Hélder Cristóvão: “Pepê consegue meter a bola onde quer”

Pepê foi ontem protagonista nas redes sociais do Vitória, pois completou 23 anos, mas tem sido protagonista nos conquistadores durante toda a temporada. O médio soma já 37 jogos e quatro golos – 22 na Liga e dois golos apontados -, e sem dúvida que é um dos destaques da equipa.

Foi formado no Benfica e completa a segunda época em Guimarães; na Luz, no Benfica B, foi aposta firme do então treinador Hélder Cristóvão, que o lançou em campo 40 vezes, em 2016/2017.

«Não, não me surpreende nada o protagonismo que ele está a conseguir. O Pedro é daqueles jogadores que está a atingir o ponto de maturação; mostra um entendimento incrível do jogo e foi o jogador mais clarividente que já treinei, na capacidade de decisão… consegue meter a bola onde quer», começa por analisar, Hélder Cristóvão, para logo a seguir lhe notar evolução: «Surpreendeu-me, sim, quando na primeira época no Vitória o vi a jogar a 8. O Pedro ganhou consistência física e espírito de sacrifício. As pessoas diziam que lhe faltava agressividade, penso que ele provou o contrário. O Ivo [Vieira] soube o que tinha ali e tem sabido potenciar o Pedro, que joga melhor como organizador de jogo mais recuado.»

Os elogios são muitos. «O futebol, atualmente, é dos mais inteligentes, e o Pedro reúne as duas coisas: qualidade técnica e inteligência.»

Antes de chegar ao Vitória, Pepê teve passagem muito discreta pela equipa principal do Benfica e foi, depois, cedido ao Estoril.

«Saiu da sua zona de conforto, que era o Benfica, ali vivia numa bolha. Nós também o protegemos muito, e ele sabe disso, porque a vários níveis, de sacrifício nos treinos, entrega, o Pedro ainda demonstrava algumas dificuldades, mas a qualidade, o talento, sempre esteve lá. Creio que ele não vai ficar pelo Guimarães, tem qualidade para outros patamares. Penso que o Benfica ainda terá parte do seu passe, mas, a esta distância, diria que sim, que o Benfica deveria ter continuado com ele», sublinhou Hélder Cristóvão.

O técnico revelou que já não é treinador dos eslovacos do FC DAC 1904.

«Chegámos a acordo para rescindir nesta janela de coronavírus. Tinha mais dois anos de contrato, mas com os valores a baixarem tanto e o projeto a deixar de ser projeto deixou de ser algo que me interessava. Agora estou a treinar-me e a ver o que farei. Por acaso já tive duas propostas, mas para projetos que também não me pareceram interessantes. Vamos ver. Gostava de voltar a treinar em Portugal», admitiu.

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