Bruno Lage em antevisão ao jogo de Guimarães…e não só

O Benfica desloca-se à Cidade-Berço de Portugal para defrontar o V. Guimarães, na 15.ª jornada da Liga NOS. Bruno Lage falou sobre um desafio que será “bastante competitivo”.

O treinador canalizou energias para uma reentrada forte nas competições e ainda teceu algumas palavras sobre o mais recente reforço das águias, o médio Julian Weigl.

Faz nesta sexta-feira (3 de janeiro) um ano que assumiu o comando técnico da equipa principal do Benfica. É uma data especial e diferente para si?

O balanço foi feito várias vezes. Esta oportunidade de fazer um ano quando se inicia um novo ano é fantástica para fechar o que passou. Para mim e para os jogadores, este é o momento de olhar para o conta-quilómetros do nosso carro, carregar no botão e começar tudo do zero. Mudou muita coisa, mas a nossa mentalidade e maneira de estar não muda.

Bruno Lage

Como foi o regresso ao trabalho e a preparação para este jogo com o Vitória de Guimarães?

É um recomeço difícil, visto que vamos defrontar o V. Guimarães depois desta paragem, que traz coisas boas e menos boas. Bom é a oportunidade de as pessoas se juntarem com as famílias, principalmente quem vive fora de Portugal, e é também uma ocasião para recuperar e descansar. Por aquilo que foi o nosso regresso ao trabalho no dia 28, o treino bidiário que fizemos no dia 30, a forma como trabalhámos no dia 31 e depois a receção fantástica dos nossos adeptos no Estádio da Luz no dia 1 de janeiro, tendo a oportunidade de observar ao vivo todo o empenho e toda a dedicação, acredito que a equipa está concentrada e motivada para voltar às boas exibições, às vitórias e termos uma reentrada forte nas competições.

(…)

Quero dar uma palavra aos nossos adeptos porque fiquei surpreendido. Sou do tempo em que se podia ver os treinos dos vários clubes, de as portas estarem abertas e os adeptos conviverem no dia a dia com jogadores e treinadores. No dia 1 de janeiro, depois de uma passagem de ano, ter mais de 20 mil pessoas a apoiar-nos no Estádio da Luz foi uma entrada muito forte no novo ano. O sinal e a mensagem é esta: aquela receção deixa-nos de coração quente, mas simultaneamente o frio que se fazia sentir deixa-nos de cabeça fria e com a mentalidade do trabalho que tem de ser feito. Vamos reentrar nas competições de coração quente, mas de cabeça fria e mentalizados que temos de fazer um grande trabalho para vencer em Guimarães.

Bruno Lage

Que análise faz ao Vitória de Guimarães treinado por Ivo Vieira, que não perde há sete jogos, contando todas as competições?

O Vitória tem uma excelente equipa e um excelente treinador com um passado que fala por si. Não é surpresa o que tem estado a fazer. Já defrontámos este adversário na Taça da Liga, foi um empate [0-0] num jogo muito equilibrado. Tive oportunidade de ver muitos jogos do V. Guimarães, é sempre uma equipa muito competitiva, com uma enorme organização e vontade de ter a bola e colocar problemas aos adversários. Temos de estar preparados para isso. Quando não tivermos bola, vamos ter de anular o intuito ofensivo do Vitória; com bola, temos de ir à procura do nosso jogo e colocar dificuldades. Vamos ter um jogo muito competitivo, num estádio que tem sempre um ambiente fantástico, com o público a apoiar a sua equipa. Prevejo um jogo muito difícil, competitivo e nós temos de estar a top para conseguirmos a reentrada que pretendemos.

Bruno Lage

No domingo há um Sporting-FC Porto, o que quer dizer que uma das equipas vai perder pontos. Sendo que o FC Porto está mais perto do Benfica na classificação, vai torcer pelo Sporting, visto que uma eventual escorregadela portista pode beneficiar os interesses benfiquistas?

Não consigo prever o futuro. É sexta-feira, ainda nem jogámos, e o Sporting-FC Porto é no domingo. Vou torcer para escolher a melhor equipa do Benfica para vencer amanhã [sábado], torço sempre para que isso aconteça.

Já conta com Rafa e André Almeida para este jogo no Minho?

O Rafa ainda não está apto. A adaptação exige um maior tempo de treino. O André já está disponível.

Bruno Lage

“WEIGL É UM GRANDE MÉDIO NUMA GRANDE EQUIPA, COM GRANDES JOGADORES”

Weigl é reforço do Benfica. Qual é a sua opinião sobre este jogador? Que expectativas tem para ele tendo em vista a segunda metade da época?

É um grande jogador que se junta a uma grande equipa recheada de grandes jogadores. É um médio com enorme capacidade de construção, vem acrescentar, vai-nos trazer muitas soluções. Temos muitos valores naquela posição, este é mais um com que podemos contar. Vai ao encontro do que pretendemos para a equipa, a construir a partir detrás, a ter bola, a ter domínio. Ele tem bom posicionamento defensivo, é forte nos equilíbrios, nas transições defensivas. À semelhança do que são os nossos médios, é um jogador de grande valor. Sentimos que fizemos uma boa contratação de um grande jogador que chega a uma grande equipa recheada de grandes jogadores.

Já está disponível para este desafio com o V. Guimarães?

Não, ainda não.

Weigl já trabalha no Benfica Campus. O que lhe disse neste primeiro dia?

Dei-lhe as boas-vindas e deseje-lhe boa sorte. Depois foi o contacto normal com os colegas, as devidas apresentações e apenas isso.

Bruno Lage

O plantel do Benfica tem médios a mais? É obrigatório que saia alguém?

Não, não é obrigatório. Importante é o Clube estar feliz com o rendimento dos jogadores e, do outro lado, perceber a felicidade dos jogadores a cada momento. Isso é determinante. Para já, o que tenho a dizer, e não se trata de uma novidade, é que queremos ter um plantel mais curto, porque temos a jogadores com capacidade para desempenhar várias funções. Um plantel curto e competitivo, para tirarmos o melhor partido de cada jogador e também para os jogadores sentirem que têm mais possibilidades de jogar.

Estamos a assistir a uma mudança de paradigma no que toca às contratações do Benfica?

Tenho dado a minha opinião sobre o plantel desde que aqui cheguei. Um plantel curto, competitivo e equilibrado. Temos de olhar para a nossa academia e para o trabalho que fazemos na nossa formação, relembrando que no ano passado, por esta altura, apresentámos quatro reforços [Zlobin, Ferro, Florentino e Jota], um para cada sector. A partir do momento em que preparamos as coisas a curto e médio prazo, há que ter uma perspetiva de mercado semelhante a esta. As decisões passam por várias pessoas, reunimo-nos frequentemente para falar sobre os assuntos do plantel, as avaliações que fazemos dos nossos jogadores e aquilo que temos na nossa formação. Presidente Luís Filipe Vieira, Rui Costa, Domingos Soares de Oliveira, Tiago Pinto e o treinador. A partir daqui temos de olhar para tudo, para aquilo que temos na academia e para as oportunidades de mercado, seja em termos nacionais, como foi o caso do Chiquinho, seja em termos internacionais, como foram as contratações de Raul de Tomas, Vinícius e agora o Julian [Weigl]. Há que criar um plantel que nos permita ser bastante competitivos nas várias competições que temos pela frente. O trabalho está a ser feito, cinco cabeças alinhadas para uma ideia, e as coisas estão a concretizar-se naquilo que é a visão global do Benfica, liderado por Luís Filipe Vieira. O nosso Presidente tem todo o mérito, nestes 15 anos, por termos esta base no Seixal [Benfica Campus], para construir uma equipa para ser campeã com jovens da formação e com um treinador que aqui se formou. Ele [Luís Filipe Vieira] vê a árvore, vê a floresta, mas também tem a capacidade de ver além da árvore, da floresta e de sentir o caminho que temos de traçar.

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