Yuri Ribeiro fala do titulo e da aprendizagem no Benfica

Aos 22 anos, Yuri Ribeiro cortou o cordão umbilical que o unia ao Benfica para abraçar o primeiro desafio profissional fora de portas, ao serviço dos ingleses do Nottingham Forest. Na bagagem levou as memórias dos anos em que jogou de águia ao peito.

Foste campeão pelo Benfica na tua primeira época de sénior no clube e num contexto particular com a chegada de Bruno Lage em janeiro. Ao olhar para trás, o que é que te vem imediatamente à cabeça?

As grandes recordações da época passada têm a ver sobretudo com a aprendizagem por não ter tido muito tempo de jogo. Foi uma época em que não fui muito utilizado e não vou mentir e dizer que não me custou ficar a ver. Mas há sempre lições a tirar e foi muito bom ter estado naquele grupo. Posso dizer que, mesmo sem jogar muito, consegui evoluir como jogador. E o que me vem imediatamente à cabeça foi precisamente o que disseste. Estávamos a sete ou oito pontos do primeiro lugar, já ninguém acreditava em nós e, com algumas mudanças, as coisas acabaram por correr bem e conseguimos ser campeões. Foi um sonho ter sido campeão no primeiro ano ao serviço da equipa principal do Benfica. Nunca me vou esquecer daqueles momentos!

Levas grandes amizades do tempo do Benfica?

– Sem dúvida. Mantenho uma boa relação com todos os meus colegas e não me refiro apenas aos da equipa principal. Cheguei ao Benfica com 15 anos e criei laços fortes com os meus companheiros de formação e é muito bom conservar estas amizades. Sinto um orgulho enorme quando vejo que as coisas lhes estão a correr bem. Desejo-lhes o melhor.

Yuri Ribeiro e João Félix jogaram juntos na formação do Benfica. No passado verão, o avançado rumou a Espanha para representar o Atlético Madrid. Por cumprir ficou a promessa de pagar um jantar.

O João Félix foi a grande contratação do mercado na temporada passada, ao ser vendido ao Atlético de Madrid por 126 milhões de euros. Vocês não lhe cobraram um jantar?

Sim, o Félix ainda está em dívida connosco. Espero que abra os cordões à bolsa e pague o jantar que deve à malta. Não tem tido oportunidade para isso, por causa dos jogos, mas tenho a certeza de que vai abrir o olho e a carteira [risos]. 

Sei que o teu ídolo de infância era o Fábio Coentrão. Já tiveste oportunidade de lhe dizer isso?

Sim, o meu jogador preferido era o Fábio Coentrão. Joguei contra ele quando eu estava no Rio Ave e ele no Sporting, mas nunca tive oportunidade de lhe dizer. Quando ele jogava no Real Madrid, andei a chatear o meu irmão para me conseguir uma camisola autografada, que agora está bem guardada lá em casa. Fiquei muito contente.

Formado no Seixal, Yuri Ribeiro aplaude a aposta do Benfica na ‘prata da casa’ e diz não fazer sentido colocar em causa o projeto idealizado por Luís Filipe Vieira por força dos resultados na Liga dos Campeões.

Continuas a acompanhar o campeonato português?

Gosto sempre de acompanhar o futebol português e posso dizer que não perco nada, vejo tudo, mesmo aqueles jogos pequenos que se calhar ninguém quer ver. Gosto de conhecer todos os jogadores da nossa liga e de analisar os reforços e as equipas. Na minha opinião, o campeonato português tem muita qualidade. As equipas defendem muito bem e muitas vezes jogam mais para não perder do que para ganhar, mas noto um equilíbrio cada vez maior, sendo que o Benfica e o FC Porto são as equipas que mais se destacam.

E como tens visto a campanha do Benfica na Liga dos Campeões? Estavas à espera de melhor?

Quando se fala da Liga dos Campeões, fala-se nas melhores equipas do mundo e não é fácil jogar contra elas. Olhando para aquilo que foram os quatros jogos do Benfica, ora bem, não foram fáceis, mas acredito que as coisas podem melhorar. E também acredito naquilo que o presidente diz acerca da aposta na formação. O Benfica tem das melhores escolas do mundo e tenho a certeza de que vai continuar a ser um sucesso se continuar com esta ideia. Não é pelas coisas não estarem a correr bem na Europa que se vai responsabilizar os miúdos por tudo, isso é uma mentira. Com os miúdos se ganha, com os miúdos se perde. Um dos problemas deste ano é que o grupo é muito equilibrado. Todas as equipas podem ganhar umas às outras e isso é mais complicado do que apanhar um tubarão.

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