Bruno Lage critico quanto ao calendário e feliz por Seferovic

No final do triunfo (3-2) diante do Rio Ave nos quartos de final da Taça de PortugalBruno Lage analisou a exibição do Benfica, destacando a excelente segunda parte conseguida pela equipa.

Explicou, ainda, a aposta nos dois pontas de lança, voltou a fazer uma reflexão sobre o calendário competitivo em Portugal, deixando críticas à (má) leitura feita por alguns meios de Comunicação Social. As lesões de Gabriel e de Ferro? “É prematuro”, disse.

Benfica-Rio Ave

Domínio na 2.ª parte e elogios ao Rio Ave

“O mais importante era vencer e fazer um bom jogo. Foi um grande jogo de futebol, com duas boas equipas. Sabíamos das dificuldades que íamos ter pela qualidade da equipa técnica [do Rio Ave] e da própria equipa. Entrámos praticamente a perder com um livre que deu em golo. Depois, a equipa soube reagir e criar oportunidades de golo, mas na 1.ª parte, sair a perder por 1-2… devíamos ter saído com o 2-2, pelo nosso jogo ofensivo. O Rio Ave criou duas ou três oportunidades. A 2.ª parte foi praticamente nossa. Fomos alterando porque sentíamos que o jogo pedia essas mudanças. Contente com a resposta da equipa e pelos dois golos do Seferovic. As pessoas têm de perceber que Seferovic e Vinícius são grandes jogadores e temos de dar carinho aos nossos avançados, pois são eles que, com um simples toque, concretizam o trabalho de uma equipa.”

“Isto faz parte do trabalho e na busca de vencer o jogo, independentemente de começar ou não a vencer. Jogámos com uma boa equipa, que joga bom futebol contra equipas grandes e que tem um futebol que não é fácil de anular. Provocam construção baixa através da pressão alta, com muitos jogadores entre linhas a tentarem a receber bolas nas costas. Neste jogo foi nas costas do Adel [Taarabt]. O Diego Lopes a jogar muito da esquerda para dentro, laterais muito abertos e o ponta de lança a jogar à profundidade. No segundo golo, uma meia desculpa porque ficámos à espera de uma grande penalidade e isso não pode acontecer. Temos de nos reorganizar. O Rio Ave provocou esse problema em nós e não o resolvemos na 1.ª parte, mas criámos 6/7 oportunidades de golo através das nossas jogadas e processo ofensivo.”

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A aposta nos dois pontas de lança

“Temos trabalhado e jogado com os dois pontas de lança. Não gostei do posicionamento com o Aves, analisámos durante muito tempo e os jogadores tiveram a oportunidade de ver o que se pretendia, e neste jogo estivemos mais vezes no posicionamento correto. Feliz, e é importante para eles perceberem que é na análise que crescemos. Em termos ofensivos, estamos no bom caminho, em termos defensivos, há um ou outro apontamento que temos de trabalhar para sermos mais eficazes e fortes.”

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Recuperar para o dérbi e reflexão sobre o calendário

“Vem aí a recuperação. Falei no assunto [na antevisão] e fui mal interpretado. Não foi uma crítica [ao calendário], mas sim uma reflexão. Não arranjamos desculpas. Não é um lamento, mas sim uma constatação. Nós e o FC Porto estamos na mesma situação.”

“Fiquei surpreso pela direção dada por alguns Órgãos de Comunicação Social pela reflexão que fiz sobre o intervalo dos jogos. Por que não jogámos um pouco mais cedo? O jogo FC Porto-Varzim acabou às 20h00. Por que não jogámos logo a seguir? Não interessa a recuperação dos jogadores, não interessa se o Ferro sai ou não lesionado, não interessa se os adeptos chegam a casa depois da meia-noite… o que interessa é jogarmos às 21h15. Não é uma crítica porque a equipa reage bem. É apenas uma reflexão ao panorama do que são as competições. Por que jogamos na sexta-feira? É uma reflexão e não uma crítica. Até porque o FC Porto está pior que nós porque tem os jogos da Taça da Liga.”

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As lesões de Ferro e Gabriel

“[Ferro] Fez-nos indicação para o banco de que não podia continuar e tomámos a decisão. Ainda é prematuro dizer algo mais. Para já é uma pequena dor, mas acho que não é nada de especial.”

“[Gabriel] Ainda não sei. É prematuro. Treinou, não sentiu dor. Levou uma pancada no jogo anterior [com o Aves] e não quisemos correr riscos. Foi assim com o Gabriel e também com o André Almeida. Aproveito para reforçar o tema da recuperação… Uma coisa são os jogadores com muito volume de jogo e com muitos minutos, que jogam e recuperam mais rápido; outra coisa é o André Almeida, com menos minutos, jogar com o Rio Ave e depois teria mais dificuldade em recuperar, e iria correr o risco se jogasse outra vez com um intervalo tão curto.”

Benfica-Rio Ave

Fadiga mental? No futebol há erros

“A fadiga mental… falamos nisso quando falamos sobre a concentração. É o facto de ter de estar concentrado permanentemente. Há uma altura em que se desliga. Se formos falar com os jogadores para se fazer já uma análise, eles não estão ainda preparados para isso. Agora é que a equipa vai entrar numa série de jogos consecutivos e esse fator [fadiga mental] pode aparecer. Agora não é esse o caso. São erros, que temos trabalhado muito para não os cometer. Este é um jogo de erros. Os adversários vão ver os nossos pontos fortes, mas também veem como podem explorar os nossos pontos menos fortes e colocarem os seus pontos fortes no jogo. O Rio Ave faz isso muito bem.”

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