Bruno Lage: “Queremos fazer uma Liga dos Campeões à dimensão do historial do Clube”

“Vamos fazer de tudo para vencer o jogo, porque esse é o nosso grande objetivo”, assumiu, à BTV e em conferência de Imprensa, o treinador do Benfica, Bruno Lage, no lançamento do duelo com o Lyon, em França, na 4.ª jornada da Liga dos Campeões.

“Vai ser um jogo em que teremos de mostrar a força do nosso coletivo. Foi isso que aconteceu no Estádio da Luz e é isso que teremos de fazer aqui”, salientou o técnico na antevisão do desafio do Grupo G, que tem o pontapé de saída agendado para as 20h00 de terça-feira. Os encarnados partem para este encontro com três pontos averbados.

Bruno Lage

Que jogo poderemos ver entre Lyon e Benfica nesta terça-feira?

Espero um jogo muito competitivo, à semelhança daquilo que se viu na Luz, uma equipa muito competente, que trocou de treinador e tem tido uma evolução significativa na sua forma de jogar. Temos de estar no nosso melhor, fazer um bom jogo coletivo, com e sem bola, para vencer. A nossa ambição e a nossa exigência é jogar bem e vencer. É verdade que entretanto se passaram alguns dias, alguns jogos, as equipas tiveram tempo para se preparar.

Este Lyon, com um treinador novo, é diferente na sua forma de jogar?

Temos sentido algumas diferenças, não muitas, nomeadamente na dinâmica ofensiva do nosso adversário. Tem jogado ultimamente com alas que procuram o jogo interior, que têm um posicionamento ligeiramente mais dentro do campo, ao contrário daquilo que foi o jogo no Estádio da Luz. Mas, naquilo que é a sua organização geral, pode surgir em 4x3x3 ou em 4x4x2. Vai ser um jogo em que teremos de mostrar a força do nosso coletivo. Foi isso que aconteceu no primeiro jogo e é isso que teremos de fazer aqui: ser uma equipa coletiva, com e sem bola, para vencer, porque esse é o nosso objetivo, a nossa ambição e exigência.

Bruno Lage

Como é que o Benfica vai contrapor o Lyon?

É olhar para aquilo que foi o último jogo. Nós, quando temos bola, também nos atiramos para a frente, e fomos para a frente e tivemos uma entrada muito forte no desafio em Lisboa. Logo aos quatro minutos, com o golo do Rafa, e depois com uma primeira parte muito boa, excelente até à saída do Rafa. Na segunda parte tivemos alguns momentos bons, outros nem tanto, outros em que podíamos ter explorado outros espaços e, claro, o adversário também se apresentou muito forte. Também joga e coloca muita gente no meio-campo ofensivo e nas zonas de finalização, num 4x4x2 com uma dinâmica forte de dois avançados, dois alas, um dos médios que salta linhas, um dos laterais que se atira mais para a frente [o lateral-direito]. Ambas as equipas, independentemente dos sistemas e dos onzes, têm como ideia de jogo procurar o golo.

O treinador Rudi Garcia assumiu na antevisão que a equipa do Lyon precisa de ganhar este desafio para chegar aos dois primeiros lugares. Do lado do Benfica há também a consciência de que é uma partida importante e que é proibido falhar?

Sim, claro! Numa competição tão curta, quatro equipas com seis jogos, quem perde os dois primeiros já não tem possibilidade de perder mais pontos. Já era nessa posição que estávamos no jogo anterior. Temos essa ambição e exigência, porque afirmamos desde o início da época que queremos fazer uma Liga dos Campeões à dimensão do historial do Clube. Chegamos aqui e vamos fazer de tudo para vencer o jogo, porque esse é o nosso grande objetivo.

Bruno Lage

Espera o apoio de muitos Benfiquistas?

Benfiquistas e portugueses! Não escondo desde a primeira hora, até porque na época passada os nossos adeptos foram muito importantes na Reconquista, que a nossa forma de jogar tem de ser puxá-los para apoiar, de maneira a que as coisas sejam mais fáceis.

Tem alterado jogadores na equipa, mas há uns que jogam muito mais do que outros, como é o caso de Grimaldo. O que é que os outros têm de fazer para serem tão imprescindíveis, uma vez que todos pretendem jogar o mais possível?

Tivemos de fazer algumas alterações neste percurso, desde a Supertaça, porque em vários jogos perdemos jogadores por lesões. Há alterações para substituir jogadores lesionados, como aconteceu com Florentino, Gabriel e André Almeida, entre outros, e depois há situações que dependem do que é o jogo. Vou dar um exemplo… Grimaldo jogou com o Cova da Piedade porque esteve mais de 20 dias sem competição. Há jogadores que, pelo facto de não atuarem nas seleções, não podem ser tirados do jogo. Uma coisa é certa: todos têm de ter rendimento. Depois é fazer uma análise ao momento de cada um deles, mas o lado estratégico e o rendimento contam muito para a cada momento darmos a melhor resposta.

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