Julian Weigl em entrevista revela porque escolheu o Benfica

Chegou em janeiro e foi uma das transferências sensação dos últimos anos: trocou a poderosa Bundesliga pelo campeonato português, o Dortmund pelo Benfica. Em entrevista, o médio explica que precisava de um novo desafio, fala do momento da águia, do que podem esperar dele e daquilo que Bruno Lage lhe pede para ajudar a equipa.

– Quais são as primeiras impressões sobre o Benfica e o campeonato português, agora que já leva onze jogos com o emblema da águia?

– Estou muito contente por estar aqui. As primeiras impressões foram muito, muito boas. Toda a gente me recebeu e tem tratado muito bem, toda a gente tem sido realmente muito simpática. É verdade que tivemos alguns jogos em que não conseguimos os resultados que pretendíamos, que era vencer, mas acho que ainda temos todas as hipóteses intactas para vencer o campeonato e a Taça de Portugal. E estou ansioso pelos próximos jogos.

– Está a gostar?

– Sim, claro. Trata-se de um novo desafio para mim e sempre gostei de novos desafios… por isso, sim estou empenhado para tudo dar certo.

– Qual foi a primeira reação quando soube que o Benfica estava interessado na sua contratação?

– Fiquei realmente muito excitado. Conheço o Benfica há muito tempo e vieram-me à memória alguns jogos que me lembrava de ter visto do Benfica e lembrava-me do bom ambiente no estádio. Fiquei excitado e quis ouvir e saber mais sobre o Benfica e a hipótese de vir para cá. 

– O que fez? Informou-se com alguém? Raphael Guerreiro ou Witsel?

– Sim, falei com ambos. Falaram-me do clube, deram-me informações sobre o campeonato português, sobre a cidade e o país. Axel [Witsel], por ter jogado no Benfica, acabou por dar mais informações. Disse-me que o Benfica trata todos como se fossem uma grande família, que era um clube realmente muito bom e que luta sempre, ano após ano, para conquistar títulos , com adeptos fantásticos sempre a apoiar. Foram palavras importantes que me ajudaram, percebi que ainda hoje ele [Witsel] tem grande consideração pelo clube.

– Tem 24 anos, 300 jogos no total, 171 no Borussia Dortmund, foi internacional sub-19, sub-20, sub-21 e chegou à Seleção A da Alemanha. O que é que o motivou a mudar-se para Portugal?

– Queria fazer algo novo, diferente e precisava de um novo desafio na minha carreira, num país diferente. Quis muito isto, esta nova aventura, por assim dizer. Penso que isso, também, irá permitir-me crescer como jogador e como pessoa. E como já referi senti esse feeling especial quando percebi que o Benfica me queria, quando vi a força que fizeram para me ter. Isso, combinado com o desejo de um novo desafio, num novo país (num lindo país, já agora) fez-me sentir que estava a dar o passo certo e foi por isso que quis vir.

– Sente o peso de ter custado 20 milhões de euros?

– Não é coisa em que pense. Sei que o Benfica pagou muito dinheiro pelo meu passe, mas confio muito em mim e nas minhas capacidades. Estou a atravessar um processo e aqui agora tudo é novo para mim: novo clube, novo país, nova linguagem, novas pessoas, novos jogadores a quem tenho de me adaptar para me integrar na equipa. Tenho de saber onde os jogadores gostam de estar no campo e como pensam. É um processo evolutivo, confio muito neste processo e estou certo que vou encaixar [na equipa].

– Já vimos o verdadeiro Weigl? O que é que pode acrescentar ao Benfica?

– Sou sempre eu jogando bem ou jogando mal. Sei que posso ajudar mais a equipa, sei que tenho de melhorar e controlar o jogo. É claro que quero fazer mais passes determinantes para os companheiros e com isso ajudar na nossa forma de jogar, marcar os ritmos do jogo, sobretudo do ponto de vista defensivo. Essas são as coisas que posso acrescentar à equipa. E, claro, acrescentar também a minha experiência: tenho muitos jogos internacionais nas pernas e acho que posso ajudar nessa parte.

Julian Weigl conta aquilo que Bruno Lage lhe pede para ajudar a equipa.

– Que avaliação faz do nível do plantel do Benfica?

– Acho que temos um plantel de grande qualidade com uma mescla de jogadores experientes e jovens que trabalham todos os dias de forma muito intensa. Por isso estou seguro que temos o melhor plantel da Liga.

– Como analisa a concorrência interna: Samaris, Florentino, Gabriel e Taarabt?

– Acho que todos ajudam, todos colocam a experiência que têm em prática para ajudar a equipa e para todos melhorarmos seja nos jogos seja nos treinos. Temos uma competição saudável entre nós, cada um dá o melhor que tem e creio que isso é muito positivo. Temos uma boa relação entre todos e isso é algo de muito positivo, sinto isso.

– E em relação a Bruno Lage, como são os métodos dele?

– Tem feito um grande trabalho à frente do Benfica, trabalhamos muito todos os detalhes, insiste muito em todos os pormenores do jogo para sermos uma melhor equipa. Fala muito connosco, procura manter o nosso foco, puxando por cada um de nós para todos juntos sermos mais fortes coletivamente. 

– O que lhe pede o treinador?

– Quer que controle o jogo, pede-me estabelecer o ritmo, para decidir quando é preciso segurar a bola e baixar o ritmo ou intensificar a pressão, dar velocidade e partir para o ataque. É claro que me pede para ter uma palavra importante nas missões defensivas de modo a dar um bom equilíbrio à equipa.

Chegou à Luz em janeiro e conta 11 jogos de águia ao peito. Julian Weigl assume que a derrota com o FC Porto doeu, mas acredita que os encarnados têm bons motivos para acreditar na conquista do título.

– Sabe o que é o Marquês?

– Sim, os meus colegas já me falaram. Creio tratar-se de uma praça em Lisboa onde os adeptos se reúnem para festejar os títulos de campeão juntamente com toda a equipa. Falam-me disso muitas vezes, com muita emoção.

– Já viu imagens?

– Sim, já vi algumas imagens. Fiquei impressionado e com vontade de estar lá também rapidamente.

– Os benfiquistas têm razões para acreditar na conquista do título?

– Sim, têm boas razões para acreditar que iremos conquistar o título…

– Porquê?

– Estamos apenas um ponto atrás do líder e temos muita qualidade na equipa e apenas temos de continuar a trabalhar como o temos feito. Se assim acontecer de certeza que as vitórias vão voltar e a sorte voltará a acompanhar-nos para voltarmos ao primeiro lugar. Juntamente com eles, com os adeptos, podemos continuar fortes na nossa caminhada e vencer o campeonato.

– Acredita que a equipa vai voltar com o mesmo rendimento após esta paragem forçada?

– Estamos a enfrentar uma situação difícil e nova para todos. Não sabemos quando podemos voltar a treinar e a competir de forma normal. Por isso temos de manter o profissionalismo, continuar a trabalhar forte a parte física, embora de forma individual, para estarmos preparados para tudo. Não podemos dizer quando vamos voltar, mas está nas nossas mãos saber como iremos voltar. 

– Com quem estabeleceu empatia mais rapidamente no plantel?

– Todos têm sido muito bons para mim, tenho bom relacionamento com todos e há um bom espírito de camaradagem no plantel. Claro que falo mais com Haris Seferovic, foi o primeiro com quem falei tendo em conta que ele também fala alemão. Por isso é normal que exista uma maior proximidade com ele, tem sido um bom amigo. Mas também gosto muito de conversar com o Adel [Taarabt], com o Svilar, com o Jota.

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