jogadores e não conseguiu. E é isso que vejo de fora, falta identidade coletiva.»

Em Portimão, prosseguiu Hélder, «o Benfica não se preparou ao intervalo para possível reação do Portimonense, que foi equipa muito frágil na primeira parte, sem ideias na construção, a jogar quase sempre de frente, e com o Benfica em 4x4x2, compacto, a ganhar as primeiras e segundas bolas». Mas logo no início da segunda parte a equipa de Paulo Sérgio deu mostras de não se render ao 0-2 ao intervalo.

«Entrou com ideia diferente, a assumir o jogo, a jogar entre linhas, a jogar mais curto, e criou muitas dificuldades ao Benfica. A partir dos 60 minutos os extremos do Benfica deixaram de baixar para fazer linha de quatro e o Portimonense ficou muito cómodo. Faltou essa leitura de jogo», vincou, não percebendo como a equipa não se soube fechar para segurar a vantagem.

«Nesta fase não é importante jogar bem, é importante ganhar, e o Benfica tinha tudo para ter ganhado. Se for para fechar, jogar feio, que seja, mas tinha de ter feito algo diferente para ganhar estes três pontos. Não é altura para olhar a exibições», argumentou o treinador, dando o exemplo do FC Porto: «Com o Marítimo sacrificou o jogo pela vitória, fez 1-0, acabou com o jogo entre linhas, cerrou os dentes e ganhou três pontos. Faltou isso ao Benfica em Portimão, abdicar do jogo bonito. Tinha feito primeira parte muito boa mesmo, mas este é um campeonato diferente… E se tivermos de jogar mal, que o façam nalguns momentos.»

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